A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (26) o registro do Ozivy, primeira caneta nacional desenvolvida com semaglutida sintética para comercialização no Brasil.
O medicamento foi desenvolvido pelo laboratório EMS/SA e utiliza o mesmo princípio ativo presente no Ozempic. A autorização ocorreu após avaliação técnica sobre eficácia, segurança e qualidade do produto.
A aprovação acontece pouco mais de dois meses após o encerramento da patente do medicamento de referência e abre espaço para a entrada da primeira alternativa nacional baseada na substância utilizada no tratamento do diabetes tipo 2.
O registro foi oficializado por meio da Resolução nº 2.122/2026, publicada no Diário Oficial da União.
O que é o Ozivy
O Ozivy é um medicamento produzido com semaglutida sintética, pertencente à classe dos análogos do GLP-1, substâncias utilizadas para auxiliar no controle da glicemia.
Nos últimos anos, esse grupo de medicamentos ganhou notoriedade por também estar associado à redução de peso em determinados pacientes, embora sua indicação principal permaneça voltada ao tratamento médico específico.
Segundo a Anvisa, o produto não foi registrado como medicamento genérico. Pela regulamentação brasileira, medicamentos dessa categoria seguem critérios próprios de aprovação e classificação.
Para quem o medicamento foi aprovado
O Ozivy recebeu autorização para uso em adultos com diabetes mellitus tipo 2 que apresentam controle insuficiente da doença.
A indicação inclui uso isolado nos casos em que a metformina não pode ser utilizada por contraindicação ou intolerância, além do uso combinado com outros medicamentos voltados ao controle do diabetes.
O tratamento será disponibilizado em solução injetável de aplicação semanal por meio de canetas multidose.
Diferenças em relação ao Ozempic
Entre as diferenças destacadas pela Anvisa está a forma de armazenamento.
O Ozivy deverá permanecer refrigerado entre 2°C e 8°C antes e também durante o período de utilização. As apresentações aprovadas incluem versões com uma ou duas canetas preenchidas e agulhas para aplicação.
Próximos passos para chegar ao mercado
Apesar da aprovação regulatória, o medicamento ainda não tem data oficial para começar a ser vendido.
Antes da comercialização, será necessária a definição de preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
Somente após essa etapa o laboratório poderá iniciar as vendas no país.
Assim como outros medicamentos da classe GLP-1, a aquisição dependerá de receita médica em duas vias.
Para eventual disponibilização no Sistema Único de Saúde (SUS), o medicamento ainda precisaria passar por análise específica e aprovação dos órgãos responsáveis.


?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>