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quinta-feira, 2 de julho de 2026
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INSEGURANÇA NO ESTADO

A insegurança se tornou uma realidade na vida do acreano. Não há um lugar em Rio Branco em que as pessoas possam dizer que estão se sentindo seguras, nem mesmo dentro de casa. As pesquisas indicam uma redução na violência, mas nas ruas o que se vê é outra coisa. Sabemos que a cúpula da Segurança Pública não está parada, mas os resultados ainda não alcançaram o ideal, não a ponto de permitir que a população ande nas ruas sem medo de vivenciar uma tragédia. Enquanto o governo caminha a passos lentos, ainda que não intencionalmente, a criminalidade fortalece o poder de fogo. E mais uma prova foi dada na noite da última segunda-feira quando bandidos tentaram roubar o carro do presidente do Tribunal de Justiça do Acre, desembargador Francisco Djalma, em um restaurante no bairro Aviário. Mais uma tentativa de roubo como as muitas que já ocorreram na Capital. Em meios aos tiroteios a população tenta convencer as autoridades que estão falhando no dever de garantir a segurança. No caso da segunda-feira, por sorte nenhum inocente foi ferido durante a troca de tiros entre os bandidos e a equipe de segurança do desembargador. E quando não se puder mais contar com a sorte?

É LICITO

O juiz Anastácio Filho decidiu, em resposta a ação popular impetrada pelo vereador Emerson Jarude, que a contratação de um jato pelo estado não é um ato ilegal. Na decisão, ele salienta que a ação do governo “se insere dentro da discricionariedade administrativa que detém o Poder Executivo de cumprir o orçamento público”. Ponto!

CARÁTER POLÍTICO

As alegações presentes na ação popular têm caráter meramente político, nesse sentido, sua resolução não se dá na seara do Judiciário.

NA LEGALIDADE

Jarude tem todo direito de achar que esse valor empregado no aluguel de um jato seria melhor aproveitado se direcionado para as áreas de segurança pública, saúde e educação, por exemplo. Mas, isso não torna o ato ilícito e muito menos uma violação ao Princípio da Moralidade Administrativa, como bem frisou em sua petição.

IMORAL

Apesar de legal, Jarude ainda defende que alugar um jato no valor de R$ 5 milhões é imoral. O deputado estadual Roberto Duarte (MDB), outro que criticou duramente essa licitação, segue a mesma linha de raciocínio.

ANULADO

Apesar da decisão judicial ser favorável a ele, o governador manterá a decisão de anular o contrato. A Procuradoria Geral do Estado já foi oficiada.

DEBATE NEGATIVO

Essa contratação só trouxe dividendos negativos para o governo do estado. É um ato legal, mas desnecessário tendo em vista os graves problemas que assolam o estado.

DESNECESSÁRIO

Cameli diz que o jato não ficaria apenas a sua disposição, mas de toda a estrutura de estado, inclusive para ações emergenciais de saúde. OK! Mas, essas ações já são realizadas pelo helicóptero do estado. Levando em conta que ocorreu a doação de outro pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, torna-se ainda mais desnecessária a manutenção desse contrato.

POSITIVO

Apesar das imensas críticas, Gladson sai desse debate ainda com saldo positivo. Tem lhe sido favorável recuar das decisões quando percebe que “extrapolou”. Isso mostra que leva em consideração a opinião de quem lhe colocou na cadeira de governador, a população.

PROVEITOSO

A passagem de Gladson por Brasília tem sido proveitosa. Em reunião com o ministro Sérgio Moro recebeu a garantia de liberação de mais de R$ 40 milhões em recursos para a aquisição de equipamentos, fardamentos, munições e viaturas diversas.

RENEGOCIAÇÃO

Outro pleito importante tem sido a renegociação da dívida do estado que, atualmente, está na casa dos R$ 3,7 bilhões. A amortização dessa dívida tem sido um verdadeiro sacrifício para o governo, que mensalmente precisa desembolsar mais de R$ 45 milhões.

METADE

Essa renegociação é benéfica porque além de proporcionar um prazo de carência, também possibilidade uma taxa de juros menor. Um fôlego para Gladson.

REVOLTADO

O senador Sérgio Petecão (PSD), que também é vice-líder do governo no Senado, disparou contra o presidente da República, Jair Bolsonaro. Petecão acha que Bolsonaro tem dado declarações infelizes que acabam trazendo desgastes à toa ao governo.“Elementar, meu caro Watson”.

FALANDO MENOS

Mas, para não ser tão polêmico com o comentário, aliviou a barra dizendo que respeitava o estilo do presidente. “Eu acho que ele fala muito. Ele deveria falar menos e trabalhar mais. Mas eu respeito o estilo dele. Cada um tem o seu estilo”, disse Petecão.

EMENDAS PARLAMENTARES

O deputado federal Manuel Marcos (PRB) destinou os R$ 15 milhões de suas emendas parlamentares aos municípios de Bujari, Plácido Castro, Senador Guiomard, Epitaciolândia, Brasiléia e Cruzeiro do Sul. Na programação de distribuição dos recursos, o parlamentar resolveu priorizar a saúde e a educação, dois dos setores considerados serviços essenciais.

NO INTERIOR

O deputado tem aproveitado o recesso para visitar o interior do Acre e estabelecer parcerias com as prefeituras.

EMPOLGADOS

Não só Manuel Marcos tem se concentrado nos municípios acreanos. Os demais deputados federais, estaduais e senadores também. Fortalecendo a base eleitoral e preparando o partido para a eleição do ano que vem.

O CANDIDATO

O Major Rocha segue firme e forte com a ideia de levar o PSDB a concorrer à prefeitura de Rio Branco com o ex-reitor Minoru Kinpara. Isso ainda tem gerado questionamentos dentro da legenda, mas o tucano tem tirado de letra.

DERRUBANDO OS ARGUMENTOS

Sempre que alguém chega com a ideia de que o “pupilo” de Rocha não é a pessoa certa, sendo egresso da FPA, Rocha lembra que o próprio governador e outros políticos de peso, que atualmente integram a base, também já foram. O tucano tem conseguido derrubar os argumentos um a um.

ERRO GROSSO

Com tantos nomes surgindo para disputar a prefeitura de Rio Branco, aumenta-se as chances de o executivo continuar sob comando do atual grupo. Tem muito partido aí apostando que vai ser uma disputa fácil. Com isso, já suscitam colocar jogador em campo. A desunião pode acabar sendo o maior inimigo do MDB, PP, PSDB, PSL… enfim.

VAI DISPUTAR

Um nome certo na disputa é do deputado estadual Roberto Duarte (MDB). Ele entra com o apoio maciço do MDB. É um nome forte, mas sem garantia de vitória. Da mesma forma que Minoru Kinpara, Emerson Jarude e até mesmo a prefeita Socorro Neri.

CEDO DEMAIS

Muito cedo para fazer afirmações, ainda mais de vitória. Muita água vai debaixo dessa ponte.

SENADOR GUIOMARD

Israel Milani, filho da deputada federal Vanda Milani, tem sido cogitado para concorrer à prefeitura de Senador Guiomard, pelo partido Solidariedade.

ESQUENTANDO O PARLAMENTO

Um debate que promete esquentar o segundo semestre legislativo na Câmara de Rio Branco diz respeito ao ‘táxi compartilhado’. Antes do recesso parlamentar motoristas de ônibus já andaram sinalizando que não aceitarão a proposta. Temem perder seus empregos.

DOR DE CABEÇA

Não existe nenhum ofício, requerimento, memorando, anteprojeto de lei ou projeto de lei para criar o “táxi compartilhado”. Apenas o desejo dos taxistas. Um debate que promete dar muita dor de cabeça ao Executivo e Legislativo.

EM AGOSTO

Os deputados federais já se preparam para retomar os trabalhos no plenário da Casa Legislativa, com o fim do recesso parlamentar. No momento, o principal debate gira em torno da Reforma da Previdência, que será votada em segundo turno.

FRASE

“Os administrados têm todo o direito de achar que os recursos públicos seriam melhores empregados caso o gasto fosse direcionado para a educação, segurança pública, saúde, assistência social etc.. No entanto, é bom lembrar que, em uma democracia constitucional, o governador do estado foi eleito justamente para fazer as referidas opções políticas”. (O juiz Anastácio Filho ao rejeitar a ação popular movida pelo vereador Emerson Jarude)

TÃO ACRE

 IMPORTANTÍSSIMA REUNIÃO

 Em junho de 1994 o governador Romildo Magalhães da Silva mandou o chefe do gabinete civil, professor Geraldo Gonçalo da Costa, convocar todo o secretariado e diretores de empresas públicas para uma importantíssima reunião no auditório da Secretaria da Fazenda, às 9h em ponto, sem revelar o assunto. Cientificado, o diretor-presidente da Cohab-Acre, engenheiro Roney Neves, mandou recolher todos os projetos, planos, relatórios e plantas de casas para conjuntos populares programados, achando que, enfim, o governador ia autorizar as construções e liberar verbas, afinal, até aquele momento a Cohab-Acre não erguera nem casinha pau-da-gata em fundo de quintal.

No auditório lotado, todos apreensivos, aguardam a presença de sua excelência, que enfim chega no horário, isto é, com duas horas de atraso. Circunspecto, alisando o bigodão, falando grosso, Romildo abre a importantíssima reunião e declina a causa da convocação, realmente um problema de difícil solução:

– Eu quero saber de cada um dos senhores se devo fazer o arraial de São João na Chácara Cinco Irmãos ou na minha casa no Conjunto Ipê?

Roney Neves saiu irado, suando em bicas, rebocando até seu carro respeitável e pesada montanha de bojudos livros espiralados com planos, projetos e dezenas de tubos de metros e meio de comprimento com as plantas dessas casinhas que quando o sol entra o mutuário sai.

TRATAMENTO

Quando surgiu a figura do senador biônico, em 1978, o deputado acreano e poeta J. G. de Araújo Jorge, já falecido, então da linha de frente do PMDB/RJ, perolou:

– Os senadores biônicos serão chamados de Vossas Excrecências e não de Vossas Excelências.