Marcação do calor foi registrada pela estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), localizada no prédio da UEA.
A quinta-feira (24) foi marcada por um recorde climático em Boca do Acre, no ano de 2025. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a estação de superfície automática instalada no prédio da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) registrou a maior temperatura do ano de 2025: 37,5°C às 15h, acompanhada da menor umidade relativa do ar já registrada em 2025 na cidade: apenas 21%.
Esses números acendem um alerta importante. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), níveis de umidade abaixo de 30% já são considerados prejudiciais à saúde, pois favorecem o ressecamento das mucosas, podendo causar irritações nos olhos, nariz e garganta, além de agravar doenças respiratórias como asma e bronquite. Crianças, idosos e pessoas com comorbidades são os mais vulneráveis.
Além disso, o clima seco somado à alta temperatura aumenta o risco de desidratação, insolações e até problemas cardiovasculares. A recomendação médica é para ingestão constante de água, evitar atividades físicas nas horas mais quentes do dia e o uso de umidificadores ou toalhas molhadas nos ambientes internos.
A situação vem sendo agravada também pela quantidade de poeira suspensa no ar, consequência da estiagem, e das péssimas condições das ruas da cidade.
Previsão: calor persiste, mas chuva pode aliviar
Segundo a previsão do próprio INMET, a tendência é de que as altas temperaturas continuem nos próximos dois dias. Porém, há uma boa notícia para a população: a chegada de pancadas de chuva está prevista para o fim de semana, o que pode amenizar o calor extremo e melhorar a qualidade do ar, reduzindo a poeira e elevando os níveis de umidade.



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