Rio Branco
30°C
quinta-feira, 2 de julho de 2026
17:10

OPOSIÇÃO A GLADSON?

O governador Gladson Cameli (PP) terá um grande desafio nos próximos dias, evitar que o PSDB deixe a base governista. A ideia passou a ser suscitada desde que foi anunciado que a deputada federal Mara Rocha irá assumir o comando da legenda no Acre. A relação entre o progressista e a tucana azedou quando ela “exigiu’ que Cameli exonerasse secretário de Agronegócio Paulo Wadt, – indicação dela -, fato que não ocorreu e deixou Mara revoltada. Por diversas vezes frisou que não fazia mais parte da base governista e com o comando do ninho tucano nas mãos, Mara poderá levar o partido para a oposição e assim criar situações políticas delicadas para Gladson. Até aqui o tucano major Rocha, que além de vice-governador e irmão de Mara, não fez nenhuma intervenção. Chegou, inclusive, a dizer que com o tempo a irmã voltaria à base. Nada aconteceu até o momento e a tendência, se os rumores estiverem corretos, é que nunca aconteça. Tem sido dura em suas críticas a Gladson e continuará seguindo a mesma linha, mesmo depois de assumir o comando do PSDB. A legenda acompanhará seu ‘espírito de oposição’?

NA BASE I

Conversei com um dirigente tucano e ele disse que as chances do PSDB deixar a base governista é mínima por ‘ene’ motivos. Primeiro, o vice-governador é do PSDB. Segundo, pela legenda possuir diversos cargos na estrutura do governo. O partido perde força migrando para a oposição.

CPI DA ENERGISA

Prorrogada por mais 90 dias a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a empresa Energisa no Acre. Os integrantes da CPI pretendem ainda realizar audiências, uma com as comunidades civis e outra com os empresários, além de irem visitar o TRF em Brasília, para solicitar seja revogado o efeito suspensivo de aumento na energia.

NADA DE PIZZA

O deputado Daniel Zen (PT) destacou que foi recebido um volume grandioso de dados e informações que estão sendo analisados e tabulados pelas equipes técnicas da Aleac, por isso a necessidade da prorrogação. Disse ainda que essa CPI não acabará em pizza.

É CANDIDATA

Embora a prefeita Socorro Neri (PSB) se mantenha discreta quanto sua participação na eleição de 2020, o líder do PSD na Aleac, deputado estadual Manoel Moraes jogou na roda que o partido já trabalha na reeleição da socialista.

EM SILÊNCIO

Neri não comentou as afirmações do colega de partido, o que fez surgir nos bastidores os rumores de que ela ainda pode declinar da reeleição. Conversei com uma pessoa de dentro do partido que me garantiu que a Socorro Neri estará no jogo em 2020. Sua participação na eleição do próximo ano é uma realidade.

DEU RUIM

Quem não curtiu muito os “boatos” foi o Partido dos Trabalhadores, já que possui a pretensão de ter candidatura própria e nunca escondeu isso de ninguém. Estão no direito. Isso se chama democracia!

SUSPENSÃO

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) que a suspensão do desconto de 93% de ICMS às empresas de aviação na compra de querosene e combustíveis. Acho justo! As empresas que operam no Acre, no caso a Gol e a Latam, pagam pouco na aquisição do combustível e do querosene e não repassam aos consumidores. As passagens aéreas continuam com preços absurdos.

PENTE FINO

O Ministério Público do Acre recomendou ao governo do estado e a prefeitura de Rio Branco que façam um pente fino nas folhas de pagamento com o intuito de identificar eventuais servidores que acumulam cargos, sejam efetivos ou comissionados. Querem identificar os servidores que estão em eventual duplicidade de cargos.

TENTATIVA FRUSTRADA

A tentativa da secretária de saúde Mônica Feres colocar mais um coronel na direção da Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre) foi frustrada pelo governador Gladson Cameli. Após a inauguração do novo Pronto-Socorro, o chefe do executivo informou ao diretor-presidente Lúcio Brasil que o mesmo permaneceria no cargo. Lúcio é indicação do deputado estadual José Bestene.

NÃO MENTIU

Em pronunciamento ontem na Aleac, o deputado Gerlen Diniz (PP) disse que o ‘governador Gladson Cameli recebeu esse estado totalmente quebrado, com mais de R$ 10 milhões de dívidas do 13º salário, além de débitos com fornecedores e prestadores de serviços totalizando quase R$ 1 bilhão de reais’. Não mentiu!

REVOLTADOS

Os parlamentares que compõem o bloco de oposição, em especial os que são oriundos da legislatura passada, não curtiram muito o comentário do progressista. Nada puderam fazer. No fundo sabem que a fala de Gehlen tem fundamento.

NA ALEAC

O secretário do Agronegócio, Paulo Wadt esteve discretamente na Aleac ontem, onde conversou com o líder do PCdoB, deputado Edvaldo Magalhães. O objetivo foi discutir o subsídio da borracha pago pelo governo do estado aos produtores. O benefício foi criado no governo de Jorge Viana (1998 – 2006), quando Magalhães era também deputado e líder de Viana na Assembleia Legislativa. O valor da dívida é de aproximadamente R$ 500 mil.

REUNIDOS

O senador Sérgio Petecão (PSD) esteve com o ministro da Justiça, Sérgio Moro para tratar da Segurança Pública do estado. A agenda foi bastante positiva. Petecão lembrou ao ministro que ainda falta o pagamento de R$ 28 milhões da emenda de bancada destinada à aquisição e modernização de equipamentos e veículos para as forças polícias do estado.

IMPRESCINDÍVEL

Em razão da situação de urgência que o estado atravessa com relação à insegurança pública, imprescindível o pagamento da outra parte da verba. Petecão recebeu a garantia de que o Acre terá prioridade ao processo de liberação. Muito bom!

FAVORÁVEL                                                    

Ainda sobre Petecão, em discurso no Senado, voltou a defender a inclusão dos estados e municípios na Reforma da Previdência. Defende uma revisão no texto base.

SÓ EM 2022

Não esperem que o ex-senador Jorge Viana e o ex-deputado federal Raimundo Angelim, ambos do PT, participem da eleição do próximo ano, pois não acontecerá. Apesar do nome dos dois estarem sendo sempre mencionados como possíveis candidatos pelo PT a prefeitura da Capital em 2020, não vai rolar. Nos bastidores, já é dada como certa a presença de ambos na eleição de 2022 em nível federal.

TRABALHANDO

O ex-deputado estadual Ney Amorim (sem partido) deixou o mandato, mas não a política. Apesar de off nos últimos meses, tem feito agendas importantes e fortalecido seu nome para disputar um cargo em 2022. Há quem acredite que vai disputar novamente uma vaga no Senado.

FRASE

“Estamos trabalhando de modo firme e consistente para que a CPI não acabe em pizza e para que resulte em melhorias no serviço de distribuição de energia elétrica no Acre”.

(Deputado Daniel Zen, do PT, sobre a CPI da Energia Elétrica)

TÃO ACRE

PRODUTO INEGOCIÁVEL

Na campanha à Assembleia Legislativa, a de 1994, mais uma vez malsucedida, o bancário aposentado e fazendeiro compulsório Adalberto Silva, não engolia mais os eleitores profissionais que batiam em seu encalço tentando lucrar facilmente às suas expensas fosse o que fosse – desde dinheiro vivo a bens variados.

Como Aragão nunca perdeu tempo com etiquetas e nem eufemismo e quando decide mandar alguém à merda, manda, deu-se que uma sabida e manjada eleitora, dessas que “mordem” qualquer candidato, encostou nele certíssima de faturar líquido e certo.

– Deputado, eu queria que o senhor me arrumasse cem telhas.

– Não posso lhe dar.

– E a metade?

– Não posso lhe dar nenhuma!

– Deputado, mas me dar um milheiro de tijolos, 15 sacas de cimento e duas carradas de areia, o senhor pode me dar?

– Não posso lhe dar nada, estou sem condições, minha senhora! Desabafou mestre Aragão, saco mais que cheio.

Para encurtar a conversa: a chata insistia para o Aragão “dar-lhe qualquer coisa”, contanto que desse. A tentativa final:

– Já que o senhor não tem telha, tijolo, areia, óculos, sofá-cama, fogão e geladeira para me dar, o senhor tem ao menos cem reais para me dar?

– Já lhe disse, não tenho nem um real para lhe dar, minha senhora!. Despachou o candidato, àquela altura nervosíssimo por aturar a grudenta e inconveniente eleitora de todo candidato.

Esta, por sua vez, irritada com o muquirana candidato apelou grosseiramente, sem conhecer direito o nosso “Arengão”:

– Mas, Aragão, você não tem nada mesmo para me dar?

Curta, grossa, rasteira veio a porrada aloprada:

– Para dar mesmo só tenho o cu, mas como não estou fazendo negócio com a minha bunda, também não lhe dou.