
A temporada de queimadas mal começou e Boca do Acre já registra episódios preocupantes. Na manhã desta terça-feira (8), uma atitude considerada, no mínimo, irresponsável reacendeu o temor de mais um ano marcado por fumaça e transtornos à população. Um proprietário de loteamento localizado na Estrada do Piquiá, altura do km 05, ao lado do CETI Elias Mendes da Silva, decidiu atear fogo na vegetação seca acumulada após uma limpeza feita no terreno.
A ação imprudente gerou uma densa cortina de fumaça que, por sorte, foi levada pelos ventos em direção Norte, atingindo principalmente a região da Cidade Baixa, sem tanta intensidade, porque a fumaça se dissipou ao longo do caminho. A escola estadual, apesar de estar ao lado do foco do incêndio, escapou de maiores prejuízos devido à direção do vento. Mesmo assim, funcionários e alunos relataram o forte cheiro de fumaça no ambiente escolar.
O caso acende um alerta importante: apesar das intensas operações promovidas por órgãos como o IBAMA, ICMBio e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) ainda há moradores que ignoram os riscos coletivos e optam por soluções perigosas para o descarte de resíduos vegetais.
Não é a primeira vez que o CETI Elias Mendes da Silva sofre com esse tipo de situação. Em 2024, as aulas foram interrompidas diversas vezes devido à fumaça intensa vinda de queimadas no entorno urbano e rural. O ano passado foi considerado um dos piores para Boca do Acre em termos de qualidade do ar, com a cidade encoberta por fumaça por semanas a fio.


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