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terça-feira, 21 de julho de 2026
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Capitã da PM é encontrada morta em BH e marido acaba preso após levar vítima ao hospital

A capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo foi encontrada morta na noite de segunda-feira (20), após ser levada ao Hospital Odilon Behrens, na Região Noroeste de Belo Horizonte (MG). O marido dela, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, foi preso em flagrante por suspeita de envolvimento no caso.

Segundo o boletim de ocorrência, Michele chegou à unidade de saúde por volta das 21h35 já sem sinais vitais. A equipe médica constatou um quadro de assistolia, indicando que a morte havia ocorrido horas antes da chegada ao hospital.

Capitã apresentava diversos sinais de violência

Durante o atendimento, os médicos identificaram traumatismo craniano, hematomas, ferimentos nas pernas, marcas lineares semelhantes a chicotadas e um corte extenso na região frontal da cabeça.

Diante das lesões, a Polícia Militar de Minas Gerais foi acionada. Conforme a avaliação médica, a morte teria ocorrido entre quatro e seis horas antes da vítima ser levada ao hospital.

Marido apresentou versão à polícia

Em depoimento, o sargento afirmou que o casal participou de uma confraternização na noite anterior, com consumo de bebidas alcoólicas e comprimidos de ecstasy.

Segundo ele, após a saída dos convidados, os dois mantiveram relações sexuais consensuais com práticas de dominação e agressões físicas.

O militar declarou ainda que, por volta do meio-dia, Michele teria caído da escada, sofrendo um corte na cabeça e outros ferimentos. Ele afirmou que realizou os primeiros socorros, controlou o sangramento, deu banho na esposa e a colocou para descansar.

De acordo com o depoimento, Michele teria recusado atendimento médico. Já por volta das 21h, ao perceber que ela não respondia aos estímulos, decidiu levá-la ao hospital.

Comprimidos de ecstasy foram apreendidos

Enquanto aguardava atendimento na unidade de saúde, o sargento foi acompanhado por policiais até o banheiro. Conforme registrado na ocorrência, ele teria descartado uma pequena caixa metálica em uma lixeira.

No interior do recipiente foram encontrados comprimidos com características semelhantes ao ecstasy. O próprio militar confirmou ter descartado o material, que foi apreendido e encaminhado para perícia.

Família relatou relacionamento abusivo

Em depoimento, a mãe da capitã afirmou que considerava o relacionamento da filha abusivo e marcado por controle psicológico. Segundo ela, o casal havia passado por períodos de separação e reconciliação.

A mãe também relatou que Michele teria contado à irmã que pretendia encerrar o relacionamento e que, em uma discussão anterior, o companheiro chegou a empunhar uma faca.

Ainda conforme o relato, a família passou a suspeitar do uso de drogas pela capitã apenas após o início do relacionamento com o sargento.

Perícia recolheu objetos no apartamento

Durante os trabalhos periciais no imóvel onde o casal morava, foram apreendidos um cabo de madeira quebrado, encontrado no lixo do prédio, além de roupas de cama lavadas que estavam na máquina de lavar.

Também foram recolhidos o veículo utilizado para transportar Michele ao hospital, o celular do sargento e os comprimidos apreendidos, que passarão por análise pericial.

O corpo da capitã Michele Leão Azevedo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde será submetido ao exame de necropsia. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais, que apura as circunstâncias da morte.