
A Wood Chat, uma startup 100% acreana, brilhou no Web Summit 2024, o maior evento de tecnologia da Europa, realizado em Lisboa. A empresa chamou a atenção da imprensa internacional e foi destaque em veículos como *UOL*, *Yahoo News* (versão em inglês) e *GloboNews*.
A solução inovadora criada pela Wood Chat utiliza inteligência artificial para identificar espécies de madeira na Amazônia, contribuindo para o comércio sustentável e a preservação ambiental. Segundo Fernanda Onofre, fundadora da startup, a tecnologia é acessada pelo WhatsApp e funciona como uma API verificada pelo Meta.
“Nosso sistema identifica o nome botânico da madeira a partir do corte transversal das toras. Isso permite certificar a origem e a espécie, ajudando compradores a evitar madeira ilegal e preservar a biodiversidade amazônica”, explicou Fernanda.
Projeção internacional
A tecnologia da Wood Chat já atraiu o interesse de mercados internacionais, como Europa e Estados Unidos, principais importadores de madeira amazônica. “Temos entre 40 e 300 espécies de árvores por hectare na floresta. Nossa IA ajuda a mapear essa diversidade com precisão científica”, destacou a fundadora.
O sucesso no evento foi celebrado por autoridades acreanas, como Assurbanipal Mesquita, secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), que enalteceu o apoio do governo estadual e do Sebrae na seleção de 12 startups para participar da Web Summit. “Essa visibilidade abre portas para financiamentos, tecnologia e novos mercados, fortalecendo nosso ecossistema de inovação”, afirmou.
Reconhecimento e futuro sustentável
A Wood Chat coleciona prêmios e está entre as finalistas de iniciativas como o Capital Empreendedor, em São Paulo, e o Sinapse Bio. Além disso, obteve a maior nota do Brasil no programa InovAtiva.
Para 2025, a startup planeja ampliar sua base de dados botânicos e superar lacunas entre os nomes populares e científicos das espécies, consolidando-se como uma referência global em tecnologia sustentável.
“Nosso objetivo é contribuir para um futuro onde a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico caminhem juntos”, concluiu Fernanda Onofre.


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