
A manhã deste sábado (12) instalou-se uma grande polêmica em Boca do Acre, depois que o secretário municipal de Obras, Vângelo Araújo, foi pessoalmente às obras do prédio da VerdeNet, ordenar que um trator da prefeitura colocasse abaixo parte da construção da empresa.
A justificativa foi de que se tratava de um empreendimento irregular, uma vez que teria ultrapassado os limites estabelecidos pelo código de obras, que é respeitado por todos os moradores.
O local da polêmica foi no Platô do Piquiá, mais precisamente na Avenida Mário Diogo de Melo, ao lado da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O momento da destruição foi registrado pelos proprietários da VerdeNet e por populares que por ali passavam.
A versão da VerdeNet
Conversamos com Alex Campos, servidor da VerdeNet e irmão do proprietário, que garantiu que a atitude do secretário fere a legalidade dos fatos, pois segundo ele, a empresa não foi notificada, nem dado prazo para que houvesse defesa, ou mesmo recuo da construção.
Alex disse ainda que a empresa não construiu em área pública. De acordo com Campos, o empreendimento está sendo erguido no perímetro que faz parte do terreno, que foi adquirido recentemente.
“Estamos construindo em uma área legal, com escritura pública. A ação dele é totalmente irregular”, disse Alex.
Campos reiterou que não houve comunicação oficial, através de ofício, muito menos um mandado judicial para que o secretário tivesse tomado a atitude que tomou.
“Houve apenas uma comunicação verbal, com tom intimidatório”, disse o servidor.
Alex disse que a contabilidade ainda não foi feita, mas calcula-se que o prejuízo foi de 10 mil reais. Ainda conforme Campos, a VerdeNet já havia parado a obra a pedido da Prefeitura de Boca do Acre.
Se for levar tudo ao pé da letra, o muro do hotel que é de propriedade do secretário, não está a um metro da rua, então ele também não está dentro da lei, além disso, o muro ou casa do arquiteto da prefeitura, também não tem o recuo dentro da legalidade.
Alex afirmou que a empresa já está atuando com uma ação judicial contra o secretário municipal de Obras.


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