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quinta-feira, 23 de julho de 2026
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Vereadores da capital defendem reabertura do comércio para evitar desemprego

MARCELA JANSEN

Em discurso na sessão da Câmara de Rio Branco na quinta-feira, 4, o vereador Samir Bestene (Progressista) falou sobre o Decreto governamental que determinou o fechamento do comércio como forma de evitar a propagação da Covid-19 no Acre.

Na oportunidade, o parlamentar frisou que entende a preocupação do chefe do Executivo, porém, a medida adotada tem sido prejudicial a muitas famílias.  “Temos que evitar que milhares fiquem desempregados. Porque não foi apresentado um protocolo mais rígido para evitar o fechamento? Será que a contaminação ocorre só no comércio?”, disse.

Ele pediu que o governador Gladson Cameli reconsiderasse, tendo em vista que o fim do auxilio emergencial, de origem do governo federal, deixa os comerciantes em situação delicada frente ao fechamento do comércio. “Todos os empresários pegaram financiamento e esse financiamento começou a ser descontado. O caos está aí. Não podemos virar as costas para os pequenos e médios empresários”, falou.

Mesmo defendendo a reabertura do comércio, o parlamentar reforçou a necessidade de a população seguir as orientações da OMS para conter a doença. “Importante lavar as mãos, usar máscaras e álcool gel, bem como evitar aglomerações. Somente tendo muita atenção a esses cuidados é que vamos vencer essa doença”.

Os vereadores Emerson Jarude e Fábio Araújo também se pronunciaram sobre o assunto. Jarude pediu bom senso ao governo do Acre e afirmou que o decreto publicado não busca a razoabilidade.

“É importante que esse decreto seja revisto. A gente precisa achar um equilíbrio entre a saúde e a economia. Que sentido faz os grandes supermercados estarem abertos e o Mercado Elias Mansour amanhecer fechado? Que sentido faz abrir as igrejas em 20%, mas ao mesmo tempo, outros empreendimentos que cabem até cinco pessoas, não estarem abertos? É um decreto que não busca a razoabilidade. Portanto, eu acredito que temos que unir esforços nesse sentido”, afirmou.

Fábio Araújo lembrou que os pequenos e médios empresários são os principais afetados pelo decreto. “Os camelôs que estão ali dentro do Shopping Popular foram impedidos de abrir suas lojas e de vender, mas se observar os distanciamentos e o uso das máscaras dá sim para funcionar. Basta as equipes da prefeitura controlarem isso”, finalizou.