Por Bruna Lopes
A partir do próximo mês, os trabalhadores vão poder sacar até R$ 500 de cada conta ativa ou inativa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A previsão do governo é que a medida libere R$ 28 bilhões este ano, e ajude a movimentar a economia do país. Muitos acreanos já planejam o que vão fazer com o dinheiro extra.
De acordo com a funcionária pública, Ana Souza, o valor não é muito, mas vai dar para antecipar o pagamento de algumas contas. “Não quero gastar esse dinheiro. Vou antecipar o pagamento de algumas contas para conseguir algum desconto”, comentou.
Esse pensamento da acreana, é expressado na pesquisa feita pela XP Investimentos em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), que aponta que só uma pequena fatia desses recursos, no entanto, deve chegar de fato ao comércio e aos serviços.
Quase metade dos beneficiados pretendem usar o dinheiro para pagar dívidas. Outros 26% pretendem investir na poupança ou em outra aplicação, e 10% não pretendem sacar os recursos.
Apenas 10% disseram que vão usar o dinheiro para comprar algum bem ou serviço, e 2% vão dar entrada em um financiamento. Outros 5% pretendem viajar, e 9% não sabem ou não responderam.
O governo de Jair Bolsonaro anunciou duas novas modalidades de saques de recursos de contas ativas e inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Na primeira, todos os trabalhadores podem retirar até R$ 500 reais de cada conta, de setembro a março do ano que vem, dependendo do mês de nascimento.
A segunda opção, chamada de saque-aniversário, permite retirada anual, limitada a percentuais do saldo em conta, a partir do ano que vem – o trabalhador precisa aderir a essa modalidade.
Entretanto, quem escolher esse modelo tem de arcar com uma contrapartida: não ter mais o direito a retirada do dinheiro em caso de demissão sem justa causa. É possível mudar de ideia, mas tem de cumprir um período de carência de dois anos. Como a medida cria o risco de ficar, ao mesmo tempo, desempregado e sem direito ao fundo, a decisão sobre migrar ou não para a nova regra depende de diversos fatores como a estabilidade empregatícia e a intenção de gastos. A decisão, portanto, é de médio a longo prazo.
Saque aniversário
A pesquisa perguntou ainda se os trabalhadores pretendem aderir à nova regra de saques anuais do FGTS, o chamado saque-aniversário, que vai permitir retiradas a cada ano, mas vai impedir que, em caso de demissão sem justa causa, seja feito o saque integral da conta.
A maioria dos entrevistados (55%) pretende permanecer sob as regras atuais. Apenas 36% disseram que pretendem migrar para o saque-aniversário. Outros 10% não souberam ou não responderam.
A pesquisa ouviu mil pessoas em entrevistas telefônicas realizadas entre os dias 5 e 7 de agosto.


?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>