Rio Branco
26°C
quinta-feira, 23 de julho de 2026
07:36

Destroços de avião da Pan Am que caiu em 1952 são encontrados após 72 anos no fundo do mar

Os destroços do histórico voo 526A da Pan American World Airways (Pan Am), que caiu no Oceano Atlântico em 1952, foram localizados após 72 anos de buscas. A aeronave foi encontrada a cerca de 600 metros de profundidade, nas proximidades da costa de Porto Rico, encerrando um dos maiores mistérios da aviação comercial do século XX.

O avião, um Douglas DC-4 batizado de Clipper Endeavor, decolou do Aeroporto Internacional de San Juan, em 11 de abril de 1952, com destino a Nova York. Poucos minutos após a decolagem, a tripulação enfrentou uma grave falha em um dos motores e foi obrigada a realizar uma amerrissagem de emergência a aproximadamente 18 quilômetros da costa.

Embora a manobra tenha permitido que a aeronave permanecesse flutuando por cerca de três minutos, o rápido alagamento da fuselagem dificultou a evacuação. Das 69 pessoas que estavam a bordo, 52 morreram e apenas 17 sobreviveram, sendo resgatadas pela Guarda Costeira dos Estados Unidos e por embarcações que atuaram na operação.

A localização dos destroços foi possível graças ao uso de tecnologia de mapeamento por sonar e de veículos subaquáticos operados remotamente (ROVs), capazes de explorar grandes profundidades. As imagens registradas mostram partes preservadas da fuselagem, das asas e dos motores, hoje cobertas por sedimentos e organismos marinhos.

Segundo os pesquisadores responsáveis pela expedição, o reconhecimento da aeronave foi confirmado por detalhes estruturais e por elementos visíveis da fuselagem, incluindo o logotipo da Pan Am e o nome Clipper Endeavor, ainda identificáveis após mais de sete décadas no fundo do mar.

O acidente do voo 526A teve impacto significativo na segurança da aviação mundial. As investigações realizadas na época apontaram falhas na localização e no acesso aos equipamentos de sobrevivência, como coletes salva-vidas e botes infláveis.

Como consequência, autoridades de diversos países passaram a adotar novas exigências para voos sobre grandes áreas oceânicas, incluindo demonstrações obrigatórias de segurança antes da decolagem e a disponibilização de coletes salva-vidas sob os assentos dos passageiros.

Além do valor histórico para a aviação, a descoberta representa um importante marco para familiares das vítimas e sobreviventes, encerrando um mistério que permaneceu sem resposta por mais de sete décadas e preservando a memória de um dos acidentes mais marcantes da história da Pan Am.