
Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) atualizou o mapa das origens produtoras do grão no país. A nova apresentação conta com 30 zonas do cinturão cafeeiro e traz como novidades a região do Caparaó, em processo de reconhecimento para Denominação de Origem (DO), a Indicação de Procedência do Oeste da Bahia e atualizações para as áreas de café robusta e conilon do Norte do Brasil, como a do Acre, por exemplo, onde predomina o Robusta Canéphora.
Os dados mais recentes indicam produção de 2.628 toneladas de café no Estado na safra 2017/2018, uma das menores do País. Apesar disso, o cultivo não para de crescer.
O mapa foi elaborado pela BSCA após consulta a órgãos estaduais e federais, com a delimitação por município. A atualização do mapa é fundamental para que o Brasil apresente ao mundo que tem capacidade para produzir uma grande diversidade de cafés, aliando quantidade à qualidade.
Com a denominação “Origens de Café no Brasil”, o mapa apresenta as 30 áreas de produção no país, sendo sete em Minas Gerais, seis em São Paulo, três na Bahia, duas no Espírito Santo, no Paraná e em Rondônia e uma no Rio de Janeiro, Ceará, Goiás, Pernambuco, Distrito Federal, Acre, Mato Grosso e na divisa entre Espírito Santo e Minas (Caparaó). Entre elas, estão incluídas a Denominação de Origem do Cerrado Mineiro e as Indicações de Procedência da Mantiqueira de Minas, Alta Mogiana, Região de Pinhal, Oeste da Bahia e do Norte Pioneiro do Paraná.
Coffea canephora (Café Robusta) é uma espécie de café originária da África Ocidental. É cultivado principalmente na África e no Brasil onde é chamado às vezes de Conillon. É também cultivado no Sudeste asiático onde os colonizadores franceses o introduziram no final do séc. XIX. Nos últimos anos o Vietnan, que produz apenas robusta, ultrapassou o Brasil, a Índia e a Indonésia como o maior exportador do mundo. Aproximadamente um terço do café produzido no mundo é robusta.

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