Rio Branco
29°C
quinta-feira, 2 de julho de 2026
17:13

Apesar de julho mais chuvoso dos últimos cinco anos, Rio Acre ficou abaixo da média no mês

Apesar de Rio Branco ter tido o mês de julho mais chuvoso dos últimos cinco anos, conforme os dados do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC), o nível do Rio Acre na capital ficou abaixo da média histórica para o mês este ano. Mesmo com os 74,6 milímetros de chuvas no mês passado, enquanto a média em outros anos foi de 34 milímetros, o volume de água do manancial ficou com 2,13 metros no mês passado, bem abaixo do comportamento normal que é de 3,45 m.

Major do Corpo de Bombeiros, Cláudio Falcão explica que ano após ano o volume das águas do principal rio do estado na capital e em outras cidades, apresenta baixa significativa no período de poucas chuvas, tempo seco e altas temperaturas na região, o verão amazônico. Com a intensificação dessas condições climáticas até o início de outubro, quando as chuvas na região voltam a ocorrer com frequência, a estimativa é que o volume d’água tenha baixa de 70 centímetros.

“Estamos em alerta máximo sobre o nível dos rios acreanos dede o dia 22 de junho. Esse alerta inicia quando o rio Acre alcança a marca de 2,69 metros. Vivemos a terceira pior crise hídrica do estado, perdendo apenas para os anos de 2016 e 2017. Isso significa que é necessário redobrar os cuidados que a gente tem em relação aos rios, em todos os riscos que o rio nos oferece, seja de desabastecimento, de afogamento e de navegação. Ou seja, voltar os nossos olhares, mais ainda do que já fazemos normalmente, para esse momento delicado que nós passamos”, declara Falcão.

O militar enfatiza que o Rio Acre pode atingir a média de 1,35 metro nos próximos meses. Caso isso aconteça, ele ressalta que será a segunda menor marca registrada em 48 anos. Em 2016, o Acre passou pela maior estiagem já registrada na história e em setembro daquele ano o nível do rio na capital foi o menor de todos os tempos chegando a 1,30 metro. Falcão lembra que a situação de seca extrema se repete este ano e que a tendência é de que o baixo volume de chuvas permaneça.

“Se esse cenário se configurar novamente, podemos chegar a uma cota bastante crítica agora em 2019 e corremos o risco de termos uma crise hídrica severa como em 2016. Temos a possibilidade real de o rio baixar até um metro e alcançar o patamar registrado em 2016. Mas temos um plano de contingência elaborado e ele prevê que se for necessário decretar situação de emergência em relação a abastecimento d’água a Defesa Civil Estadual fará esse reconhecimento”, afirma o militar.

O major explica que é necessário que a Defesa Civil Estadual reconheça a situação de emergência pra que o governo do estado decrete oficialmente o cenário, o que facilita o reconhecimento por parte do governo federal para auxiliar financeiramente a administração sobre uma possível situação de desabastecimento. De acordo com ele, as queimadas praticadas no período influenciam indiretamente no nível do manancial, já que aumentam ainda mais as temperaturas.