Junto com Tocantins e Rio Grande do Sul, o Acre é um dos Estados que, proporcionalmente, tiveram taxas mais altas de estupros de deficientes em 2016 –com 2,6, 2,2 e 1,6 casos por 100 mil habitantes, respectivamente. No contexto, o Acre é o segundo, com 2,2 casos por 100.000/hab. O Maranhão registrou o menor número de casos, com 0,2 ocorrência/100 mil/hab.
Os dados foram divulgados pela Folha de São Paulo com base em informações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, o Sinan, plataforma alimentada, principalmente, pela notificação e investigação de casos de doenças e agravos que constam da lista nacional de doenças de notificação compulsória mas é facultado a estados e municípios incluir outros problemas de saúde importantes em determinada região.
Não há detalhes específicos ao Acre mas os abusos mais recorrentes são contra pessoas portadores de transtornos mentais, deficiência intelectual, deficiência física, visulal e comportamental, além de deficiência auditiva e outros tipos de problemas.
De acordo com o jornal paulista, em cinco anos, o número de deficientes estuprados quase dobrou no Brasil, passando de 941, em 2011, para 1.803, em 2016. Os casos representam quase 8% dos estupros atendidos pelos serviços de saúde, que totalizaram 22.991 no ano passado. Para o ministério, o aumento não significa que estejam ocorrendo mais casos, mas sim que os municípios passaram a notificar mais esse tipo de ocorrência. “Sua utilização efetiva permite a realização do diagnóstico dinâmico da ocorrência de um evento na população, podendo fornecer subsídios para explicações causais dos agravos de notificação compulsória, além de vir a indicar riscos aos quais as pessoas estão sujeitas, contribuindo assim, para a identificação da realidade epidemiológica de determinada área geográfica.


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