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sexta-feira, 5 de junho de 2026
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Correios em falência? Governo Lula busca empréstimo bilionário para empresa sair do vermelho

O governo federal abriu, nesta terça-feira (13), uma negociação com bancos públicos e privados para viabilizar um empréstimo bilionário aos Correios, medida apresentada como “respiro temporário” e destinada a adiar um aporte direto do Tesouro em meio ao aperto orçamentário.

A operação, ainda em discussão, é estimada entre R$ 5 bilhões e R$ 10 bilhões em 2025, com possibilidade de mais R$ 10 bilhões em 2026, segundo a Times Brasil. Abertura do processo ocorreu na terça.

O déficit dos Correios no primeiro semestre de 2025 chegou a R$ 4,3 bilhões, pressionando caixa e obrigando a busca por alternativas emergenciais.

Correios não pode falir e governo estuda aporte em 2026

Os Correios, por serem uma empresa pública, não podem falir tecnicamente, mas enfrentam um risco de colapso operacional e financeiro devido a prejuízos bilionários e crescentes.

Segundo auxiliares do presidente, mesmo com o empréstimo, não está descartada a necessidade de aporte em 2026, dada a gravidade do quadro.

Dados de 2024 mostram que a empresa registrou um prejuízo R$ 2,6 bilhões.

A linha de crédito seria garantida pelo Tesouro Nacional e tratada como medida de curto prazo para dar fôlego enquanto a nova gestão avança no plano de saneamento e geração de receitas.

A faixa discutida é de R$ 5 bilhões a R$ 10 bilhões neste ano; valores finais ainda não foram definidos.

Empréstimo dos Correios pode envolver bancos públicos e privados

As conversas envolvem Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BTG Pactual e Citibank, com participação dos ministérios da Fazenda, Casa Civil, Gestão e Comunicações. A estatal não comentou.

A equipe econômica tenta evitar novos desembolsos diretos para preservar a meta de superávit primário de 0,25% do PIB em 2025.

A situação ficou mais sensível após a derrubada da medida de arrecadação que previa cerca de R$ 20 bilhões.

O Planalto avalia aprendizados da Poste Italiane, que abriu capital em 2015, reverteu prejuízos e permanece sob controle do governo italiano.

O interesse é estudar caminhos de reestruturação sem privatização integral.

Fonte: NDMais