O número de marcas de apostas online autorizadas a operar no Brasil subiu para 205, de acordo com o Ministério da Fazenda. A atualização, divulgada na última quarta-feira (2), mostra que 93 empresas estão na lista nacional e 18 operam com autorizações estaduais. A lista foi revisada após a identificação de erros no sistema de recepção de notificações e com a chegada de informações oficiais de estados como Rio de Janeiro e Minas Gerais.
No primeiro levantamento, o governo havia autorizado 193 bets até o fim de 2023. Após a correção dos erros, a lista incluiu empresas que cumpriram os requisitos, mas que não constavam no primeiro relatório. Entre as apostas estaduais, a empresa Vai de Bet, ligada ao cantor Gusttavo Lima, foi autorizada pela Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) para operar.
Sites irregulares serão derrubados a partir de 11 de outubro
Sites de apostas que não estão na lista oficial do Ministério da Fazenda serão derrubados a partir de 11 de outubro, com auxílio da Anatel. As bets que não têm autorização funcionarão até 10 de outubro apenas para facilitar o processo de devolução dos valores depositados pelos apostadores. Mesmo após essa data, os operadores deverão garantir que os apostadores possam sacar seus depósitos.
O prazo para as empresas informarem ao governo quais marcas estão em atividade encerrou na última segunda-feira (30). Empresas que não indicaram suas marcas, não se enquadraram nos requisitos ou apresentaram inconsistências em suas informações tiveram os pedidos negados.
Mercado regulamentado de apostas começa em 2025
Novos pedidos de autorização podem ser feitos a qualquer momento, e o governo terá até 150 dias para avaliar. A listagem definitiva das empresas que serão autorizadas a operar a partir de 1º de janeiro de 2025 será divulgada até o final de 2024. As primeiras empresas aprovadas definitivamente terão que pagar uma outorga de R$ 30 milhões para iniciar suas operações.
Com a regulamentação do mercado de apostas no horizonte, o governo brasileiro intensifica sua fiscalização, enquanto o setor se prepara para a transição para um mercado mais controlado e transparente.


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