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terça-feira, 4 de agosto de 2026
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Greve da CPTM começa nesta terça-feira e governo de SP diz que paralisação é “pressão política”

Os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram entrar em greve a partir desta terça-feira (4), após assembleia realizada na noite de segunda-feira (3). A paralisação foi aprovada como forma de protesto contra o processo de privatização de linhas ferroviárias administradas pelo Governo de São Paulo.

Em nota oficial, o governo paulista classificou a greve como um “instrumento de pressão política” e afirmou que a paralisação prejudica milhares de passageiros que utilizam diariamente o sistema ferroviário.

“A paralisação não contribui para a negociação e seu único efeito será o de prejudicar milhares de trabalhadores, estudantes e passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário. É inaceitável que a categoria use a população como instrumento de pressão política”, informou o governo.

Linhas afetadas pela paralisação

A greve atinge diretamente as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, operadas pela CPTM.

Diante da paralisação, a companhia acionou o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a manutenção de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos.

O descumprimento da decisão judicial poderá resultar em multa diária de R$ 400 mil ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil.

As Linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, administradas pela iniciativa privada, além da Linha 10-Turquesa, seguem operando normalmente. O sistema metroviário da capital paulista também permanece sem alterações.

Segundo o governo estadual, um plano de contingência foi colocado em prática para reduzir os impactos aos passageiros durante a paralisação.

Categoria protesta contra privatização

Os ferroviários reivindicam garantias de manutenção dos empregos diante do processo de concessão das linhas para a empresa Trivia Trens.

No mês passado, o Governo de São Paulo determinou que a operação dessas linhas retornasse temporariamente à administração da CPTM por um período de 90 dias.

De acordo com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), a medida foi adotada após um incêndio registrado em um vagão durante a fase inicial da operação assistida pela concessionária, com o objetivo de assegurar a qualidade do serviço e corrigir falhas operacionais.

Governo afirma que apresentou propostas

O Governo de São Paulo informou que realizou uma reunião com representantes da categoria na segunda-feira (3) e apresentou propostas voltadas à preservação dos empregos.

Entre as medidas anunciadas estão a análise de projetos de lei para absorção dos empregados em outros órgãos públicos estaduais, a discussão sobre a incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM e a possibilidade de inclusão dos trabalhadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual.

Apesar das negociações, a categoria manteve a decisão de iniciar a paralisação.