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segunda-feira, 27 de julho de 2026
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Quem era Júlio Barreto, gerente da Danone que morreu após concluir a SP City Marathon em São Paulo

O gerente da Danone Júlio Barreto, de 50 anos, morreu após passar mal logo depois de concluir a SP City Marathon, realizada no último domingo (26), em São Paulo. Corredor experiente em provas de longa distância, ele recebeu atendimento médico ainda na área de chegada da competição, foi encaminhado a um hospital da capital paulista, mas não resistiu.

A morte foi confirmada pela organização da prova, que informou que o atleta perdeu a consciência nas proximidades da linha de chegada, onde equipes médicas iniciaram imediatamente as manobras de reanimação antes da transferência para uma unidade hospitalar.

Quem era Júlio Barreto

Júlio Barreto atuava como gerente de acesso ao mercado da Danone, com foco nas áreas de saúde suplementar, nutrição especializada e oncologia. Antes de ingressar na empresa, também construiu carreira no setor farmacêutico.

Formado em Publicidade e Propaganda pela FMU, onde estudou entre 1996 e 1999, ele também possuía pós-graduação em Administração e Marketing.

Fora do ambiente profissional, Júlio era apaixonado por corridas de rua. Segundo o treinador Rogério Orban, da equipe Vila Leopoldina Road Runners (VLRR), ele praticava o esporte desde 2021 e acumulava experiência em provas de meia maratona e maratona.

Como aconteceu o atendimento

De acordo com a organização da SP City Marathon, Júlio completou normalmente o percurso e começou a apresentar sinais de mal-estar já na área de chegada.

Após perder a consciência, ele foi atendido pela equipe médica do evento, que iniciou imediatamente os procedimentos de reanimação cardiopulmonar. Em seguida, o corredor foi levado para um hospital da capital paulista, onde teve o óbito confirmado.

A edição deste ano da SP City Marathon reuniu atletas nos percursos de 21,1 quilômetros e 42,2 quilômetros.

Relato de quem estava com o corredor

Uma amiga de Júlio relatou que permaneceu ao lado dele e da esposa após a conclusão da prova. Segundo ela, o corredor comentou que estava com enjoo, suor frio e dor no ombro direito, motivo pelo qual decidiram procurar atendimento médico.

No trajeto até uma ambulância disponível no evento, o estado de saúde piorou. Após se sentar por orientação da esposa, Júlio perdeu a consciência, e pessoas que estavam próximas iniciaram as manobras de massagem cardíaca até a chegada da equipe médica.

A amiga afirmou que familiares receberam informações durante todo o atendimento e elogiou a atuação da organização da corrida.

Amigos destacam rotina saudável

Pessoas próximas afirmaram que a morte causou surpresa. Segundo amigos, Júlio mantinha uma rotina considerada saudável, não fumava, consumia bebidas alcoólicas apenas ocasionalmente e treinava regularmente para provas de longa distância.

O treinador Rogério Orban também destacou a dedicação do atleta aos treinamentos e informou que a equipe prestou homenagem após a confirmação da morte.

O que disseram a organização e a SSP

Em nota oficial, a organização da SP City Marathon lamentou a morte do corredor, informou que todo o protocolo de emergência foi seguido e manifestou solidariedade aos familiares e amigos.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que o caso foi registrado como morte natural no 7º Distrito Policial, na Lapa.

Segundo o boletim de ocorrência, Júlio concluiu a prova normalmente e, enquanto caminhava em direção ao atendimento médico após relatar dores no braço, sofreu um mal súbito e caiu. Médicos que participavam do evento iniciaram os primeiros socorros até a chegada da equipe responsável pela competição.