Casos de conjuntivite em unidades de saúde de Rio Branco apresentam aumento

A procura por atendimento médico relacionado a casos de conjuntivite tem aumentado no início deste ano em Rio Branco. Moradores da capital têm cada vez mais procurado as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), postos de saúde e até mesmo nas Unidades de Referência de Atenção Primária (URAPs) para tratar os sintomas típicos da doença que afeta os olhos e causa inflamações, irritação, coceira e ardência na região. A infecção afeta principalmente as crianças.

Na Unidade de Pronto Atendimento Franco Silva, a UPA da Sobral, por exemplo, 19 casos de conjuntivite foram registrados até a última segunda-feira, 21. Apesar de parecer pouco, o número indica que a tendência é que neste mês a incidência da doença seja maior do que a registrada em dezembro, quando 31 casos foram notificados durante todo o mês. Dos três tipos da inflamação (alérgica, viral e bacteriana), a alérgica é mais comum entre as pessoas afetadas.

“Esse número indica um crescimento leve na ocorrência dos casos. A incidência não é tão alta quanto no mês passado porque as férias escolares evitam grandes aglomerações e consequente transmissão da doença. E foi o que ocorreu em dezembro, com o ano letivo ainda ocorrendo e as comemorações de fim de ano, que aglomeram uma grande quantidade de pessoas e facilita a transmissão”, explica Sandréya Maia, coordenadora de Vigilância Epidemiológica da UPA da Sobral.

Caracterizada como uma inflamação na membrana que reveste a parte frontal dos olhos e o interior das pálpebras, a conjuntivite é bastante incômoda por provocar vermelhidão nos olhos, coceira, dor, lacrimejos constantes e dificuldades para enxergar. Além da vermelhidão e do inchaço, a conjuntivite viral causa uma sensação de areia nos olhos e um forte lacrimejamento. Ela leva até duas semanas e o tratamento pode ser feito com compressas de água fria e colírios.

Já na conjuntivite do tipo bacteriano, a secreção e o inchaço são mais intensos. A vermelhidão nos olhos é comum, mas sem lacrimejamento frequente. Dura, em média, uma semana e o tratamento é à base de colírios e antibióticos. Diferente das demais, a conjuntivite alérgica não é contagiosa e suas principais causas são reações a pelos de animais domésticos, como cães e gatos, baratas e principalmente dos ácaros da poeira domiciliar. Ela apresenta os mesmos sintomas que as outras.

Por terem sintomas parecidos, a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da UPA da Sobral lembra que o tratamento deve ser feito após consulta médica, que diagnóstica o tipo da doença e os medicamentos corretos para trata-la. Segundo ela, é recomendado que as pessoas atingidas pela conjuntivite viral evitem contato com outras pessoas durante o período de incidência dos sintomas, já que ela pode ser facilmente transmitida para outras pessoas através de um simples toque.

“Geralmente as pessoas coçam o olho e depois pegam em um objeto e o deixa contaminado. Se outra pessoa tocar nesse objeto e levar as mãos aos olhos, ela será contaminada. Também é necessário evitar agregação para evitar a contaminação de um grande número de pessoas. Quando diagnosticamos a conjuntivite viral, damos atestado médico para que a pessoa fique em isolamento, o correto é ficar em casa. Isso é importante para que surtos não aconteçam”, finaliza Sandréya.

Como prevenir

– Lavar as mãos com frequência;

– Não colocar as mãos nos olhos para evitar a recontaminação;

– Evitar coçar os olhos para diminuir a irritação da região;

– Lavar as mãos antes e depois da aplicação do medicamento;

– Não encostar o frasco do medicamento nos olhos;

– Suspender o uso de lentes de contato.

Alysson Bestene aponta os caminhos e os desafios da saúde

“A população está ansiosa por melhorias, porque sente, diariamente, as dificuldades quando procura o Sistema de Saúde nas unidades do nosso Estado. E por isso, estamos trabalhando incansavelmente para apresentar soluções rápidas e eficientes”. A declaração é do atual secretário de Saúde do Estado do Acre, Alysson Bestene, que há 21 dias assumiu a pasta.

O gestor, nomeado pelo governador Gladson Cameli, para compor a equipe, participou do programa radiofônico, Resenha Aldeia, e junto com o diretor interino de Atenção a Saúde, Wilson Afonso, apontou alguns dos principais desafios encontrados na pasta nesse início de gestão.

Bestene destacou que a saúde precisa de ações emergenciais em todos os setores, e que sua equipe está traçando um relatório situacional de cada estabelecimento de saúde, desde a capital ao interior do estado, para traçar novos rumos.

“Os primeiros vinte dias foram de trabalho intenso dentro do sistema público para fazer um levantamento das principais necessidades da saúde acreana. Constatamos que os problemas são até maiores do que se imagina, mas estamos empenhados em encontrar soluções e assim ofertar serviços de qualidade para o nosso povo”, explica.

O secretário explicou que recebeu a pasta com problemas de gerência e financeiros graves, que a gestão passada deixou muitos débitos acumulados. ” A saúde tem dívidas que já vem se arrastando de um ano para outro. Hoje, a saúde do nosso estado tem um déficit de aproximadamente R$ 64 milhões”, ressalta.

Mesmo assim, Bestene assegurou que a equipe vai atuar para solucionar as principais carências e dá assistência aos 22 municípios do estado. Que nessa nova gestão, as unidades de saúde das cidades interioranas serão atendidas. E, que para isso, o estado trabalhará integrado com as prefeituras e municípios de cada localidade.

Melhorar a atenção básica

O líder, ressaltou ainda que haverá um empenho para melhorar os serviços do sistema de atenção básica, que é a “porta de entrada” dos usuários nos sistemas de saúde públicos. Disse, que apesar da crise, e do déficit de profissionais, onde houver necessidade, haverá redistribuição para que não faltem especialistas nos locais de atenção primária.

Além disso, o gestor lembrou que outra bandeira defendida pelo governador é a valorização dos profissionais do ramo. E que para ampliar o número de servidores existe a previsão da realização de um concurso simplificado para contratação de médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem.

“O governo assumiu o compromisso de trabalhar para melhorar a saúde do nosso estado, e a valorização do quadro de pessoal faz parte desse processo, porque são eles, que ficam lá na ponta, diariamente, cuidado dos pacientes”, ressalta o secretário.

Para honrar os compromissos, o diretor interino de Atenção a Saúde, Wilson Afonso, lembrou que o estado vai reforçar as equipes profissionais, regularizar os pagamentos atrasados de quadros como o Pró-Saúde e investir na humanização dos serviços.

Paralelo a isso, serão retomadas as obras inacabadas da rede, como a verticalização do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), e a construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cruzeiro do Sul, no Vale do Juruá.

Estudo aborda estresse e saúde com servidores da Ufac

Uma pesquisa da Universidade Federal do Acre (Ufac) avaliou como o estresse pode influenciar a saúde cardiovascular dos trabalhadores. O estudo, apresentado como trabalho de conclusão de curso de Davi Muniz, egresso de Medicina, está disponível em publicação da Sociedade Brasileira de Cardiologia. A orientação foi do professor Odilson Silvestre.

 O trabalho teve início em 2012, no campus-sede da Ufac, em Rio Branco, a partir de um universo composto por cerca 500 servidores da instituição, e tem como coautores Kamile Santos Siqueira, Cristina Toledo Cornell, Miguel Morita Fernandes-Silva e Pascoal Torres Muniz. 

O objetivo da pesquisa, inédita no Estado, foi avaliar a prevalência da saúde cardiovascular ideal e sua relação com o estresse no trabalho. “Ter saúde cardiovascular ideal significa seguir uma dieta saudável, fazer mais que 150 minutos de atividade física por semana, ter IMC [índice de massa corpórea] normal, não fumar e não ter, ou tratar adequadamente, diabetes, hipertensão e hipercolesterolemia, o colesterol ruim alto”, detalha Davi Muniz.

 Ele alerta que, embora o objetivo principal do estudo tenha sido a associação entre estresse no trabalho e saúde cardiovascular, o que mais chamou atenção foi a ausência de saúde cardiovascular ideal em qualquer um dos participantes. 

 A saúde do coração dos trabalhadores foi analisada sob o viés de sete indicadores propostos pela Associação Americana do Coração: dieta, atividade física, IMC, tabagismo, hipertensão, diabetes e colesterol ruim alto. A pesquisa concluiu que 91% dos entrevistados possuíam saúde cardiovascular considerada “ruim”. Outros 9% dos participantes tiveram a saúde do coração classificada como “intermediária”.

 “No Brasil e no mundo, há achados que demonstram que o maior grau de estresse no trabalho está associado à doença do coração, além disso, a obesidade, dieta ruim e menos atividade física”, explica o orientador da pesquisa, Odilson Silvestre. “Na Ufac, nós verificamos que os mais estressados são mais obesos e comem pior.”

 Os autores da pesquisa temem que o nível de saúde cardiovascular fora do universo pesquisado possa ser ainda pior, visto que o grupo estudado representa uma parcela com nível educacional e de renda maior que a média da população.

 “Definidores de pesquisa e políticas públicas devem olhar para esse dado com preocupação e implementar políticas de educação, estímulo à atividade física e subsidio de venda de alimentos mais saudáveis”, sugere Silvestre.

 O artigo científico “Saúde Cardiovascular Ideal e Estresse no Trabalho: Um Estudo Transversal da Amazônia Brasileira” está disponível para download e leitura on-line.

Ação de saúde solidária Dr. Baba já teve início e atendimentos acontecem hoje

Os primeiros atendimentos da ação de saúde solidária em homenagem ao médico Dr. Baba (Rosaldo Firmo Aguiar), que teve sua vida ceifada no mês de outubro de 2018, na cidade de Feijó, teve início neste sábado, 19, depois de cinco dias de viagem o barco Raimundo Ferreira ancorou no porto de Jordão.

O barco tinha saído de Tarauacá no dia 13, com chegada prevista para sexta-feira. A equipe de saúde é composta por 23 pessoas, sendo que na cidade de Jordão outros se unem à equipe para a execução das atividades na descida do barco e, também no atendimento que foi realizado no sábado, 19, contou com a presença do médico e deputado estadual Jenilson Leite, que coordenada a ação de saúde.

A ação de saúde solidária à população ribeirinha às margens do rio Tarauacá, no percurso entre as duas cidades, foi planejada pelo Dr. Baba e Dr. Jenilson Leite, mas com sua morte, coube ao deputado e à prefeitura de Jordão, com o apoio de amigos e profissionais da área de saúde dar seguimento ao desejo do amigo de atender as comunidades ribeirinhas.

Na ação de saúde serão oferecimentos atendimentos nas áreas de psicologia, odontologia, biomédica (exames), infectologia. Além disso, à equipe realizará cortes de cabelos, distribuição de roupas e torneios esportivos.

Para o deputado Jenilson Leite, a execução da ação de saúde significa cumprir o desejo de um amigo, que quando em vida sempre buscou auxiliar o próximo. “O doutor Baba planejou isso, era sonho, mas não pode executar, contudo, nós decidimos fazer está homenagem”.

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Calendário de Atendimento

Segunda: 21/01/2019
Atendimento seringal Alagoas

Terça: 22/ 01/2019
Saída de Alagoas

Quarta: 23/01/2019
Atendimento no Seringal são Luiz

Quinta: 24/01/2019
Atendimento no seringal União

Sexta: 25/01/2019
Atendimento no seringal Santa Luzia

Sábado: 26/01/2019
Atendimento no seringal Joacy.

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OMS lista as 10 principais ameaças para a saúde em 2019

Surtos de doenças preveníveis por vacinação, altas taxas de obesidade infantil e sedentarismo, além de impactos à saúde causados pela poluição, pelas mudanças climáticas e pelas crises humanitárias. Estes são alguns dos itens que integram a lista das 10 principais ameaças à saúde global em 2019, divulgada nesta semana pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A entidade pretende colocar em prática um novo plano estratégico, com duração de cinco anos, com o objetivo de garantir que 1 bilhão de pessoas a mais se beneficiem do acesso à saúde e da cobertura universal de saúde; estejam protegidas de emergências de saúde; 1 bilhão desfrutem de melhor saúde e bem-estar.

De acordo com a OMS, são as seguintes as questões que vão demandar mais atenção da organização e de seus parceiros neste ano:

Poluição do ar e mudanças climáticas

A estimativa da Organização Mundial da Saúde é que nove em cada 10 pessoas respiram ar poluído todos os dias. Poluentes microscópicos podem penetrar nos sistemas respiratório e circulatório, danificando pulmões, coração e cérebro, o que resulta na morte prematura de 7 milhões de pessoas todos os anos por enfermidades como câncer, acidente vascular cerebral e doenças cardiovasculares e pulmonares.

Doenças crônicas não transmissíveis

Dados da entidade mostram que doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, câncer e doenças cardiovasculares, são responsáveis por mais de 70% de todas as mortes no mundo – o equivalente a 41 milhões de pessoas. Isso inclui 15 milhões de pessoas que morrem prematuramente (entre 30 e 69 anos), sendo que mais de 85% dessas mortes prematuras ocorrem em países de baixa e média renda.

Pandemia de influenza

O mundo enfrentará outra pandemia de influenza – a única coisa que ainda não se sabe é quando chegará e o quão grave será. O alerta é da própria OMS, que diz monitorar constantemente a circulação dos vírus para detectar possíveis cepas pandêmicas.

Cenários de fragilidade e vulnerabilidade

A entidade destacou que mais de 1,6 bilhão de pessoas – 22% da população mundial – vivem em locais com crises prolongadas (uma combinação de fatores como seca, fome, conflitos e deslocamento populacional) e serviços de saúde mais frágeis. Nesses cenários, metade das principais metas de desenvolvimento sustentável, incluindo saúde infantil e materna, permanece não atendida.

Resistência antimicrobiana

A resistência antimicrobiana – capacidade de bactérias, parasitos, vírus e fungos resistirem a medicamentos como antibióticos e antivirais – ameaça, segundo a OMS, mandar a humanidade de volta a uma época em que não conseguia tratar facilmente infecções como pneumonia, tuberculose, gonorreia e salmonelose. “A incapacidade de prevenir infecções pode comprometer seriamente cirurgias e procedimentos como a quimioterapia”, alertou.

Ebola

No ano passado, a República Democrática do Congo passou por dois surtos de ebola, que se espalharam para cidades com mais de 1 milhão de pessoas. Uma das províncias afetadas também está em zona de conflito ativo. Em dezembro, representantes dos setores de saúde pública, saúde animal, transporte e turismo pediram à OMS e seus parceiros que considerem 2019 um “ano de ação sobre a preparação para emergências de saúde”.

Atenção primária

Sistemas de saúde com atenção primária forte são classificados pela entidade como necessários para se alcançar a cobertura universal de saúde. No entanto, muitos países não têm instalações de atenção primária de saúde adequadas. Em outubro de 2018, todos os países-membro se comprometeram a renovar seu compromisso com a atenção primária de saúde, oficializado na declaração de Alma-Ata em 1978.

Vacinação

Segundo a OMS, a relutância ou a recusa para vacinar, apesar da disponibilidade da dose, ameaça reverter o progresso feito no combate a doenças evitáveis por imunização. O sarampo, por exemplo, teve aumento de 30% nos casos em todo o mundo. “[A vacina] é uma das formas mais custo-efetivas para evitar doenças – atualmente, previnem-se cerca de 2 milhões a 3 milhões de mortes por ano”, diz a OMS. Além disso, 1,5 milhão de mortes poderiam ser evitadas se a cobertura global de vacinação tivesse maior alcance.

Dengue

Um grande número de casos de dengue é comumente registrado durante estações chuvosas de países como Bangladesh e Índia. Dados da OMS mostram que, atualmente, os casos vêm aumentando significativamente e que a doença já se espalha para países menos tropicais e mais temperados, como o Nepal. A estimativa é que 40% de todo o mundo esteja em risco de contrair o vírus – cerca de 390 milhões de infecções por ano.

HIV

De acordo com a entidade, apesar dos progressos, a epidemia de Aids continua a se alastrar pelo mundo, com quase 1 milhão de pessoas morrendo por HIV/aids a cada ano. Desde o início, mais de 70 milhões de pessoas adquiriram a infecção e cerca de 35 milhões morreram. Atualmente, cerca de 37 milhões vivem com HIV no mundo. Um grupo cada vez mais afetado são as adolescentes e as mulheres jovens (entre 15 e 24 anos), que representam uma em cada quatro infecções por HIV na África Subsaariana.

Relação entre cintura e estatura pode indicar risco cardiovascular

O acúmulo excessivo de gordura na região abdominal já é um conhecido indicador de risco para doenças cardiovasculares. A medida, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), não deve ultrapassar 94 centímetros (cm) nos homens e 90 cm nas mulheres. Um novo estudo, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no entanto, identificou que pessoas fisicamente ativas e sem sobrepeso, mas com valores de relação cintura-estatura (RCE) próximos ao limite do risco também têm maior probabilidade de desenvolver distúrbios no coração.

O RCE é obtido pela divisão da circunferência da cintura pela estatura. “Até então, os valores acima de 0.5 indicavam alto risco de desenvolver alguma doença cardiovascular ou metabólica. Os valores abaixo de 0.5 indicavam que a pessoa tinha aparentemente menor risco”, explicou Vitor Engrácia Valenti, professor da Unesp de Marília e coordenador da pesquisa. Para o estudo foram selecionados 52 homens saudáveis e fisicamente ativos, com idade entre 18 e 30 anos.

Segundo Valenti, estudos recentes sugerem que a RCE fornece informações mais precisas de riscos cardiovasculares do que o Índice de Massa Corporal (IMC), que avalia a distribuição de gordura pelo corpo. “O resultado que encontramos chama a atenção daquelas pessoas que acham que [estão fora dos grupos de risco] por não ter barriga, mas não fazem atividade física ou mantêm hábito alimentar saudável. Mesmo sem barriga, pode ser um risco”, alertou o professor com base no trabalho.

O estudo, que tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foi feito em colaboração com a Oxford Brookes University, na Inglaterra, e publicada na revista Scientific Reports.

Avaliação

Os participantes do trabalho foram divididos em três grupos: o primeiro, composto por homens com menor percentual de gordura corporal e com RCE entre 0,40 e 0,449; o segundo, formado por homens com RCE entre 0,45 e 0,50, próximo ao limiar de risco; e o terceiro, por homens com RCE acima do limite de risco, entre 0,5 e 0,56. “Nós avaliamos parâmetros fisiológicos do sistema nervoso autônomo, por meio do ritmo do coração, antes e durante uma hora após a recuperação do exercício”, explicou Valenti.

Eles foram avaliados durante dois dias. No primeiro exercício, os participantes tiveram que permanecer 15 minutos sentados e em repouso e, em seguida, fizeram uma corrida com esforço máximo em uma esteira ergométrica. O objetivo era constatar que todos eram fisicamente ativos. Embora não fossem atletas, mantinham atividades regulares. Em seguida, teriam que ficar em repouso por 60 minutos.

No segundo dia, foram submetidos a um exercício físico moderado: uma caminhada de 30 minutos em uma esteira. A intensidade seria de aproximadamente 60% do esforço máximo. A intenção era observar, durante o repouso e a primeira hora após os exercícios, a velocidade de recuperação cardíaca autonômica. “Quanto mais tempo o organismo demora para se recuperar após o exercício, isso é indicativo de que essa pessoa tem probabilidade maior de desenvolver doença cardiovascular, como hipertensão, infarto, AVC”, disse o pesquisador.

Os resultados mostraram que os grupos com RCE próximo e acima do limite de risco para o desenvolvimento de doenças cardíacas apresentaram recuperação cardíaca autonômica mais lenta, tanto no esforço máximo quanto no moderado. “Mesmo aqueles saudáveis e fisicamente ativos, que não tinham sobrepeso e nem obesidade, mas que tinham valores de normalidade mais próximos dos valores de risco, tinham risco maior do que aquele grupo que era composto por indivíduos com menor tamanho de cintura e estatura”, destacou Valenti.

O pesquisador explicou que este é um estudo inicial, mas com “fortes evidências” da necessidade de rever os valores de referência. “Vamos sugerir agora que ele seja feito em outros países, com outra população, em outras condições. Aqui verificamos na população brasileira. Se pensarmos na população da China, do Japão, que tem cultura diferente, costumes diferentes, não podemos generalizar com base nos resultados apenas dos brasileiros”, advertiu.

Obesidade

A obesidade é considerada uma epidemia global pela OMS. Estima-se que 1,9 bilhão de adultos tenham sobrepeso, dos quais 600 milhões estão obesos. No Brasil, a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2017, do Ministério da Saúde, mostrou que 18,9% dos brasileiros estão obesos. Além disso, mais da metade da população das capitais brasileiras (54%) têm excesso de peso.

Deputada Federal se solidariza com a saúde da população

Diante a tantas polêmicas envolvendo a saúde no Estado do Acre, a Deputada Federal Marfisa Galvão se solidariza com a população carente de atenção básica e profissionais qualificados.

Tendo formação em educação física, ela entende a importância de praticar exercícios e como as pessoas podem evitar doenças através de uma vida mais ativa. Nos próximos dias, além das ações na câmara em luta dos direitos dos seus eleitores, ela também irá promover atividades em algumas comunidades no Acre para incentivar e apoiar uma vida mais saudável.

Todas as suas ações tanto na câmara, quanto nas comunidades, serão registradas e inseridas dentro das suas redes sociais oficiais. Marfisa acredita que seu mandato deva garantir o máximo de transparência possível.

“Tudo o que faço na câmara é pelos meus eleitores. Eles me colocaram aqui e precisam saber o que estou fazendo para melhorar suas vidas”, afirma. Seus perfis oficiais são @marfisadeputadafederal, no Instagram, e Marfisa Deputada Federal, no Facebook.

Todas as informações com datas e locais das atividades nas comunidades serão divulgadas a partir das suas redes sociais oficiais e da imprensa. Marfisa já está colocando a agenda em prática e se reunindo com lideranças para avaliar desafios e levar propostas para a Câmara.

Secretaria Municipal de Saúde terá nova sede

Com a mudança, a Prefeitura vai economizar mais de R$ 600 mil por ano

A partir de fevereiro, a sede administrativa da Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco (SEMSA) passará a funcionar em novo prédio, no Centro de Rio Branco, onde também funciona a Caixa Econômica Federal. Atualmente, a SEMSA funciona em um prédio na Avenida Ceará, alugado por R$ 69 mil mensais. O custo com aluguel do novo prédio será de R$ 17 mil. Com a mudança, a Prefeitura vai fazer uma economia mensal de R$ 52 mil. Em um ano, o valor economizado chegará a R$ 624 mil.

A medida, de acordo com o secretário Municipal de Saúde, Oteniel Almeida, faz parte do parte do conjunto de ações e medidas determinadas pela prefeita Socorro Neri, como contenção de gastos. “Indo para a nova sede, que também é mais moderna e acessível, vamos economizar mais de R$ 50 mil por mês”.

Dentre as medidas de austeridade e redução de despesas com atividades-meio, desde o ano passado, a Prefeitura encerrou vários contratos de locação. O objetivo é a racionalização de recursos para garantir as atividades fins, como educação, saúde, limpeza, manutenção viária e iluminação da cidade. As medidas incluem redução de 12 secretarias e órgãos, 132 cargos, resultando em uma economia de R$ 12 milhões por ano.

A prefeita Socorro Neri quer o equilíbrio entre receitas e despesas, afim de manter os serviços essenciais de modo a garantir que a população tenha acesso a consultas médicas, remédios, escolas e creches, cidade limpa e iluminada, além da manutenção da malha viária.

Petecão garante R$ 3 milhões para Saúde em Cruzeiro do Sul

O senador Sérgio Petecão (PSD) anunciou nesta semana o pagamento de R$ 3 milhões para investimento na saúde pública do município de Cruzeiro do Sul. A verba foi viabilizada pelo senador na última semana de 2018 junto ao Fundo Nacional de Saúde – FNS, do Ministério da Saúde.

O recurso será aplicado em iniciativas que cuidam da saúde do municio. De acordo com Petecão, a verba fortalecerá as atividades de atenção básica de saúde já realizadas no Programa Saúde da Família e pelos agentes comunitários de Cruzeiro do Sul. “Com o valor, além de ampliar o atendimento, internações, cirurgias e exames, o município poderá investir ainda na implantação de programas estratégicos, como o de combate à dengue”, disse.

Para Petecão, a saúde pública deve ser tratada com prioridade, uma vez que grande parte da população utiliza o serviço público de saúde. “É uma prioridade dar condições ao atendimento, sobretudo, à população carente, que são os que mais utilizam o sistema público”.

Mamografias não estão sendo feita por falta material

As mulheres que tem mamografia agendas para os próximos dias no Centro de Controle Oncológico do Acre (Cecon) estão sendo informadas que o serviço está suspenso temporariamente, o Jornal OPINIÃO procurou a direção do local na terça -feira, 08, para saber as razões da suspensão do atendimento, e fomos informados de que o Centro em falta de material.

Segundo a responsável pelo Cecon, Carinha Hechenberger, o aparelho que faz os exames não está quebrado, o que ocorre é que o material necessário para fazer a mamografia, um tipo de película, está em falta.

“Com relação a oferta do serviço de mamografia está suspenso temporariamente, nós estamos aguardando a chegada de material, que é uma película onde o exame é revelado, tipo raio-x, o exame é revelado naquele material, a gente está esperando o fornecedor entregar esse material pra gente retornar a realização da mamografia”, explicou.

Conforme informações do próprio Cecon o material acabou pouco antes do Natal, desde então os exames foram suspenso. Segundo a direção, não há previsão para a chegada, fomos informados de que o gerente administrativo estava em reunião com a nova gestão da Secretaria Estadual de Saúde para tratar do assunto.

Ainda de acordo com Carina, o fornecedor alega a distância na demora da entrega do material. “Além das festas de fim ano, o fornecedor sempre alega a questão da distância e frete”, argumentou.

Atualmente o Centro de Controle de Oncologia possuiu dois aparelhos para fazer esse tipo de exame, segundo a direção, eles são suficientes e dão conta da demanda.

Os exames que são realizados no Cecon são encaminhamentos das unidades básicas de saúde, e para evitar que se acumule os agendamentos de exame, quando o material chegar, o Centro irá aumentar a oferta do serviço que é de 40 exames por dia.

“A gente tem uma lista de espera com telefones dessas mulheres, tendo o material a gente retorna ligação para as mulheres e já vai reagendando. A equipe já se organizou para fazer um mutirão para compensar esse que está sem fazer, a gente vai aumentar a oferta”, garante.

Estado do Acre terá reforço financeiro de R$ 54 mil para saúde bucal

Mais de 568 mil atendimentos realizados

A população dos municípios de Brasileira e de Capixaba será beneficiada com o reforço financeiro de R$ de 54 mil para melhoria da assistência à saúde bucal no SUS. No Acre, a verba viabilizará a compra de 3 cadeiras odontológicas, que serão instaladas em unidades básicas de saúde. O Ministério da Saúde está destinando R$ 51 milhões para 898 municípios brasileiros para a compra de 2.836 cadeiras odontológicas, de todas as regiões do país. A liberação do recurso já foi publicada no Diário Oficial da União. O investimento contribui para qualificar, ampliar e fortalecer o atendimento de Saúde Bucal no Sistema Único de Saúde (SUS).

Atualmente no país são 26.807 Equipes de Saúde Bucal presentes em 5.047 municípios brasileiros. Desta forma, cerca de 90,53% dos municípios do país têm, ao menos, uma das principais linhas de ação da Política Nacional de Saúde Bucal.

Quem precisa de atendimento bucal deve buscar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua residência. As equipes de Saúde Bucal estão são compostas por: cirurgião-dentista; técnico ou auxiliar em saúde bucal ou pelo cirurgião-dentista; e técnico em saúde bucal e um auxiliar ou técnico em saúde bucal. Toda equipe é responsável por um território que, em geral, concentra de 3 mil a 4 mil pessoas.

A partir da avaliação inicial do dentista, o paciente pode ser encaminhado à atenção especializada, nos CEO. Essas unidades especializadas realizam serviços de diagnóstico bucal, com ênfase no diagnóstico e detecção do câncer de boca; periodontia especializada; cirurgia oral menor dos tecidos moles e duros; endodontia; e atendimento a portadores de necessidades especiais. Hoje são 1.138 CEO em todo o país.

O SUS conta ainda com 302 Unidades Odontológicas Móveis, sendo que destas, 33 são Unidades Odontológicas Móveis (UOM) nos Distritos Sanitários Indígenas (DSEI) e 7 são Unidades Odontológicas Móveis (UOM) em Consultórios na Rua (CnaR). Esses serviços permitem ampliar o acesso de saúde bucal a populações específicas e vulneráveis.

Há ainda, no âmbito do SUS, 1.970 Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias (LRPD), que realizam o serviço de prótese dentária total, prótese dentária parcial removível e/ou prótese coronária/intrarradiculares e fixas/adesivas.

Até outubro deste ano, foram realizados 568.845 procedimentos de próteses dentárias. Já as atividades de diagnóstico bucal, periodontia especializada, cirurgia e endodontia ofertadas nos CEO somaram 1.372.399 procedimentos. Nos estabelecimentos especializados que atendem a pessoas com deficiência foram registrados 791.606 procedimentos”.

Pacientes moradores do HC recebem equipamentos e residência no Andirá

O objetivo é garantir mais qualidade de vida aos pacientes

Passar o Natal em casa e confraternizar com a família é o desejo da maioria das pessoas. Para algumas, essa vontade é ainda mais significativa, um verdadeiro presente devido às limitações impostas por doenças.

É o caso de alguns pacientes internados no Hospital das Clínicas (HC) que não tinham condições de sair da unidade e passaram a residir no hospital unidade – em alguns casos, devido à necessidade da utilização de aparelhos como ventilador pulmonar ou por não ter residência ou familiar em Rio Branco.

No HC, essa era a realidade de cinco pacientes que estão há anos no hospital. A necessidade fez com que não somente o paciente, como também seus familiares, passassem a morar no local.

A Secretaria de Saúde do Estado (Sesacre) se juntou à Secretaria de Habitação e Interesse Social (Sehab) para tentar amenizar o sofrimento desses pacientes e familiares.

Dois obstáculos precisavam ser resolvidos: uma casa para quem não tinha um teto para morar e os aparelhos, de custos extremamente elevados, que permitem que esses pacientes em condições extremas de saúde consigam viver fora do hospital.

“Apenas um desses pacientes ainda não tem condições de ter alta. Nós nos organizamos com a Sehab, porque três deles não possuíam casa. Conseguimos as residências e em parceria com a Sesacre eles ganharam todos os equipamentos como respirador e cama hospitalar”, destaca a superintendente do HC, Juliana Quinteiro.

Mãos que ajudam

Desde a chegada dos pacientes, a equipe de assistência social do HC se empenhou para garantir a melhor assistência possível aos pacientes e familiares, seja viabilizando o processo de benefício social ou na busca de garantir um lar para essas famílias.

A assistente social Diovane Ferreira trabalhou diretamente com a maioria das famílias e conta como foi esse processo. “O próprio governador Tião Viana, durante uma visita a esses pacientes, pediu que resolvêssemos essa situação.”

Todos esses pacientes vão ficar sob os cuidados do Programa Melhor em Casa, que é coordenado pela equipe do Samu, e os que ainda estão internados aguardam a adaptação dos equipamentos para que possam ter alta e ir para casa.

Dos quatro pacientes que estavam em condições de ganhar alta, todos receberam equipamentos como cama hospitalar. Três deles também foram beneficiados com residências no Loteamento Andirá e dois contemplados com respirador portátil.

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Caso a caso

A paciente Alzenir Rufino, 42 anos, professora e moradora de Vila Campinas, foi diagnosticada com esclerose lateral, uma doença degenerativa. Desde 2016 ela está internada no HC e necessita de aparelhos para respirar.

“O governador veio aqui e perguntou se eu tivesse aparelho eu iria para casa. Eu respondi que sim e ele cumpriu com a promessa dele. Agradeço muito. Agora a expectativa é só se acostumar com o aparelho e ir para casa. Já são dois anos e três meses que estou aqui no hospital. Esse tempo todo eu fiquei afastada da minha família porque eles moram na Vila Campinas e fica muito difícil o deslocamento diário. Graças a Deus está dando tudo certo. Minha família está muito feliz, para eles é muito difícil quatro filhos, sendo dois pequenos, e agora eles estão ficando mais tempo para aprender a mexer nos parelhos”, explica Alzenir.

Oriundo do Seringal São Francisco do Iracema, em Xapuri, o paciente Ismael Souza, 20 anos, foi diagnosticado com uma síndrome rara chamada Doença de Wilson. Em sua família, dois de seus irmãos morreram vítima da mesma doença. Souza “morou” no HC nos últimos três anos.

“O Ismael foi avaliado por uma equipe do Programa Melhor em Casa. Ele não tinha habitação em Rio Branco e a família não tinha condições de adquirir. Demos entrada na Sehab solicitando a residência, considerando a condição dele, e foi atendida. No mês de agosto foi fornecida pelo estado, e já está lá há dois meses”, explica a assistente Social Diovane.

Rubens Fernandes e Jucilene Ferreira saíram do Seringal Dois Irmãos, em Xapuri, para cuidar do filho Rogério, de 17 anos, que aos 14, começou a apresentar os sintomas também da Doença de Wilson. Desde sua internação, há quase um ano, os pais também passaram a ficar no hospital em tempo integral, deixando a filha menor que, também é portadora da doença, em Xapuri aos cuidados de parentes por não terem residência própria na capital.

“Ficamos muito felizes quando soubemos que iríamos ganhar essa casa, não tínhamos nada, tudo que tem aqui foi doação, encontramos pessoas muito boas em nosso caminho. Até aqui a nossa trajetória foi grande, muito sofrimento e hoje graças a Deus conseguimos essa casa, tiramos ele do hospital, mas a luta continua”, conta a mãe de Rogério.

Já o paciente Elivânio Silva, 20 anos, internado no HC há 2 anos e 6 meses, diagnosticado com neuropatia degenerativa, doença que apresenta atrofia muscular generalizada e progressiva, veio do interior do Amazonas, município de Envira, e devido ao município não atender alta complexidade, também foi feito o processo para requerer uma habitação para ele.

“Como é um local distante, o pai ficava aqui dois meses aí voltava e a mãe vinha, ficava um tempo e retornava, então houve essa separação da família. Como não foi possível fazer a transferência para o estado de origem, conversamos com eles, perguntamos se eles tinham interesse em morar aqui em Rio Branco, porque o paciente precisa de um atendimento de alta complexidade e já estava com alta programada, porém não tinha pra onde ir. Além disso, precisava de um equipamento que é o respirador pulmonar pra uso em domicílio”, explica Diovane.

Os pacientes continuarão recebendo acompanhamento por meio do programa Melhor em Casa, que é um serviço indicado para pessoas que apresentam dificuldades temporárias ou definitivas de sair do espaço de sua residência para chegar até uma unidade de saúde, ou ainda para pessoas que estejam em situações nas quais a atenção domiciliar é a mais indicada para o seu tratamento, que visa proporcionar ao paciente um cuidado mais próximo da rotina da família, evitando hospitalizações desnecessárias e diminuindo o risco de infecções, além de estar no aconchego do lar.

Apenas com equipamentos como a cama hospitalar e os respiradores portáteis, o governo do Acre fez um investimento superior a R$ 130 mil.

Para incentivar cuidados com a saúde, academia popular faz mutirão de testes rápidos no interior do AC

Mais de 200 atendimentos foram feitos à comunidade que frequenta a Academia Popular de Cruzeiro do Sul

Mais de 200 pessoas compareceram a Academia Popular de Cruzeiro do Sul, nesta sexta-feira (21), fazer avaliação de sua saúde. Para verificar o quadro clínico dos frequentadores da unidade, a direção decidiu promover um mutirão em saúde e ofertou, além dos testes rápidos de doenças, atendimento com nutricionista e ministrou palestras sobre os cuidados para evitar doenças.

A única academia de saúde da segunda maior cidade do Acre, que tem 86 mil habitantes, fica na Avenida 25 de Agosto e atende um público de 50 pessoas diariamente. A unidade promove, de segunda a sexta, atividades físicas que vão desde aeróbica a exercícios funcionais leves voltados para o público de todas as faixas etárias.

Uma equipe de profissionais do Posto de Saúde da Avenida 25 de Agosto fez, nesta sexta, uma série de atendimentos na academia. Além de verificar a pressão, realizar testes rápidos de HIV, sífilis, hepatites e glicemia, os profissionais ministraram palestras para orientar sobre os principais cuidados que se deve ter para manter a saúde.

A aposentada Lenita Silva, de 62 anos, é um das frequentadoras da academia popular. Segunda ela, passou a participar das atividades depois que teve problemas de saúde. Ela avalia que mudou a qualidade de vida ao passar a seguir as orientações dos profissionais da unidade.

“Sempre venho porque quero ter uma saúde digna e na idade que eu já estou temos que procurar a melhora. Hoje sou uma mulher sadia e feliz. É difícil até adoecer, graças a Deus”, comemora Lenita, que fez todos os testes rápidos.

O mutirão encerrou às 13 horas com mais de 200 atendimentos. Além dos clientes da academia, moradores da Avenida 25 de Agosto também foram atendidos

Esperança: Uma vida renasce quando alguém doa um órgão

Perder um ente querido é um momento muito doloroso na vida de qualquer pessoa, mas também pode se transformar em um momento de esperança e compaixão.

A doação de órgãos é um ato de solidariedade e amor ao próximo que ainda não alcançou a aceitação por parte de toda a população. Segundo dados da própria Central de Transplantes do Acre, o estado tem a maior taxa de rejeição familiar, alcançando mais de 65%. Isso contribui para que sejam menores as chances de pacientes que têm no transplante de órgão a última esperança de vida.

Uma pessoa só é indicada para fila de transplantes quando não há mais alternativas para sua saúde e funcionalidade do órgão.

Em algumas regiões do país, como o Acre, devido à distância dos grandes centros urbanos, essa doação local torna-se ainda mais significativa, já que os órgãos têm um tempo limitado até o transplante, e a regulação nacional precisa indicar o órgão para a central mais próxima.

E mesmo com todas essas dificuldades, o Acre tem apresentado bons resultados quanto à realização dos transplantes e à recuperação dos pacientes. Desde a criação da central, o Hospital das Clínicas já realizou 43 procedimentos de fígado, 91 de transplantes de rim e 210 de córneas. Outros mais de 300 procedimentos em acreanos foram realizados via Tratamento Fora de Domicílio (TFD) custados pelo governo do Estado.

Além de ser o único estado da Região Norte a realizar transplantes de fígado, no ano passado o Acre foi, proporcionalmente, o quinto estado do país que mais realizou esse tipo de procedimento.

Como 2018 deve fechar com o mesmo número de transplantes de fígado do ano passado – 14 -, é provável que o Acre se mantenha entre os que mais realizaram o procedimento no Brasil.

“Eu sempre digo que o sucesso dos transplantes no Acre é resultado de muitas mãos. Primeiro, do governador Tião Viana, que apostou e tornou o transplante uma política pública de saúde no Acre. Não podemos esquecer a equipe que trabalha para que um procedimento aconteça, que vai desde o acolhimento da família que perdeu um ente querido até as equipes da FAB que trazem o órgão quando é de outro estado. Poucas pessoas sabem, mas um transplante envolve cerca de 100 profissionais”, afirma Regiane Ferrari, coordenadora da Central de Transplantes do Acre.

Regiane completa: “É claro que não podemos deixar de mencionar as equipes médicas, caso do doutor Tércio Genzini, que está conosco desde o primeiro transplante de fígado”.

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Doações que salvam

O gesto de amor de uma família contribuiu para que a dona de casa Francisca Santos, que realizou transplante de fígado após aguardar um ano na fila, pudesse continuar a viver.

“Depois que tive meu filho, fiquei na UTI, e meu estado de saúde se agravou. Eu estava em risco de morte, passei 1 ano e um mês na fila de transplante, e graças à doação da Maria fui salva. Hoje já faz 2 anos e 4 meses que tive a oportunidade de uma segunda vida, uma nova chance. A pessoa que doa demonstra um gesto de amor muito grande ao próximo,” destaca Francisca Santos.

Maria, viúva que autorizou a doação, conhecia bem a realidade de uma pessoa que aguarda por um transplante, já que o próprio cunhado também estava à espera. Conta que quando soube da possibilidade decidiu com as filhas realizar a doação.

“O meu esposo gostava muito de ajudar as pessoas. E ele pediu para mim que, se acontecesse alguma coisa, mesmo depois de morto ele queria ajudar alguém. Vendo a situação do meu cunhado, que estava na fila de transplante, quando falaram que meu marido não tinha mais jeito decidi com minhas filhas ajudar alguém fazendo a doação” conta Maria Dantas.

Abrangência

Sendo o único estado da Região Norte a realizar transplante de fígado, o Acre beneficia muitos pacientes vindos de outros lugares do país, como foi o caso de Airton Silva de Araújo, natural de Rolim de Moura (RO). Ele iniciou o tratamento contra cirrose, mas os médicos informaram que, como o procedimento não é realizado em Rondônia, ele deveria tentar fazer no Acre.

Araújo conseguiu, em janeiro deste ano, finalmente um doador compatível e realizou o transplante. “Eu tinha certeza de que na hora certa iria acontecer, sempre tive esperança. Com o apoio da minha mulher, estou me recuperando muito bem, graças a Deus. Agora é vida nova.”

Atualmente, cerca de 50 pacientes estão na lista de espera para o transplante. Entender a importância desse ato para a vida dessas pessoas representa empatia e amor ao próximo.

Vale lembrar que para ser um doador de órgãos não precisa nada mais do que expressar esse desejo à família.

Casos de dengue no Acre aumentam mais de 100%

O Acre registrou mais de 3,7 mil casos confirmados de dengue, entre 1º de janeiro e 1º de dezembro de 2018 – um aumento de 127%, se comparado ao mesmo período do ano passado. A doença tem sido grande problema para os municípios. Muitos deles sequer estavam preparados para esse novo e repentino surto: Feijó, que em 2017 não registrou nenhum caso de dengue, por exemplo, este ano já tem 821 casos e três mortes provocadas pela doença.

E a situação fica mais crítica com a chegada do período chuvoso, conhecido na região como inverno amazônico, que este ano começou antes do esperado. Para a Secretaria de Saúde, o crescimento da doença tem relação com chuvas rigorosas nas últimas semanas

Marília Carvalho, gerente do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Controle de Endemias da Secretaria Estadual de Saúde, explica essa relação entre as chuvas e a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Marília alerta sobre os cuidados neste período que, além de chuvoso, é também de muitas confraternizações.

Além da capital Rio Branco, dois municípios do Vale do Juruá, registram a maior parte dos casos de dengue no estado: Cruzeiro do Sul e Feijó.

Saúde da mulher rural é foco de ação do SENAR-AC em Sena

Promover o acesso das mulheres da zona rural ao atendimento médico e à prevenção do câncer do colo do útero. Esses foram os principais objetivos da ação realizada na última quarta-feira (12), em Sena Madureira, pela equipe do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR – Acre).

As atividades, realizadas na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Sena Madureira, integraram as ações do Programa Especial Saúde da Mulher Rural, contando com apoio da Secretaria Municipal de Saúde, que disponibilizou uma equipe para atender as moradoras da zona rural, além de uma palestra com o Corpo de Bombeiros sobre acidentes domésticos.

“O SENAR – Acre me apresentou o projeto, e a equipe se empenhou para tornar este dia possível. Este tipo de parceria que é importante para o município. Além da saúde, também oferecemos uma chance de estimular o bem-estar destas mulheres, que são verdadeiras guerreiras”, enfatizou o secretário municipal de saúde, Daniel Herculano.

“Promovemos a saúde e a conscientização dessas mulheres sobre os próprios corpos. Além disso, também é um evento importantíssimo pois disponibilizamos atendimentos diversos para elas, com espaços da beleza onde são trabalhadas questões como autoestima e empoderamento feminino”, destacou Márcia Cristina Freire, supervisora técnica do SENAR – Acre e coordenadora do programa.

Nos espaços de beleza, foram convidados cabeleireiros e maquiadoras para atender as participantes do evento. Entre as 40 mulheres beneficiadas pela ação global, estão Fabrícia Oliveira Silva, 24 anos de idade, e Maria das Graças Gonçalves, 62 anos.

“É a primeira vez que participo de uma ação dessa, e estou muito feliz por ter sido incluída neste dia de atividades. Na minha família existe histórico de câncer, então a prevenção é uma medida de saúde necessária”, explicou Fabrícia.

“Uma oportunidade dessa deve ser aproveitada. Temos dificuldade de acesso na zona rural, então quando uma ação nos ajuda a prevenir doenças, a nos cuidar e a nos mostrar como manter a saúde, fazemos o possível para participar”, afirmou Maria das Graças.

Mauro Marcello Oliveira, Superintendente do SENAR – Acre, reuniu toda a equipe para participar da ação no município, que também contou com entretenimento para as crianças e sorteio de brindes.

“Essa é a principal ação desse programa especial. Sabemos que muitas mulheres são vítimas desse tipo de câncer, e com a prevenção, é possível salvar muitas vidas. O SENAR busca, além dos cursos e da promoção social, promover a saúde e a prevenção de doenças dos trabalhadores rurais”, disse Mauro.

Rio Branco está entre as quatro capitais com risco de surto de dengue e zika

A capital acreana é uma das quatros capitais em pode ocorrer um surto de doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti transmissor da dengue, zika e chikungunya. As informações foram divulgadas pelo Ministério da saúde na tarde de quarta-feira, 12.

De acordo com o mapa da dengue como é chamado o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), apontou que entre as 27 capitais brasileiras, as cidades de Palmas (TO), Boa Vista (RR), Cuiabá (MT) e Rio Branco (AC) estão em risco de surto não apenas de dengue, mas também de zika e chikungunya.

O levantamento mostrou que 504 municípios brasileiros registram alto índice de infestação pelo mosquito e apresentam risco de surto para doenças transmitidas pelo vetor.

Dados do Ministério da Saúde revelam que, das 5.358 cidades que realizam algum tipo de monitoramento do mosquito, 1.881 estão em situação de alerta, enquanto 2.628 apresentam índices considerados satisfatórios.

O Ministério da Saúde alertou para a necessidade doa municípios fazerem o levantamento para facilitar as ações de combate ao mosquito, e recomendou que a cidades realizem o LIRAa pelo ou menos quatro vezes por ano.

“O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito. O Ministério da Saúde recomenda aos municípios que realizem ao menos quatro vezes ao ano o LIRAa para que os gestores locais definam suas estratégias de prevenção”.

Saúde: Maioria das vagas que faltam ser preenchidas são em áreas indígenas

De acordo com balanço divulgado na segunda-feira, 10, pelo Ministério da Saúde, 106 vagas do programa do governo federal, Mais Médicos, ainda não foram preenchidas, todas elas ficam na região Norte do país, a maioria em distritos sanitários especiais indígenas (Dsei).

São 29 localidades que ainda não despertaram o interesse dos profissionais. Somente no Amazonas são 86 vagas disponíveis, 63 delas são para o Dsei do Alto Solimões. Ainda há vagas também para o Alto Rio Negro, além de 20 vagas nos estados do Amapá e Pará.

Segundo o Ministério da saúde “O Programa recebeu 36.490 inscrições, preenchendo 98,7% (8.411 profissionais alocados) das 8.517 vagas disponibilizadas do Edital vigente”.

Ainda segundo a pasta, até as 11h da segunda-feira, 53% dos profissionais com registro no Brasil que se inscreveram no edital de convocação do Mais Médicos já tinham se apresentado ou iniciado suas atividades nas localidades escolhidas. Totalizando 4.508 médicos.

O prazo final para que os médicos inscritos se apresentem nos municípios é sexta-feira (14). O dia de início do trabalho será definido com o gestor local. P ministério informou ainda que será feito um novo na próxima segunda-feira, 17.

Conscientização ainda é o maior desafio para o combate ao HIV

A Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituíram o 1º de dezembro como o Dia Mundial de Luta conta a Aids.

Neste dia e no decorrer do mês, o mundo inteiro intensifica as discussões sobre o vírus e a doença. É exatamente isso que você está lendo. São coisas diferentes. Ser portador do HIV não significa, necessariamente, ter Aids.

Nelson Guedes, gerente da Divisão de Infecções Sexualmente Transmissíveis/Aids da Sesacre, deixa mais fácil o entendimento dessa diferença. “Ter HIV significa que o indivíduo é portador do vírus. Já Aids é quando a pessoa manifesta sintomas decorrentes da presença desse vírus em seu organismo. Ou seja, é possível ser infectado pelo vírus e não manifestar a doença”, explica.

Aliás, isso hoje em dia é muito comum e apontado pelos especialistas como um dos principais motivos para o aumento dos casos de pessoas portadores de HIV no Acre.

Com o avanço dos remédios, os chamados coquetéis, é comum que as pessoas vivam com o HIV durante muitos anos sem apresentar nenhum sintoma. “Isso é muito bom, lógico. Afinal, estamos falando de qualidade de vida. Diferentemente de décadas atrás, quando a pessoa, ao descobrir que tinha o HIV, era como receber seu atestado de óbito. Em compensação, como morre menos gente, as pessoas estão se prevenindo menos, deixando de usar o preservativo, o único método eficaz de evitar o contágio durante uma relação sexual”, afirma Guedes.

Os números comprovam a afirmação do profissional da Sesacre. Os casos de HIV cresceram no estado 25% entre 2016 e 2017, saltando de 128 para 160 registros. Este ano, até o início de outubro, já haviam sido notificados 131 novos casos.

O primeiro registro de Aids no Acre é de 1987, quando foram oficialmente comprovados os primeiros casos no estado. Nesses 31 anos, já foram registrados 1.055 casos da doença. O número de mortes no Acre soma 56 desde 2014, sendo seis já em 2018.

“O que queremos intensificar neste mês, apesar de que fazemos isso o ano todo, é mostrar para as pessoas que o HIV continua infectando e a Aids, matando no Acre. Os números cresceram entre os jovens, e a nossa preocupação é que percebemos que a população está se cuidando menos. Podemos afirmar, sem dúvida alguma, que conscientizar as pessoas sobre a importância do sexo seguro ainda é o nosso maior desafio”, esclarece Guedes.

Acre qualifica novos servidores da saúde em parceria com Faculdade de Medicina do ABC

Durante a Segunda Semana de Integração Científica da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) e do Governo do Acre, finalizada nesta quarta-feira, 5, em Santo André, São Paulo, foram apresentadas 10 novas defesas entre mestrado e doutorado. O governador Tião Viana esteve presente e participou como professor de uma das bancas nesta manhã.

As teses visam resolver questões da saúde pública, focando em problemáticas recorrentes no Acre. A exemplo da banca em que Tião Viana participou, o qual o projeto de Natália da Silva, agora cientista e doutora, trata de pacientes com diabetes tipo 2.

“É uma honra participar como examinador desta banca de doutorado. Nosso governo está formando 40 acreanos em mestrado e doutorado nesta parceria com a Faculdade de Medicina do ABC. Fizemos do Acre o estado da Amazônia com o maior número de pós-graduados por habitante (em saúde)”, afirmou o governador.

Ao realizar parceria com diversas instituições de ensino, a gestão de Tião Viana já garantiu a formação de 1000 profissionais na área da saúde. As parcerias foram realizadas com as universidades de São Paulo (USP), Federal da Bahia (UFBA), de Brasília (UnB), Federal de Santa Catarina e Federal do Pará (UFPA). Recentemente, o governo começou uma nova parceria com a Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, para a área do Direito, além da FMABC.

Para Luiz Carlos de Abreu, coordenador da parceria pela FMABC e professor doutor, esta foi uma “semana produtiva, de grande troca de conhecimentos, em que o senhor governador, por meio do seu lastro e conhecimento científico, corroborou e muito para finalizarmos essa apresentação com êxito”.

Ele exalta ainda a importância desta parceria para a população acreana. “Nós cumprimos com maestria aquilo que reza a publicidade da administração pública, provendo informações e formação daqueles que irão continuar labutando no dia-a-dia no estado do Acre. Oxalá, sejam capazes de prover melhoria na qualidade assistencial da população do estado do Acre”.

Pesquisa e conhecimento

Em um cenário pouco animador para a ciência e tecnologia no Brasil, com o governo Federal botando o menor orçamento da história para o setor, sendo o deste ano cerca de 19% menor que 2017, o governo do Acre ousa em dar a oportunidade para 40 pesquisadores darem voz ao conhecimento.

Esta parceria do governo detém investimentos da ordem de mais de R$ 1,3 milhão e representa, além da qualificação para as políticas públicas do estado, um passo importante para a instauração do curso de Medicina na região do Juruá, no Acre. A ação é executada por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), com o intermédio da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Sect), em parceria com a FMABC e a Ufac. Foram selecionados 40 médicos e outros profissionais da saúde – 30 fizeram o mestrado e dez, o doutorado.

João Francalino, Narjara Campos, Marcos Araripe, Fabiana Martins. Fabiano Santana. Francisco Albino (Cruzeiro do Sul) e Vítor Djannaro, são os novos mestres. Lea Suzuki, Mauro de Deus e Natália Marques são os novos doutores.

Avaliação e conhecimento são debatidos durante o 2° seminário do APICE ON

O 2° Seminário do Aprimoramento e Inovação no Cuidado e Ensino em Obstetrícia e Neonatologia (APICE ON), realizado no auditório da Uninorte nos dias 5 e 6, contou em sua abertura, na manhã desta quarta-feira, com a participação de representantes do Ministério da Saúde, Universidade Federal do Acre ((Ufac), Uninorte, Fameta e Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre), além dos palestrantes, profissionais e acadêmicos das áreas de saúde.

Durante o seminário, estão sendo apresentados o APICE ON e os Avanços e Desafios da Maternidade Bárbara Heliodora e Hospital Santa Juliana, onde um ano atrás o programa foi implantado. Serão discutidos temas sobre as boas práticas do parto e nascimento a partir dos indicadores nas maternidades, violência obstétrica: Jurisdição, abortamento e aborto legal, complicações da inserção do DIU pós-parto imediato e pós-abortamento e acompanhamento na atenção básica entre outros temas, objetivando qualificar os profissionais sobre a área Obstetrícia e Neonatologia.

“Esse projeto visa aprimorar e inovar o ensino de obstetrícia e neonatologia nos hospitais e maternidades que estão envolvidos com atividades de ensino no Brasil. Mesmo aqueles que não estão ligados às universidades mas também são palco de treinamento de profissionais ou de alunos para o exercício da profissão nas áreas de obstetrícia e neonatologia, destaca o palestrante João Batista Marinho que é ginecologista obstetra e diretor clínico do hospital Sofia Feldman de Belo Horizonte (MG) .

Para o secretário estadual de Saúde, Rui Arruda, o projeto é de suma importância para estado por ser voltado exatamente para as mães e crianças, com foco para o nascimento nas maternidades. “Nós temos três unidades aqui do estado que se adaptaram e aceitaram o convite do Ministério da Saúde (MS), que é a Maternidade Barbara Heliodora, Maternidade de Cruzeiro do Sul, e o Hospital Santa Juliana. Esse seminário faz parte do projeto, então é importante que a gente discuta isso com esses profissionais torna-os mais qualificados ofertando um melhor serviço à população,” enfatiza.

Sobre os resultados do projeto ao longo desse primeiro ano de sua implantação, a coordenadora do Ápice On na Região Norte, Maria Braga, do Ministério da Saúde explica que, “as ações que foram desenvolvidas na Região Norte em 13 instituições e no Acre são três, então a gente ver esse seminário como uma possibilidade de analise dos avanços que aconteceram e também dos desafios para podermos pensar ações estratégicas para o próximo ano do projeto”.

APICE ON

O projeto foi inserido no estado do Acre, em agosto de 2017 dentro da Maternidade Bárbara Heliodora, Maternidade de Cruzeiro do Sul e Hospital Santa Juliana e visa qualificar profissionais no âmbito da obstetrícia e neonatologia ao propor iniciativas para implantação e replicação de boas práticas relativas à atenção ao parto, nascimento, abortamento, saúde sexual e reprodutiva, além de cuidados com mulheres em situação de violência sexual.

Sindmed-AC reúne médicos e autoridades para debater os problemas da saúde do Acre

Futuro secretário de Saúde, Alysson Bestene, participou do encontro

O Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC) reuniu o futuro secretário de Estado de Saúde, Alysson Bestene, o promotor Gláucio Ney Shiroma Oshiro e representantes do Conselho Regional de Medicina (CRM) para debater os problemas sofridos pela categoria, como demissões, corte de gratificações, corte de pagamento de horas trabalhadas e a falta de condições de trabalho. No encontro, toda a plateia teve a oportunidade de fazer perguntas e narrar as dificuldades vividas nas unidades de saúde.

A maior dúvida da plateia era a posição da futura gestão da Sesacre sobre o que muitos denominaram de “atual bagunça” na administração da saúde pública pelos políticos que terminam o mandato, chegando existir possíveis erros que podem virar alvos de investigações. Profissionais narraram por diversas vezes a sobrecarga de trabalho e ameaças de morte.

“Estive conversando com o futuro comandante da PM e debatendo o retorno dos policiais, principalmente para as unidades que já possuem postos para que eles possam atuar e que hoje estão desativados”, falou Alysson Bestene.

Todas possíveis irregularidades, como demissões e recontratações, falhas por parte da gestão, falta de pagamento de remuneração foram registradas por parte do representante do Ministério Público Estadual (MPE).

“Devo afirmar que o Sindicato está de parabéns por um evento deste porte, em que conseguiu reunir os médicos para debater a situação da saúde. Atividades como essas são importantíssimas. Afirmo que precisarei falar com os senhores novamente, por isso peço ao Sindicato que possa colaborar quando for preciso ouvi-los novamente”, afirmou o Gláucio Ney Shiroma Oshiro.

O presidente do Sindmed-AC, Ribamar Costa, agradeceu a presença de todos e afirmou que a Assembleia Geral Extraordinária, com a presença de autoridades, teve grande relevância, demonstrando o interesse de todos na resolução dos problemas, colaborando para que a legislação possa ser cumprida.

“Este é um momento histórico no Acre, porque conseguimos reunir os principais atores que estão preocupados com a saúde pública. Acredito que esta assembleia trará ótimos reflexos para a vida dos trabalhadores e para toda a população, pois buscamos a resolução de todas as dificuldades”, afirmou Ribamar Costa.

Internet

Quase todo o evento foi transmitido pela internet mesmo com as dificuldades de conexão na primeira parte da Assembleia que começou às 19 horas e só foi encerrada às 23h.

“Nosso objetivo foi oferecer aos médicos do interior, para aqueles que estão de plantão e aqueles que estão em viagem uma oportunidade de participar mesmo que à distância, pois buscamos um debate democrático”, disse o presidente do Sindmed.

Os vídeos, da primeira parte e da segunda parte podem ser acessados nos links abaixo e podem ser assistidos a qualquer momento.