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domingo, 5 de julho de 2026
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Foragido da Justiça é agredido no Jardim Primavera e socorrido pelo Samu em Rio Branco

O foragido da Justiça José Costa de Paiva, de 42 anos, foi brutalmente agredido a golpes de ripa e socorrido na manhã desta quinta-feira (8) pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A ocorrência foi registrada na Rua Tulipa, no bairro Jardim Primavera, em Rio Branco.

Segundo informações apuradas no local, uma prima da vítima, identificada como Leila, relatou que saiu para comprar pão e encontrou José bastante ferido, caído na via pública e pedindo socorro. Diante da situação, ela acionou o Samu, que enviou uma ambulância de suporte avançado (01) para prestar atendimento.

A equipe médica, coordenada pela médica Débora Gama, realizou os primeiros socorros e estabilizou o paciente, que foi encaminhado ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde deu entrada no setor de traumatologia. Conforme informou a médica, José sofreu um ferimento corto-contuso (FCC) na cabeça, resultando em traumatismo craniano leve, além de fraturas no braço direito e nas costelas, e múltiplos hematomas pelo corpo. Apesar das lesões, o quadro clínico foi considerado estável.

Durante o atendimento, a Polícia Militar também foi acionada. Guarnições do 1º Batalhão se deslocaram até o local e, ao consultar o sistema do Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), constataram que havia um mandado de prisão em aberto contra José Costa de Paiva, expedido pela Vara do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

O mandado refere-se a uma condenação com base no Artigo 171 do Código Penal Brasileiro, que trata do crime de estelionato — obtenção de vantagem ilícita em prejuízo de outrem.

Após receber alta médica, José deverá ser conduzido à Delegacia Central de Flagrantes (Defla) e, posteriormente, encaminhado ao Complexo Prisional Dr. Francisco de Oliveira Conde (FOC), onde ficará à disposição da Justiça.

Familiares relataram ainda que José é usuário de entorpecentes e costuma causar desordens na comunidade. Segundo um dos parentes, as agressões podem ter sido uma forma de “disciplina” imposta por dívidas relacionadas ao tráfico de drogas.