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terça-feira, 7 de julho de 2026
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Segurança do AC suspende visitas em presídios após suspeita de rebelião e fugas

O Conselho Gestor do Sistema Integrado de Segurança Pública (Consisp) anunciou a suspensão, por tempo indeterminado, das visitas nos presídios do Acre. A medida, segundo a Segurança, foi tomada depois que interceptações apontaram que os presos planejavam uma fuga ou uma rebelião.

O diretor-presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC), Lucas Gomes, acrescentou que foi apreendida uma carta dentro do Complexo Prisional Francisco d’Oliveira Conde, na capital acreana, em que os presos tramavam uma rebelião na unidade

“Semana passada apreendemos uma carta de um preso na qual abordavam alguma ação assemelhada a rebelião ou motim dentro do FOC. Diziam que iam marcar uma data posterior, e algumas informações que tivemos no decorrer da semana apontam que poderia acontecer neste fim de semana”, explicou.

Ainda segundo o diretor, a suspensão das visitas visa garantir a segurança tantos dos detentos como de parentes, que poderiam ser feitos reféns em alguma situação.

Ataques

Além da possível rebelião, a Segurança Pública afirmou que outra série de acontecimentos, como tiroteios em bairros de Rio Branco entre membros de facções, influenciaram para que medidas de prevenção fossem colocadas em prática.

“Para preservação da ordem e da segurança até que tenhamos informações de que não haverá mais a possibilidade de fuga ou rebelião, podemos suspender as medidas. Recebemos uma série de informes, comunicações que permitem identificar a possibilidade real de fuga e rebelião”, reforçou o secretário de Segurança Pública, coronel Paulo Cézar.

O secretário ressaltou que outras medidas também foram tomadas para garantir ataques e crimes no estado. Entre elas estão o fortalecimento policial em determinadas áreas, emprego de mais efetivo e investigações.

“Tomamos uma série de medidas para evitar que novos fatos ocorressem. Se ocorrer, temos a resposta apropriada e dentre as medidas temos essa também porque já havíamos realizado operações nos acessos do [presídio] Francisco d’Oliveira Conde na semana passada”, acrescentou.

“Podem usar familiares como reféns em uma rebelião e achamos melhor fazer a suspensão até que se apure os fatos. Vamos reforçar o efetivo, aquele que empregamos para fazer a revista dos visitantes vai ser usada na segurança das unidades”, complementou. (Com informações G1/AC)