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domingo, 5 de julho de 2026
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Acre é o 3º que mais prende mulheres no Brasil, aponta pesquisa

Acre é o 3º que mais prende mulheres no Brasil, aponta pesquisa

Com 71,1 de detenções por cada 100 mil mulheres, o Acre tem a 3ª maior taxa de aprisionamento de pessoas do sexo feminino perdendo para Rondônia (82,3%); Amazonas (92,3) e Mato Grosso, o líder, com 113 mulheres/100.000 mulheres. O último do ranking é o Maranhão, com 9,1. A média brasileira é de 40,6 mulheres detidas a cada grupo de 100 mil, bem menor que a do Acre. Os dados são do Infopen Mulheres divulgado nesta quarta-feira, 6, pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério da Justiça.

O Estado não possui nenhum espaço específico para visitação feminina em unidades específicas e há uma unidade prisional com cela ou dormitório adequado para gestantes mas 33% dos espaços tinham, em 2016, berçário ou centro de referência materno-infantil. Capacidade: dois bebês.

O Infopen Mulheres diz que 93% das presas acreanas são negras e que 55% tem apenas o ensino fundamental incompleto como escolaridade. Apenas 7% completaram o ensino fundamental. 67% são solteiras.

Em 2016, 4.645 mulheres foram assassinadas no Brasil – um total de 4,5 mulheres mortas a cada 100 mil brasileiras. A maioria das vítimas era negra. A taxa de homicídio naquele ano foi de 5,3 a cada 100 mil negras; e de 3,1 a cada mil 100 mil mulheres brancas. Uma diferença que chega a 71% entre as raças – e que evidencia os impactos das desigualdades raciais do país. Nos 10 anos de análise (de 2006 a 2016), enquanto o país matou menos brancas (queda de 8%), os homicídios entre as negras só cresceu (aumento de 15,4%).

Nesse mesmo período, a violência contra mulheres negras aumentou em 20 estados brasileiros. O lugar mais hostil a elas é Goiás – com taxa de homicídio de 8,5, o que representa uma alta de 48% nos assassinatos de negras em 10 anos. Entre as brancas, essa taxa cai para 4,1.

No geral, a população negra sofre muito mais com a violência. Dos 62.517 homicídios (a maior parte era de jovens de 15 a 29 anos) que aconteceram em 2016, 71,5% das vítimas eram negros – a taxa de assassinatos foi de 40,2 para a população negra e de 16 para o resto dos brasileiros. Ao longo dos 10 anos de análise, enquanto a média de homicídio caiu quase 7% entre os brancos, a taxa de negros mortos violentamente aumentou 23%. “É como se, em relação à violência letal, negros e não negros vivessem em países completamente distintos”, explica o relatório.

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