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segunda-feira, 15 de junho de 2026
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Bolsonaro é preso preventivamente em Brasília após decisão do STF

O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) foi preso na manhã deste sábado (22) em Brasília, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal e permanece em sala especial.

Motivo da prisão

A prisão preventiva foi decretada após o trânsito em julgado da condenação relacionada ao chamado “Núcleo 1” da tentativa de golpe, que apurou tentativas de subversão do resultado das eleições de 2022. A medida foi motivada, segundo a decisão, pelo risco de mobilização decorrente de atos convocados por aliados do ex-presidente.

Fontes do processo indicam que manifestações e um ato organizado pelo senador Flávio Bolsonaro, que convocava orações “pela saúde de Bolsonaro e pela liberdade do Brasil”, foram considerados capazes de provocar aglomerações e potencial instabilidade.

Condições e expectativa da defesa

Bolsonaro foi encaminhado para uma sala especial na Superintendência da Polícia Federal, condição prevista para detidos com prerrogativa de foro ou por questões de segurança. A defesa informou que deve apresentar pedido para cumprimento da prisão preventiva em regime domiciliar, alegando fragilidade de saúde e histórico de cirurgias que, segundo os advogados, exigem acompanhamento médico contínuo.

Condenados no mesmo processo

Nome Vínculo Pena
Jair Messias Bolsonaro Ex-presidente 27 anos e 3 meses
Walter Braga Netto Ex-ministro 26 anos
Almir Garnier Ex-comandante da Marinha 24 anos
Anderson Torres Ex-ministro da Justiça 24 anos
Augusto Heleno Ex-ministro do GSI 21 anos
Paulo Sérgio Nogueira Ex-ministro da Defesa 19 anos
Alexandre Ramagem Ex-diretor da Abin (deputado) 16 anos, 1 mês e 15 dias
Mauro Cid Ex-ajudante de ordens 2 anos (regime aberto)

Parte das acusações de Ramagem teve aplicação limitada em razão do mandato parlamentar; Mauro Cid cumpre pena em regime aberto após acordo de colaboração.

Contexto e próximos passos

O relator poderá encaminhar diligências complementares, inclusive solicitação de pareceres técnicos ou médicos. A defesa apresentará pedidos ao STF, entre eles a conversão do regime em domiciliar, sustentando risco à saúde do ex-presidente. A decisão final caberá ao Plenário ou à instância competente do tribunal.