Rio registra 4,28 metros e embarcações enfrentam sérias dificuldades no trajeto até Pauini. Ano passado, nesta mesma época, cota era ainda menor.
A estiagem que atinge Boca do Acre já começa a mostrar seus efeitos mais duros no cotidiano da população. A última medição oficial do rio Purus, realizada ontem, segunda-feira (18), apontou a cota de 4,28 metros. Embora o nível ainda esteja acima das marcas históricas de seca, as embarcações que seguem para Pauini enfrentam sérias dificuldades, com bancos de areia e trechos rasos que atrasam e até paralisam as viagens.
No comparativo com anos anteriores, o cenário reforça a preocupação. Em 2024, a menor cota registrada foi de 3,70 metros, no dia 30 de setembro. O nível atual está 58 centímetros acima daquela marca. Já em relação ao recorde histórico de estiagem, em 1998, quando o Purus chegou a 3,49 metros, a diferença é de 79 centímetros.
Mesmo assim, os números não escondem o drama da vazante. Em 2024, nessa mesma época, a régua marcava 4,03 metros — 25 centímetros a menos que agora. A comparação revela que, apesar de ainda não ter atingido o nível crítico, o rio segue em queda, e a expectativa é de que setembro e outubro tragam novos desafios para a região.
Para ribeirinhos e comerciantes, a realidade já é de prejuízo: viagens mais demoradas, necessidade de retirar carga para atravessar trechos críticos e risco constante de encalhe. Para a cidade de Boca do Acre, que não depende do rio para a realização de sua logística em praticamente todos os sentidos, os efeitos não são tão graves. A precariedade fica para as comunidades ribeirinhas, principalmente aquelas localizadas no alto Purus e rio Acre, e para o município de Pauini, pois esse sim, tem no rio a sua principal via de transporte de cargas e passageiros.



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