Mesmo enfraquecida, Luciana conta com apoio massivo dos pecuaristas e rejeita convite para ser vice de Edygley Melo, irmão e preferido do prefeito.

Em meio a um cenário político turbulento, Luciana Melo tem mostrado sinais claros de que pretende concorrer à prefeitura de Boca do Acre, apesar das traições sofridas e do aparente enfraquecimento de sua campanha. Fontes nos bastidores da política local indicam que Luciana recebeu um pedido incisivo dos pecuaristas, que a apoiam massivamente: não ceder a nenhum convite para ser vice na chapa de seu irmão, Edygley Melo, indicado do prefeito Zeca Cruz.
Os pecuaristas de Boca do Acre, um grupo influente na região, foram enfáticos ao instruir Luciana a recusar qualquer proposta de aliança com o prefeito. Eles afirmaram que, caso ela aceite ser vice-prefeita de Edygley, toda a classe agrícola transferirá seu apoio ao favorito até o momento, Frank Barros. Esse posicionamento fortalece a decisão de Luciana de manter sua candidatura independente, mostrando que ela ainda possui uma base sólida de apoio, apesar das adversidades.
Traições e desafios
A trajetória de Luciana Melo rumo à candidatura não tem sido fácil. Ela foi traída de forma tripla: primeiro pelo prefeito Zeca Cruz, que prometeu apoiá-la em 2024, após ela ter sido crucial para sua vitória em 2020. A segunda traição veio de seu próprio irmão, Edygley Melo, que assumiu a preferência do prefeito e não respeitou o compromisso familiar. A terceira e última traição foi do governador Wilson Lima, que optou por não negar apoio a Edygley, deixando Luciana em uma posição ainda mais delicada.
Luciana já foi convidada para se juntar à chapa de seu irmão como vice-prefeita, uma oferta que ela rejeitou firmemente. Essa decisão, impulsionada pelo apoio dos pecuaristas, mostra que Luciana está determinada a seguir com sua candidatura à prefeitura.
Enquanto isso, o favorito Frank Barros continua a capitalizar sobre a fragmentação do grupo de Zeca Cruz, atraindo apoiadores descontentes com a atual administração. A divisão interna no grupo político do prefeito e as traições sofridas por Luciana Melo criam um cenário de incertezas e possibilidades, onde cada movimento pode ser decisivo para o futuro de Boca do Acre.


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