Sem previsão de asfaltamento para 2025, moradores enfrentam acúmulo de poeira após medidas paliativas de tapa-buraco; comércio e residências vivem dias de sujeira constante e desconforto respiratório
Com a chegada do Verão Amazônico e a ausência de chuvas, os moradores do bairro Piquiá, em Boca do Acre, estão enfrentando uma verdadeira nuvem de poeira diariamente. A situação, que já era difícil nos anos anteriores, piorou após a prefeitura aplicar medidas paliativas para “melhorar” as ruas, tapando os buracos com barro. A solução, no entanto, se transformou em problema: o barro seco virou pó fino que cobre casas, comércios, veículos e até alimentos expostos nas mercearias.
“Não tem mais como manter nada limpo. A poeira toma conta da casa toda, do portão ao quarto”, reclama um morador da Avenida 18, conhecida como “Rua do GM 3”. Comerciantes também relatam prejuízos com a sujeira e a queda na clientela, que evita sair de casa para não se sujar.
Essa mesma situação é vivenciada em grande parte das vias do Piquiá que receberam o serviço, que amenizou a buraqueira nas ruas, mas trouxe como consequência muita poeira. A coisa fica complicada também quando chove, pois com o barro espalhado por grandes extensões, o tráfego de veículos sobre duas rodas e até mesmo a pé, fica comprometido.
Apesar das constantes reclamações da população, não há previsão oficial de asfaltamento das ruas do Piquiá para o ano de 2025. Enquanto o asfalto não vem, a poeira segue como companheira indesejada do verão no interior amazonense.



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