Natan “Giban” e Janaina Souza foram filmados embarcando em ônibus da Transacreana, no último sábado (20); destino ainda é incerto entre Manaus ou Humaitá
O transporte dos recém-condenados Natan de Melo Furtado, conhecido como “Giban”, e Janaina Souza da Silva, chamou a atenção da população no fim de semana. Câmeras de segurança de um estabelecimento comercial flagraram o momento em que duas viaturas da Polícia Militar interceptaram um ônibus da empresa Transacreana, para garantir o embarque dos presos rumo a Rio Branco (AC).
Ainda não há confirmação oficial se, da capital acreana, eles seguirão para cumprir pena em Manaus (AM) ou em Humaitá (AM).
Escolta sob forte vigilância
Nas imagens, Natan e Janaina aparecem sendo escoltados por policiais até o coletivo, em meio à movimentação de passageiros. O clima era de apreensão: ambos carregam condenações pesadas por crimes marcados pela brutalidade.
Segundo informações, essa é a etapa inicial do deslocamento, já que, a partir de Rio Branco, o sistema prisional do Amazonas decidirá em qual unidade os dois deverão permanecer.
O caso Natan “Giban”
Na última quarta-feira (17), pela Vara Única do Tribunal do Júri da Comarca de Boca do Acre, Natan de Melo Furtado foi condenado a 27 anos e 1 mês de prisão em regime fechado.
Ele foi responsabilizado pelo feminicídio de Ana Lúcia Barbosa da Silva, morta em junho de 2021. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Amazonas (MPAM), Natan, inconformado com o fim de um relacionamento extraconjugal, atacou a vítima com um facão, golpeando o pescoço. Em seguida, ateou fogo à residência com o corpo no interior, numa tentativa de apagar os vestígios do crime.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acatou todas as qualificadoras apresentadas pelo MPAM. O promotor Marcos Patrick Sena Leite ressaltou que a decisão do júri representa “uma resposta firme da Justiça no enfrentamento à violência contra a mulher”.
O caso Janaina Souza
No dia seguinte (18), também em Boca do Acre, foi a vez de Janaina Souza da Silva ser julgada. Ela recebeu pena de 19 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado, pelo homicídio de José Inácio Saturnino de Souza, morto a golpes de facão em novembro de 2022.
A denúncia apontou que a motivação foi fútil: a recusa da vítima, um idoso acima de 60 anos, em pagar por uma relação sexual. O ataque ocorreu em condição de vulnerabilidade, configurando recurso que dificultou a defesa da vítima.
Durante o julgamento, Janaina confessou o crime, reforçando a gravidade da acusação. O Júri reconheceu as qualificadoras de motivo fútil e uso de recurso que impossibilitou reação.
Repercussão
As condenações foram consideradas vitórias do MPAM, que destacou o papel das provas periciais e testemunhais na elucidação dos crimes. Para os moradores de Boca do Acre, os embarques registrados em vídeo simbolizam o cumprimento da Justiça após anos de espera.


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