O presidente a AFAC (Associação Família Azul do Acre), Abrahão Pupio, ver a aprovação da lei de inclusão do símbolo referente ao autismo nas placas de atendimento prioritário dos estabelecimentos e serviços de Rio Branco como um ganho para todos os que sofrem de Transtorno de Espectro Autista (TEA) e seus familiares.
Pupio usa o caso do filho como exemplo, “muitos autistas, como, por exemplo, como o caso do meu filho que é severo, tem comprometimento, além de neurológico, motor. A habilidade dele para se deslocar, entrar e sair de um carro e transitar é bem limitada em relação a uma pessoa sem nenhum tipo de transtorno ou necessidade excepcional”, explica.
Atualmente, Eduardo Abrahão Moreira Púpio, 14 anos, que tem autismo severo, recebe atendimento domiciliar duas vezes por semana, pois o ensino público não mais atende suas necessidades.
A lei, que se estende para órgãos públicos e privados, passa a valer deste sua publicação no Diário Oficial na última quarta-feira, 17. A partir de agora, os estabelecimentos privados em geral ficam obrigados a dar atendimento prioritário às pessoas portadoras com TEA, não podendo retê-los em filas. Em caso de descumprimento o órgão sofrerá multas e sanções.
“Temos autistas leves, moderados, que não tem comprometimento motor? Temos! Mas também temos centenas que tem, inclusive em grau elevado”, dastaca Abrahão.
”Além disso, como os autistas em geral também fazem uso de medicação de venda restrita significa que eles também têm a cognição diferenciada. Então, até em relação de uma eventual necessidade de precisar se evadir de um lugar ou fazer uma retirada por conta de uma eventual crise, o fato de estar estacionado em uma vaga preferencial facilita a evacuação do local”, disse o presidente.
Para o vereador e criador do projeto, Emerson Jarude, é preciso fazer uma conscientização para que o direito do autista de ser atendido com prioridade seja assegurado.


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