A menos de 100 dias para o início da Copa do Mundo de 2026, as seleções que enfrentarão o Brasil na fase de grupos intensificam os preparativos. Marrocos, Haiti e Escócia chegam ao torneio em cenários diferentes, com desafios esportivos e expectativas variadas antes da estreia contra a equipe comandada por Carlo Ancelotti.
Marrocos tenta superar frustração recente
Considerada a seleção mais forte entre os rivais do Brasil na primeira fase, Marrocos atravessa um período de instabilidade após a derrota na final da Copa Africana de Nações para Senegal, em uma decisão marcada por polêmicas.
O técnico Walid Regragui, que levou a equipe à histórica semifinal da Copa do Mundo de 2022, chegou a ter sua saída especulada após o vice-campeonato, mas a Federação Real Marroquina de Futebol negou qualquer pedido de demissão.
Um dos principais nomes do elenco é o atacante Brahim Díaz, do Real Madrid. Apesar de terminar a competição continental como artilheiro, com cinco gols, ele desperdiçou um pênalti nos acréscimos da final, lance que ficou marcado negativamente.
Mesmo com o revés, Marrocos segue como a seleção africana melhor posicionada no ranking da Fifa, ocupando o oitavo lugar e mantendo campanha perfeita nas eliminatórias africanas para o Mundial.
Na próxima Data Fifa, os marroquinos disputarão amistosos contra Equador e Paraguai.
Haiti retorna ao Mundial após meio século
A seleção do Haiti voltará a disputar uma Copa do Mundo pela primeira vez desde 1974. A equipe ocupa atualmente a 83ª posição no ranking da Fifa e busca surpreender na competição.
Nos últimos anos, o Haiti enfrentou poucas seleções fora da Concacaf. Por isso, a preparação inclui amistosos contra adversários de diferentes estilos. Neste mês, a equipe encara Tunísia e Islândia.
O time é comandado pelo treinador francês Sébastien Migné. Devido à instabilidade política e conflitos internos no país, a seleção precisou disputar partidas das eliminatórias fora do território haitiano — situação que também se repete durante a preparação para o Mundial.
Escócia vive expectativa, mas preocupa com lesões
A Escócia chega ao Mundial embalada pelo retorno à competição após quase três décadas — a última participação ocorreu em 1998, justamente quando enfrentou o Brasil na fase de grupos.
Apesar do entusiasmo, a imprensa local aponta fragilidades no elenco. A equipe foi eliminada ainda na fase de grupos da Euro 2024 e também lutou para evitar o rebaixamento na Liga das Nações.
Entre as preocupações estão as condições físicas de dois jogadores importantes: John McGinn, do Aston Villa, e Scott McTominay, do Napoli. A expectativa é que ambos se recuperem a tempo de integrar a convocação do técnico Steve Clarke, no comando da equipe desde 2019.
Para testar o elenco antes da Copa, os escoceses disputarão amistosos contra Japão e Costa do Marfim, além de um confronto contra Curaçao no fim de maio.


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