A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento destinado ao tratamento e à prevenção da enxaqueca em adultos. O remédio, chamado Nurtec ODT, desenvolvido pela Pfizer, amplia as opções terapêuticas para pacientes que convivem com crises frequentes e recorrentes.
Segundo a autorização concedida pela agência reguladora, o medicamento é indicado para adultos diagnosticados com enxaqueca episódica, especialmente aqueles que apresentam pelo menos quatro episódios mensais.
Nova abordagem no tratamento da enxaqueca
O princípio ativo do medicamento é o hemissulfato de rimegepanto sesqui-hidratado, pertencente a uma classe mais recente de terapias desenvolvidas especificamente para atuar nos mecanismos neurológicos relacionados à enxaqueca.
A substância funciona bloqueando a ação do CGRP (peptídeo relacionado ao gene da calcitonina), proteína associada ao processo inflamatório e à transmissão da dor durante as crises.
Com essa atuação direcionada, o tratamento busca reduzir tanto a intensidade dos sintomas quanto a frequência das crises, oferecendo uma alternativa diferente dos medicamentos convencionais.
De acordo com dados apresentados no processo regulatório, os efeitos do medicamento podem começar a ser percebidos em até duas horas após a administração.
Uso para aliviar crises e também prevenir novos episódios
Um dos diferenciais do Nurtec ODT é sua aprovação para duas finalidades distintas: o alívio de crises já instaladas e a prevenção de novos episódios.
O medicamento foi autorizado para pacientes adultos com enxaqueca com ou sem aura — condição caracterizada por alterações visuais, sensitivas ou neurológicas que podem surgir antes do início da dor.
Segundo a Anvisa, quando não tratada adequadamente, uma crise de enxaqueca pode durar entre quatro e 72 horas.
Doença neurológica afeta qualidade de vida
A enxaqueca é considerada uma doença neurológica crônica e pode causar impacto significativo na rotina dos pacientes.
Além da dor intensa, o quadro pode incluir sintomas como náuseas, vômitos, sensibilidade à luz, intolerância a sons e dificuldade para realizar atividades cotidianas.
Para muitos pacientes, as crises afetam diretamente produtividade, relações sociais e qualidade de vida.
A aprovação do medicamento foi publicada no Diário Oficial da União por meio da Resolução RE nº 2.105, de 22 de maio de 2026. O registro possui validade até maio de 2036.


?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>