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domingo, 14 de junho de 2026
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Matrinxã: Pauini comemora a terceira piracema do ano

Após surubim e mandi, agora é a vez da matrinxã invadir o rio Purus, em frente à cidade de Pauini.

O município de Pauini, localizado no interior do Amazonas e distante cerca de 150 km em linha reta de Boca do Acre, está vivendo um novo ciclo de fartura nos rios. Pela terceira vez em 2025, a natureza brinda a população com uma intensa piracema — desta vez, da matrinxã, peixe muito apreciado pelos amazônidas. O fenômeno, que já havia ocorrido com o surubim há um mês, seguido da piracema de mandi, agora surpreende os moradores com uma enxurrada de matrinxã subindo o rio Purus.

A matrinxã, cujo nome científico é Brycon amazonicus, é um peixe de escamas, corpo fusiforme e coloração prateada, com reflexos dourados, cauda avermelhada e dentes fortes. Espécie onívora, vive em rios de águas claras e barrentas, preferindo os trechos de correnteza moderada. Amplamente distribuída pelos rios da Amazônia, a matrinxã é conhecida tanto pelo sabor marcante de sua carne quanto pela habilidade de nadar contra a correnteza durante a piracema, época de reprodução em que os peixes sobem os rios para desovar.

“Tá parecendo a piracema de mandi, de tanto peixe que tem”, contou o secretário de Cultura do município, Marcelo Henrique.

A comparação com Boca do Acre é inevitável. Na cidade vizinha, a piracema de mandi já é um evento tradicional e esperado todos os anos. No entanto, moradores de Pauini afirmam que a atual piracema de matrinxã está superando expectativas. “É matrinxã passando como se fosse mandi. Um espetáculo da natureza, que não se restringe somente à matrinxã, mas os pescadores conseguem pegar bacu, cuiu”, disse o secretário.