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domingo, 5 de julho de 2026
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Gestão do Hospital de Boca do Acre explica por que crianças com fraturas são transferidas para Rio Branco

Segundo o gestor interino Neto Araújo, sedação infantil exige alta precisão. Hospital nega falta de medicamentos e afirma estar preparado para manter pacientes sem dor até transferência. Direção e Secretaria de Saúde garantem transparência total.

A direção do Hospital Regional Maria Geny Lima, em Boca do Acre (AM), se pronunciou nesta semana diante das críticas recorrentes à transferência de crianças com fraturas ou luxações para hospitais fora do município, especialmente em Rio Branco (AC). Segundo o gestor interino da unidade, Neto Araújo, a medida não está relacionada à falta de medicamentos, de equipamentos ou de profissionais qualificados, mas sim à complexidade e aos riscos envolvidos na sedação de pacientes pediátricos para procedimentos de redução ortopédica.

“Não é por falta de estrutura, mas porque a sedação em crianças, para que se possa fazer a redução ortopédica (colocar o osso no lugar), é um procedimento de alto risco. Um erro mínimo na dose pode levar a uma parada cardiorrespiratória”, explicou Neto Araújo.

Sobre o caso mais recente que gerou repercussão na cidade, o gestor esclareceu que a conduta de internar a criança e providenciar uma transferência ambulatorial foi uma decisão técnica do médico plantonista. “A médica está, inclusive, à disposição para prestar mais esclarecimentos sobre o caso”, afirmou.

O gestor fez questão de destacar que o hospital dispõe de 90% dos medicamentos hospitalares essenciais e que possui condições de manter os pacientes pediátricos estabilizados e sem dor até que a transferência para a unidade especializada seja efetivada. “A unidade tem todos os medicamentos e estrutura necessários para manter a criança sem dor até que o transporte adequado seja realizado”, reforçou.

Neto também rebateu críticas relacionadas à ausência de medicamentos. “O que o usuário nunca vai encontrar aqui é medicamento via oral, pois só trabalhamos, via de regra, com medicação hospitalar específica”, pontuou.

Como forma de demonstrar transparência e abertura ao diálogo com a comunidade, o gestor declarou que tanto a direção da unidade quanto a Secretaria Municipal de Saúde estão acessíveis à população. “Estamos à disposição diuturnamente, e tanto a direção quanto a Secretaria de Saúde estão de portas abertas para esclarecer quaisquer dúvidas”, afirmou.

A nota pública visa esclarecer os motivos técnicos por trás de decisões médicas delicadas e reforçar o compromisso da gestão com a ética, a segurança do paciente e o atendimento humanizado, especialmente no cuidado com crianças em situações que envolvem riscos elevados.