Rio Branco
25°C
domingo, 8 de novembro de 2026
15:48

“Tornozeleira eletrônica” para carros: veja como funciona a nova regra de monitoramento do Contran

Uma nova regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) criou uma alternativa para determinados veículos que seriam encaminhados a pátios de custódia. Em situações específicas, o automóvel poderá permanecer com o proprietário sob um sistema de “guarda monitorada”, com acompanhamento eletrônico do deslocamento.

A medida foi regulamentada pela Resolução Contran nº 1.025/2026, publicada no fim de junho. A norma estabelece regras para procedimentos relacionados à remoção, guarda, liberação e leilão de veículos e substituiu a regulamentação anterior sobre o assunto.

Por causa do funcionamento do sistema, a novidade passou a ser comparada a uma espécie de “tornozeleira eletrônica para carros”. O mecanismo, porém, não representa uma punição independente e também não significa que qualquer motorista poderá evitar a remoção do veículo.

A possibilidade de manter o automóvel com o proprietário depende de uma decisão do órgão ou entidade responsável pela fiscalização. Além disso, o veículo precisa cumprir uma série de exigências previstas na regulamentação.

Entre as condições estão a necessidade de o automóvel apresentar segurança para circulação, não possuir sinais de adulteração em elementos de identificação e ser conduzido por pessoa habilitada. O veículo também não pode ter registro ativo de furto, roubo ou apropriação indébita, nem estar submetido a determinadas restrições judiciais ou processos relacionados à alienação fiduciária.

Outro requisito é que o automóvel tenha sido licenciado em pelo menos um dos três últimos exercícios. Também não pode existir descumprimento de prazo de regularização anteriormente estabelecido ou qualquer situação que impeça o acompanhamento adequado pelas autoridades.

Mesmo quando a guarda monitorada é autorizada, as demais obrigações e penalidades previstas na legislação de trânsito continuam valendo. Ou seja, o monitoramento não elimina eventuais irregularidades que tenham levado à abordagem ou à necessidade de regularização do veículo.

O acompanhamento deverá ser realizado por meio de soluções tecnológicas homologadas pelo órgão máximo executivo de trânsito da União. Os sistemas precisam atender critérios técnicos relacionados à segurança da informação, rastreabilidade, monitoramento e integração entre diferentes sistemas.

A tecnologia permitirá que o poder público acompanhe o veículo enquanto ele permanece sob responsabilidade do proprietário. O sistema também deverá fornecer meios para verificar se as condições determinadas para a guarda monitorada estão sendo cumpridas.

O descumprimento das regras pode fazer o benefício ser imediatamente perdido. Caso o proprietário viole as condições estabelecidas, remova ou danifique o dispositivo de monitoramento ou impeça seu funcionamento, será aplicada uma restrição administrativa de circulação.

Nessa situação, o veículo poderá ser removido e encaminhado para o local de guarda determinado pela autoridade responsável. A regulamentação ainda impede que seja concedida novamente a guarda monitorada para o mesmo fato que deu origem à medida.

O descumprimento das condições também pode caracterizar a infração prevista no artigo 239 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), conforme estabelece a resolução.

Apesar do apelido de “tornozeleira eletrônica para carros”, portanto, a medida não funciona como uma escolha disponível para todos os proprietários. A autorização depende da análise da autoridade de trânsito e do cumprimento integral dos critérios estabelecidos pelo Contran.

A regulamentação busca, entre outros objetivos, diminuir a necessidade de encaminhamento de determinados veículos aos pátios e melhorar a utilização desses espaços. Quando houver condições de acompanhar o automóvel eletronicamente e garantir sua regularização, o veículo poderá permanecer fora dos locais de custódia.

O proprietário também não fica automaticamente isento dos custos. A resolução determina que as despesas relacionadas aos serviços de remoção e à guarda monitorada sejam pagas pelo proprietário ou interessado, conforme as regras aplicáveis ao caso.

A cobrança referente à guarda é calculada por períodos de 24 horas e possui limite máximo de seis meses. Portanto, a permanência do veículo sob monitoramento não significa que todas as despesas administrativas deixam de existir.

A nova modalidade representa, na prática, uma alternativa ao recolhimento físico de determinados veículos. Em vez de levar o automóvel imediatamente para um pátio, a autoridade poderá permitir que ele permaneça com seu responsável, desde que as condições previstas na Resolução Contran nº 1.025/2026 sejam atendidas e o acompanhamento eletrônico possa ser realizado com segurança.

deneme bonusuJojobet Girişjojobetganobetjojobetkumar siteleriyasal bahis sitelerikumar siteleriJojobet GirişGrandPashabet Güncel girişgrandpashabet güncel girişgrandpashabet girişdeneme bonusu veren Sitelerdeneme bonusucasino sitelerideneme bonusujojobetjojobet girişjojobetjojobet girişGrandpashabetGrandpashabetjojobetbahis siteleribahis sitelerijojobetjojobet girişjojobetjojobet girişkahraman haberjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişgrandpashabetjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet giriş