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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Operação mira estrutura financeira do PCC e prende 18 suspeitos em São Paulo

O Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou na manhã desta terça-feira (21) a Operação Janus, que investiga um suposto esquema de movimentação financeira ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A ação cumpriu 18 mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores.

Investigação apura movimentação de recursos da facção

Segundo as investigações, os alvos são suspeitos de atuar na administração e movimentação de recursos atribuídos à organização criminosa, realizando operações para transformar dinheiro em espécie em transferências bancárias, além de ocultar, circular e disponibilizar valores em benefício da facção.

As apurações são um desdobramento das operações Bazaar, Recidere e Salus et Dignitas, que já investigavam a estrutura financeira utilizada pelo grupo criminoso.

De acordo com o Ministério Público, os investigados teriam utilizado empresas, contas bancárias de terceiros e operações financeiras para movimentar recursos destinados a integrantes e colaboradores da organização.

Suspeitos também teriam participado de “tribunais do crime”

As investigações apontam ainda que parte dos suspeitos participou de reuniões destinadas à resolução de conflitos patrimoniais entre integrantes da facção, episódios identificados pelos investigadores como possíveis “tribunais do crime”.

Justiça determina bloqueio de patrimônio

Além das prisões e buscas, a Justiça autorizou o bloqueio de contas bancárias, aplicações financeiras, imóveis, veículos e o sequestro de bens pertencentes aos investigados.

As decisões judiciais também determinaram o bloqueio de ativos financeiros de até R$ 10 milhões para cada investigado, além da indisponibilidade patrimonial de empresas apontadas como integrantes da estrutura financeira analisada durante a investigação.

Operação contou com apoio da Polícia Militar

O cumprimento dos mandados contou com apoio do Comando de Policiamento de Choque (CPChq), incluindo equipes da ROTA, do 3º Batalhão de Polícia de Choque e do Comando de Operações Especiais (COE).

Ao todo, foram empregados 57 policiais militares e 19 viaturas durante a operação.

Origem do nome da operação

Segundo o Ministério Público, o nome “Janus” faz referência à divindade romana associada às passagens e transições. A escolha simboliza a investigação sobre o caminho percorrido pelos recursos entre o dinheiro em espécie e o sistema financeiro formal.

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