Nos últimos três anos, a participação do mercado ilegal de cigarros no estado do Acre aumentou 3%, segundo o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO), para quem o volume desse produto contrabandeado atingiu 92 milhões de unidades e o rombo na arrecadação subiu 29% – saindo de R$ 33 milhões para R$ 43 milhões na arrecadação em 2017.
Nesse contexto, o ETCO realiza campanha na região Norte do país para conscientizar donos de mercados, padarias e bares sobre as consequências de vender cigarros com valor diferente do preço tabelado. Cerca de 3800 mil comerciantes serão impactados com o alerta sobre as punições para este crime, como multa de até R$ 5 mil por mês de descumprimento da Lei e prisão de até 5 anos.
Principal porta de entrada de contrabando é a fronteira com o Peru e a Bolívia por onde entram mercadorias diversas, com destaque para vestuário, pneus e cigarros.
O fluxo do contrabando segue pelas BR-364 e BR-317 e as principais cidades afetadas por este fluxo são: Cruzeiro do Sul; Brasiléia; Epitaciolândia; Assis Brasil; Plácido de Castro; e Rio Branco.
A campanha reforça outra grave consequência da mudança dos valores do produto: o favorecimento do mercado ilegal, pois os consumidores passam a buscar opções mais baratas, abaixo do preço mínimo, provenientes do contrabando. Somente no ano passado, R$ 146 bilhões deixaram de ser arrecadados pelos cofres públicos do nosso país, em setores como tabaco, vestuário e combustível. Com informações de Celso Rocha.


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