Correntezas perigosas, como na cachoeira do Manitiã e na comunidade Sardinha, dificultam a navegação e colocam em risco a vida de quem depende do rio para sobreviver. Professor Jaime Zarate registrou os obstáculos em vídeo durante missão da Seduc-AM.
A travessia pelo Alto Purus segue sendo uma prova de resistência para os ribeirinhos da região, especialmente neste período de estiagem. Em trechos críticos como a cachoeira do Manitiã e o ponto conhecido como “Sardinha”, a força da correnteza impõe medo e dificuldade a quem depende do rio como principal via de transporte. Em um vídeo recente gravado pelo professor Jaime Zarate, durante uma viagem a serviço da Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc-AM), é possível ver a violência das águas na cachoeira do Manitiã — um verdadeiro desafio para pequenas embarcações com motor de rabeta.
“Dependendo da potência do motor, simplesmente não dá pra passar”, comenta Jaime, ressaltando que, além da força das águas, há o risco constante de acidentes. Um exemplo recente ocorreu há poucas semanas, quando uma embarcação carregada de bananas naufragou ao tentar vencer o trecho perigoso da cachoeira. Apesar do susto, não houve vítimas fatais.
O quadro se agrava ainda mais na altura da comunidade Sardinha, onde outra cachoeira dificulta a passagem. Segundo o professor, esse é um dos pontos mais críticos para quem precisa chegar ou sair das comunidades isoladas ao longo do rio. A navegação exige não só experiência, mas também sorte — e muita cautela.
De acordo com o monitoramento da Defesa Civil, o rio Purus está atualmente com a cota de 4,80 metros, o que representa 24 centímetros acima do mesmo período do ano passado (20 de julho). Apesar de o nível estar relativamente mais elevado que em 2024 — ano marcado por uma estiagem severa em todo o estado —, os desafios da navegação persistem.



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