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terça-feira, 21 de julho de 2026
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Super El Niño pode atingir pico histórico em 2026 e aumentar risco de eventos climáticos extremos

O Super El Niño continua ganhando força e pode se tornar o evento mais intenso desde o início dos registros modernos, em 1950. As projeções mais recentes apontam que o fenômeno deverá atingir seu pico entre os meses de outubro e dezembro de 2026, elevando a preocupação de meteorologistas devido aos possíveis impactos sobre o clima em diferentes regiões do planeta.

As estimativas indicam que existe 81% de probabilidade de o fenômeno alcançar a categoria de “muito forte” ainda neste ano. Caso a previsão se confirme, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico poderá ultrapassar 3°C acima da média histórica, patamar associado aos episódios mais extremos já observados.

Além disso, os modelos climáticos apontam 97% de chance de que o El Niño continue influenciando o clima global ao longo do primeiro semestre de 2027.

Quando o Super El Niño deve atingir o pico?

As projeções indicam que o período de maior intensidade deverá ocorrer entre outubro e dezembro de 2026.

Uma atualização recente, baseada em 24 modelos climáticos internacionais, reforçou a expectativa de um Super El Niño de intensidade excepcional. Os novos cálculos passaram a considerar as temperaturas recordes registradas no Oceano Pacífico durante o mês de julho, aumentando a confiança de que o aquecimento continuará avançando.

Na projeção anterior, o pico previsto era de aproximadamente 2,6°C acima da média. Agora, a estimativa foi elevada para cerca de 3,1°C, superando a previsão anterior em meio grau.

Se esse cenário se confirmar, o evento poderá ultrapassar os grandes episódios registrados em 1982, 1997 e 2015, considerados alguns dos El Niños mais intensos das últimas décadas.

Oceano Pacífico registra aquecimento excepcional

Os dados mais recentes mostram que a região conhecida como Niño 3.4, principal área utilizada para monitorar o fenômeno, apresentou anomalia de 2,1°C na temperatura da superfície do mar.

Foi a segunda semana consecutiva com temperaturas superiores a 2°C acima da média, um patamar normalmente associado aos eventos mais fortes do El Niño.

Outro fator que chama atenção é a presença de uma grande massa de água aquecida abaixo da superfície do oceano, com anomalias superiores a 6°C em algumas áreas, indicando que ainda existe energia suficiente para manter o aquecimento do Pacífico nos próximos meses.

Brasil já sente os primeiros impactos

Os efeitos do fenômeno já começam a ser percebidos em diferentes regiões brasileiras.

No Norte do país, cidades registram calor intenso e temperaturas acima do esperado para o período. Em algumas localidades, autoridades já estudam medidas para reduzir os impactos das ondas de calor, como ampliação de áreas verdes e instalação de pontos de hidratação.

Especialistas destacam que os efeitos do El Niño variam conforme a região. Enquanto algumas áreas podem enfrentar ondas de calor mais frequentes e intensas, outras podem registrar alterações no regime de chuvas, aumentando o risco de eventos climáticos extremos, como secas prolongadas, temporais e enchentes.

Por que o Super El Niño preocupa?

Eventos classificados como Super El Niño costumam provocar alterações significativas na circulação atmosférica em escala global.

Além de influenciar o regime de chuvas e as temperaturas, o fenômeno pode afetar a agricultura, a geração de energia, os recursos hídricos e aumentar a frequência de eventos climáticos extremos em diversos países.

Com as novas projeções indicando um aquecimento superior a 3°C no Oceano Pacífico, meteorologistas acompanham a evolução do fenômeno de forma contínua para atualizar as previsões e orientar medidas de prevenção diante dos possíveis impactos.