Vacina HPV: Alan Rick exige apoio do MS a meninas acreanas

O Deputado reeleito Alan Rick (DEM) esteve nesta quinta-feira, 08, no Ministério da Saúde, em Brasília, para solicitar providências em relação ao grave problema de saúde que acometeu ao menos 43 adolescentes acreanas que apresentaram quadro clínico ainda sem diagnóstico final, mas sob suspeita, segundo seus familiares, de sequelas da vacinação contra HPV, realizada desde 2014 no Estado.

O parlamentar acreano esteve reunido com o Secretário de Vigilância em Saúde, Osnei Okumoto, seu Chefe de Gabinete, Eduardo Filizolla e com a Dra. Ana Goretti Kalume, Coordenadora Substituta do Programa Nacional de Imunização. Lá, conversou sobre o quadro das meninas, levando fotos, vídeos e depoimentos.

Em decorrência da reunião, Alan Rick enviou ofício à Secretaria de Atenção à Saúde – SAS, do Ministério da Saúde, e à Secretaria de Saúde do Estado do Acre, solicitando imediato envio ao Estado de uma equipe de especialistas para investigar e diagnosticar os casos desses adolescentes.

A junta de especialistas deverá incluir neurologista, ginecologista, endocrinologista, psiquiatra, reumatologista e um técnico eletroneurofisiologista, além de um videoencefalograma.

“Temos que dar atenção ao sofrimento dessas mães. Não podemos deixar essas meninas sofrendo por tanto tempo sem um diagnóstico definitivo e um tratamento adequado”, disse o deputado.

Metade das adolescentes que tiveram problemas não tem relação com a vacina do HPV

Diversos profissionais da área de saúde, pesquisadores e o ministério da saúde em reunião no Acre, descartaram a relação de diversos sintomas apresentados por um grupo de adolescentes após, segundo os pais, serem vacinados contra o Papilomas Vírus Humano (HPV) com a vacina.

“Fizemos uma avaliação multidisciplinar, avaliando todos os casos que tiveram uma possível relação com a vacina do HPV, e até agora dos casos que nós avaliamos praticamente 30 casos, 14 deles podemos afastar a relação destes sintomas que essas meninas e meninos apresentaram com a vacina contra o HPV” explicou o pesquisador e chefe do projeto de pesquisa HPV Edson Fredizzi.

Segundo o pesquisador os outros adolescentes “ainda estão sendo avaliados porque alguns deles precisam fazer exames mais específicos e até o momento ainda não temos os resultados desses exames, mas os que já chegamos a uma conclusão, praticamente metade desses casos, podemos demostrar que não há relação com a vacina”, afirmou.

A coordenadora substituta de Imunização do Ministério da Saúde, Ana Gorete Maranhão, afirmou que a vacina é segura, e é utilizada em vários outros países e não há relatos de complicações causados por ela.

“Eu gostaria de frisar que é uma vacina extremamente segura, utilizada em mais de 170 países no mundo, é uma das vacinas mais seguras que nós temos dentro do calendário de imunização, e até o momento nem aqui no Brasil e nem um país do mundo, com exceção da anafilaxia que é uma reação alérgica grave aos componentes da vacina, nenhum outro evento grave foi relacionada a essa vacina”, disse.

A coordenadora disse ainda que o Acre é o estado campeão de casos de câncer de colo de útero no Brasil. É o estado de maior prevalência da doença e consequentemente de mortes por causa do problema.

O promotor de Justiça da Promotoria de Saúde do Ministério Público do Acre (MPAC) Gláucio Ney Oshiro, o estado tem uma deficiência quanto ao diagnóstico de doenças, o que dificulta o fechamento do caso.

“É preciso fechar os diagnósticos, nós aqui na rede do Acre ainda temos uma deficiência, para o fechamento de diagnóstico é preciso o vídeo encefalograma que se quer é ofertado na rede privada, portanto temos que ir em busca de uma solução, fora isso há diversos outros viés a ser superados”, disse o promotor.

Entenda o caso

Segundo relatos de mães e pais pelo menos trinta adolescentes apresentaram diversos sintomas adversos, entre eles a perda de movimento e convulsões, após terem recebidos as doses da vacina contra o HPV.

Desde então, os familiares desses meninos e meninas travaram um verdadeira luta na tentativa de descobrir o porquê das reações apresentadas nos jovens, e na busca por tratamento adequado. A Secretaria Estadual de Saúde destinou uma equipe exclusivamente para acompanhar o caso.

Ministério quer vacinar mais de 20 milhões de adolescentes contra HPV

O Ministério da Saúde iniciou hoje (4) uma campanha publicitária para impulsionar a vacinação de adolescentes contra o HPV. A convocação tem como alvo 20,6 milhões de meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Eles devem ir aos postos de saúde para se imunizar pela primeira vez ou tomar a segunda dose da vacina e completar a proteção contra o HPV.

O vírus HPV (Papilomavírus Humanos) é sexualmente transmissível e infecta pele e mucosas da boca ou das áreas genital e anal provocando verrugas e diferentes tipos de cânceres em homens e mulheres (cólo do útero, anal, pênis, vagina, orofaringe).

Segundo o ministério, cerca de 30% dos tumores provocados por vírus no mundo são causados pelo HPV.

Para esta nova etapa da campanha, foram investidos R$ 567 milhões para adquirir 14 milhões de vacinas. Na etapa anterior, mais de 63% das meninas de 9 a 14 anos já foram imunizadas com a primeira dose e 41% das crianças receberam a segunda dose.

No caso dos meninos, cerca de 2,6 milhões receberam a primeira dose (35,7% do público-alvo), e 911 mil (13%) já receberam a segunda dose.

Duas doses

O Ministério da Saúde alerta que a cobertura contra o HPV só está completa com as duas doses. O intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina é de seis meses.

A pasta assegura que a vacina não aumenta o risco de eventos adversos graves, aborto ou interrupção da gravidez.

A vacinação tem impacto significativo na redução da incidência do HPV, como nos Estados Unidos, que reduziram em 88% as taxas de infeção oral pelo vírus com imunização, disse o Ministério da Saúde.

Esclarece ainda que a vacina não é eficaz para tratamento de infecções ou lesões por HPV já existentes.

A campanha deste ano tem como tema “Não perca a nova temporada de Vacinação contra o HPV” e será veiculada até 28 de setembro por meio de várias peças.

As escolas receberão material informativo para que professores, alunos e familiares possam debater sobre as doenças.

No Brasil, estima-se que a prevalência do HPV é de 54,3%, sendo que mais de 37% têm HPV de alto risco para câncer, de acordo com pesquisa preliminar feita pelo Ministério da Saúde, universidades e secretarias municipais de saúde das capitais.

Os resultados finais deste estudo serão divulgados até o fim do ano.

Faltando uma semana para encerrar, Acre vacinou 47% do público alvo contra a pólio

A campanha nacional de vacinação contra Sarampo e pólio se encerra na próxima semana no dia do 31 de agosto. Segundo o no Ministério da Saúde mais de 4 milhões de crianças de um a menores de cinco anos ainda não receberam a vacina contra a pólio e o sarampo.

No Acre até sexta-feira (24) apenas 47,68% que crianças que precisam se vacinar contra a poliomielite foram vacinadas e as que necessitam se imunizar contra o sarampo somam 47,61% de vacinados.

O Estado tem 63.573 de público alvo, até a data da última atualização, tinha sido aplicada 30.312 doses de vacina contra poliomielite e 30.269 doses contra o sarampo em todo o Acre.

A meta nacional é vacinar 11,2 milhões de crianças, de acordo com a última atualização enviada pelos estados ao ministério da saúde, mostra que, até esta sexta-feira (24), 62% das crianças brasileiras tinham recebidos às doses da vacina.

Em todo o país, foram aplicadas mais de 14 milhões de doses das vacinas (cerca de 7 milhões de cada). A meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 95% das 11,2 milhões de crianças independente da situação vacinal delas para criar uma barreira sanitária de proteção da população brasileira.

Especificamente no caso da campanha contra a poliomielite, as crianças que ainda não tomaram nenhuma dose da vacina, serão vacinadas com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP).

Já aquelas crianças que já tiverem tomado uma ou mais doses receberão a gotinha Vacina Oral Poliomielite (VOP).

Com relação ao sarampo, todas as crianças devem receber uma dose da vacina tríplice viral, independente da situação vacinal. A exceção é para as que tenham sido vacinadas nos últimos trinta dias, que não necessitam de uma nova dose.

Acre vacinou mais de três mil crianças contra o sarampo

A Campanha Nacional de Vacinação Contra o Sarampo e a Poliomielite foi iniciada oficialmente em todo o país no último dia 6. No Acre, o governo antecipou e desde o 30 de julho já realiza a campanha.

Atualmente o foco da campanha é o sarampo, doença infecciosa e extremamente contagiosa que atinge principalmente as crianças e pode ser transmitida por meio de gotículas do nariz, da boca ou da garganta da pessoa infectada, quando ela fala, tosse ou espirra. Seus sintomas incluem manchas no corpo e no rosto, coceira, febre e tosse persistente, entre outros, e se não cuidada pode levar até a morte.

Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde o certificado de eliminação da circulação do vírus. Todavia, a doença voltou e a saúde de todo o país tem reunido esforços para controlar e eliminar o vírus.

No país, já são mais de 1,1 mil casos confirmados. No Acre, após 18 anos sem nenhum caso da doença, dois registros tiveram a confirmação pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Para que esse numero não cresça, é de grande importância que os pais levem os filhos aos postos de saúde, já que a única maneira de prevenir a doença é a vacina (tríplice viral), que protege não só contra o sarampo, mas também contra a rubéola e a caxumba.

Segundos dados do Programa Nacional de Imunização do Acre (PNI), até o momento foram imunizadas pouco mais de três mil crianças, mas o objetivo é bem maior e tem como meta imunizar aproximadamente 63,5 mil até 31 de agosto, quando se encerra a campanha. Vale lembrar que o público alvo são crianças de um a menores de cinco anos.

“Não há outro método de prevenção que não seja a vacina. O número ainda é baixo, mas esperamos que os pais levem seus filhos até um posto ou centro de saúde mais próximo de casa e possa, com a vacina, proteger seu filho de uma doença que pode matar”, destaca Moisés Viana, diretor de Vigilância em Saúde da Sesacre.

Câmara debate situação das adolescentes que apresentaram problemas com vacina

A Câmara Municipal de Rio Branco realizou na sessão de segunda-feira, 13, uma audiência pública para debater a situação dos adolescentes que vem apresentando sérios problemas de saúde após terem somado a vacina contra o Papilomas Vírus Humano (HPV).

Participaram da audiência mães e pais do jovem afetados com problema, o promotor de Justiça titular da promotoria especializada de saúde do ministério público do acre Gláucio Ney Oshiro e representantes das secretarias estadual e municipal de Saúde.

Desde outubro do ano passado alguns meninos e meninas que receberam a dose da vacina contra o HPV começaram a apresentar reações adversas com dificuldades para andar, crises convulsivas, alguns perderam o movimento das pernas entre outros sintomas, até o momento não há comprovação de que os fatos estejam relacionados com a vacina.

O vereador Roberto Duarte, autor do requerimento de número 125/ 2018, solicitou a realização da audiência pública com a finalidade discutir a questões relacionadas aos possíveis efeitos colaterais da vacina contra o HPV.

“Pedi essa audiência pública para debatemos essa situação, quando vamos ser uma resposta? o ministério da saúde disse que dentro de 30 dias ele emitiriam uma nota técnica, a gente precisa avançar nisso”, disse Duarte.

O promotor Gláucio Ney disse que desde que tomou conhecimento do caso o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) vem acompanhando a situação é buscando em outros estados para saber se há outros eventos como esses ocorridos no Acre.

“Nós contatamos os MPs do Brasil e só tivemos uma devolutiva que foi do Ministério do Amazonas que também relatou um evento adverso, mas segundo o MP de lá do AM, desvinculou a co-relaçao da vacina com efeito adverso, nas demais unidades do MP não relatou nenhum caso” afirmou.

Ainda de acordo com o promotor o MP/Acre solicitou providências por parte da Secretaria de Saúde. “O Ministério Público oficiou a secretaria de Saúde para que tomasse providência tanto a respeito da assistência tanto com relação ao possível correlação entre os eventos adversos relatados pelo grupo de mães e a secretaria procurou o Ministério da Saúde que veio pra cá fazer o levantamento” explica Oshiro.

Segundo relatos das mães presentes, na semana passada uma equipe do Ministério da Saúde esteve no Acre para acompanhar o caso, porém não deram o devido tratamento que elas esperavam receber.

“Quanto aos médicos que vieram do Ministério da Saúde, dou dito que a nós mães que eles fariam uma reunião no auditório com as famílias, mas isso não foi feito, depois nos atenderam, no último momento individualmente, era uma consulta estranha como se estivesse nos investigado” relata Leila Corrêa, mãe de uma das adolescentes que apresentou o problema.

Leila Corrêa disse que tem contato de várias mães de outros estados que passam pelo mesmo drama. “Nós não somos um grupo de mães anti-vacina, essa luta não é só no Acre, eu tenho contato com várias mães de outros estados, todas com mesmo sofrimento que nós estamos passando, a diferença é que aqui por ser uma cidade pequena nós conseguimos nos encontrar” conta.

Ainda de acordo com a mãe, algumas famílias ouviram doa médicos que os adolescentes apresentavam sintomas psicológicos. “Para algumas mães eles (médicos) disseram: Mãe, mande para escola, isso é psicológico” relata.

A Gerente do departamento de assistência especializada da secretaria estadual de saúde Queline Neri afirmou que acompanha o caso há três meses e que os jovens tem recebido acompanhamento de especialistas.

“Realizamos uma reunião com as mães e estamos disponibilizado atendimento com neuropediatra, endocrinologista, reumatologista, infectologista e psicólogo. Esse é um atendimento que não estávamos preparados mas no intuito de dá assistência estamos em trabalho de aprimoramento.

Segundo dona Leila, ela chega a gastar R$5.000 com medicamentos para a filha. “Mnha filha se encontra no paraná, teve uma parada cardíaca, minha mãe ligou e disse que preciso mandar 2.000 R$, isso apenas para uma medicação, coloquei até a minha casa à venda só com remédio estou gastando R$” desabafa.

Outra mãe que vivi um verdadeiro drama, e a dona de casa Francieuda Furtado, segundo ela, os três filhos um de 12, 14 e 16 anos apresentaram várias problemas desde que tomaram a dose da vacina em outubro do ano passado.

“Eles eram meninos sadios, depois que tomaram a vacina começaram a perder os movimentos das pernas, com dor de cabeça, diarréia e vômito, eu levo pro hospital, pra upa e eles não falam nada, nos mães que nos ajudamos umas as outras” relata.

Segundo a dona de casa o maior desejo é descobrir o porquê os filhos ficaram nesta situação logo após receberem as doses da vacina.” Espero que eles consigam descobrir o que aconteceu, eles falam que não é da vacina, mas nós mães sabermos que é da vacina, um dos meus filhos começou a sentir mal no mesmo dia, pós outros dois após 30 dias” conta em meio as lágrimas.

Eliane Sinhasique pede suspensão provisória da aplicação da vacina contra o HPV

A deputada estadual Eliane Sinhasique (MDB) pediu, na manhã desta quarta-feira (08), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), a suspensão da aplicação da vacina contra o HPV (Vírus do Papiloma Humano), suspeita de causar reações adversas em 15 crianças e adolescentes no Acre.

“Um grupo de mães afirma que, após tomarem a vacina contra o HPV, suas filhas passaram a ter sequelas neurológicas gravíssimas, apresentam convulsões, paralisação dos membros e caroços pelo corpo”, declarou a parlamentar.

Diante dessa situação, a parlamentar pediu a suspensão da aplicação dessas vacinas até que um estudo mais rigoroso sobre os danos dela seja feito.

“Precisamos suspender essas vacinas até que se tenha certeza dos malefícios que ela pode causar. Temos que ter segurança, temos que ter garantias de que essa vacina não é prejudicial! Porque se tomamos vacinas é para não adoecer”.

A parlamentar já fez contato com a gerente-geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária da Anvisa, Mariângela Nascimento, que informou ter aberto dossiê de investigação. Segundo ela, 4 vacinas são registradas pela Anvisa e utilizadas no Brasil para o controle do HPV, sendo que destas, o Sistema de Notificação da Anvisa, chamado NOTIVISA, identificou 4 notificações severas em relação à vacina Cervarix, da empresa GSK.

Servidora vítima da paralisia pede às famílias acreanas que vacinem os filhos

A acreana Ana Lúcia Cunho vem usando sua própria história para fazer campanha pela vacinação contra a paralisia infantil, doença que voltou a assustar todo o Brasil nos últimos anos após ter sido erradicada do País. Junto com o sarampo a paralisia infantil, ou poliomielite, são as duas doenças que tinham sido declaradas sem vírus circulante em todos os Estados brasileiros mas que voltaram a fazer vítimas nos últimos tempos.

“Em 1969, eu tinha quase 2 anos quando o vírus da poliomielite tomou conta do meu corpo. Ao acordar depois de um sono tranquilo levanto caminho até a cozinha onde minha mãe estava e ela me vendo diz: volte pra cama.  Você tá com febre. Infelizmente aqueles foram meus últimos passos com minhas duas pernas sãs…”, relatou Ana Lúcia, que é turismóloga e trabalha no Centro Cultural do Poder Judiciário do Acre. “Meu lado direito foi totalmente dominado pelo vírus… não tomei a vacina”, lamenta ela. “Morávamos no seringal à margem do rio Xapuri, distante da cidade quase um dia de barco. Ir em busca de atendimento médico era preciso sair do seringal, lugar onde nasci e vivia até aquele momento. Meu pai me levou até a cidade depois de três dias chorando e minha mãe em desespero chegou até a pedir minha morte, não por maldade, mas por amor…”, relatou no perfil do Facebook.  Ela conta que ajuda da família foi levada pra Rio Branco onde teve o diagnóstico de paralisia infantil. “Dr. Silvestre o médico que me atendeu, receita sessões de banhos de luz… em fim … após 30 dias… já não tinha o que fazer e nos mandaram de volta ao seringal. EU já andava do meu novo jeito… só me arrastando pelo chão e fiquei assim até os 09 anos quando ganhei meu primeiro par de muletas”, contou. Cresci, superei as barreiras visíveis e invisíveis, me formei, passei em concursos, casei, fui mãe, separei, criei meus filhos… e agora a assombração da pólio tá aparecendo por aí… Posso dizer com propriedade que a Poliomielite precisa continuar sendo coisa do passado. Nada pode ser usado como desculpa para a falta de cuidado com nossas crianças. Só a Vacina pode nos salvar de ter que enfrentar a poliomielite outra vez. A completa cobertura vacinal forma uma rede de proteção para todos”, alertou, pedindo: “faça sua parte. Vacine seus filhos”.

Após denúncia de Sinhasique, Anvisa abre dossiê para investigar reações de vacina

Preocupada com a quantidade de crianças e adolescentes internadas com suspeita de reações adversas graves pelo uso da vacina contra o HPV no Acre, a deputada estadual Eliane Sinhasique (MDB) fez contato com a gerente-geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária da Anvisa, Mariângela Nascimento, que informou ter aberto dossiê de investigação.

“Temos aqui no Acre cerca de 15 casos suspeitos de reações adversas por conta do uso da vacina contra o HPV. Mães relatam até mortes que, segundo elas, foram causadas pela vacina. Os sintomas de todas as vítimas são bem parecidos: dores de cabeça, convulsão, paralisia dos membros e outros. Essa situação é gravíssima!”, declarou a parlamentar.

Mariângela informou para a parlamentar, através de e-mail que 4 vacinas são registradas pela Anvisa e utilizadas no Brasil para o controle do HPV, sendo que destas, o Sistema de Notificação da Anvisa, chamado NOTIVISA, identificou 4 notificações severas em relação à vacina Cervarix, da empresa GSK.

Casos no Acre

Os casos acontecem desde 2014. Algumas mães se reuniram através de grupos de whatsapp e tem realizado protestos e panfletagem para alertar outras pessoas.

“Minha filha Vitória Daniele, 15 anos, tomou a vacina contra o HPV em 2014 e após isso passou a ter convulsões todos os dias. Já teve paradas cardíacas e respiratórias. Atualmente, está em tratamento no Paraná”, declarou Leila Grarciene, mãe de criação da Vitória.

Bárbara Geovana, 13 anos, tomou a vacina na escola e desmaiou. Após isso, perdeu o movimento das pernas e foi internada no Pronto Socorro de Rio Branco. Agora, está na Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre).

“Geovana era uma criança normal. Não tinha problemas de saúde. Agora, está sem andar, sentindo fraqueza e dores de cabeça. É triste vê-la assim. Minha filha está há 22 dias internada”, declarou Leila Azevedo.

Operação Gota leva vacina para comunidades de difícil acesso

Uma verdadeira força-tarefa se prepara para iniciar no Acre a Operação Gota, campanha de vacinação que oferece todas as imunizações disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O Acre faz parte dos estados da Região Norte que receberão reforços da Força Aérea Brasileira (FAB) para a atualização do calendário vacinal.

A missão, uma operação conjunta entre o Ministério da Saúde, Ministério da Defesa, Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) e municípios, é chegar às áreas de difícil acesso com o auxílio de helicópteros da FAB. A Operação Gota se inicia nesta quarta-feira, 25, e segue até 6 de agosto.

Com o apoio dos ministérios, a meta é alcançar as populações ribeirinhas, rurais e comunidades indígenas, imunizando cerca de quatro mil pessoas em 46 localidades de Sena Madureira, Xapuri, Feijó, Tarauacá, Jordão, Cruzeiro do Sul, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.

No planejamento da operação, de acordo com a gerente de Imunização e Rede de Frio da Sesacre, Dora Holanda, foram estabelecidas três bases no estado para atender as localidades dos municípios prioritários, iniciando as ações em Cruzeiro do Sul, depois na base de Tarauacá, finalizando em Rio Branco.

“Uma ação que busca garantir a consolidação do direito à saúde. O apoio da FAB é de fundamental importância no programa de vacinação no Acre, pois sem esse auxílio aéreo de helicópteros não conseguiríamos chegar a muitas localidades que, dependendo da época do ano, não têm acesso nem por meio fluvial ou terrestre”, destaca Dora.

As populações serão vacinadas contra sarampo, febre amarela e meningite, além de outras doenças que podem ser prevenidas, cujas vacinas fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação e no Calendário Básico de Vacinação Indígena.

A ação envolve enfermeiros, técnicos de enfermagem, funcionários das secretarias estadual e municipal de Saúde, militares do Ministério da Defesa e da Aeronáutica, entre outros profissionais.

Criadores do Acre vacinam mais de 98% do rebanho bovino

Cerca de 1,3 milhão de bovinos e bubalinos foram vacinados na 39ª Etapa de Erradicação da Febre Aftosa, de acordo com registros do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf/AC). O montante representa 98,96% da quantidade total de animais que deveriam ser imunizados entre maio e junho deste ano, período que ocorreu a campanha.

O coordenador estadual do Programa da Febre Aftosa, Jean Carlos Torres, destaca que o rebanho total do estado ultrapassa os três milhões, contudo, nesta etapa da campanha, apenas 1,3 milhão de animais, com até dois anos de idade, deveriam ser imunizados.

“A inadimplência registrada é menor que 5% e as equipes do Idaf já estão visitando essas propriedades, notificando os criadores para que eles possam vacinar o rebanho e informar ao instituto no menor espaço de tempo possível”, afirma Torres.

De maio de 2017 a maio deste ano, o estado registra uma desobrigação de imunização de 900 mil animais a menos, gerando, assim, menos gastos para os criadores de animais.

O coordenador estadual do Programa da Febre Aftosa destaca que a próxima etapa de vacinação contra a doença será realizada no Acre em novembro deste ano e será a penúltima campanha antes da retirada da obrigação da vacina no Acre, que se inicia em 2019.

“Na próxima campanha, teremos que vacinar o rebanho todo do estado, que hoje corresponde a cerca de 3,1 milhões de animais”, adiantou o coordenador.

Mais de 6 milhões de pessoas ainda não se vacinaram contra gripe

Mais de 6 milhões de pessoas que pertencem aos chamados grupos prioritários ainda não se vacinaram contra a gripe este ano. De acordo com o Ministério da Saúde, gestantes e crianças foram os que menos procuraram as salas de imunização, com cobertura de 76,4% e 73,6%, respectivamente. Ao todo, 493.710 grávidas e 3,3 milhões de crianças com idade entre 6 meses e 5 anos ainda não receberam a dose.

Segundo o último boletim epidemiológico da pasta, 50,4 milhões de pessoas foram imunizadas. Desse total, 20,2 milhões são idosos; 4,4 milhões, trabalhadores da saúde; 2,2 milhões, professores; 358,9 mil, puérperas (até 40 dias de pós-parto) e 643,3 mil, indígenas. Conforme o balanço, em todos esses grupos, atingiu-se a meta de vacinação, fixada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 90%.

Desde o dia 25 de junho, os municípios que ainda tinham doses da vacina contra a gripe disponíveis estenderam a imunização também para crianças de 5 a 9 anos e para adultos de 50 a 59 anos, conforme recomendação do governo federal. Nesses dois grupos, já foram aplicadas 997.182 doses, sendo 411.474 em crianças e 585.708 em adultos.

Regiões e estados

O Sudeste é a região com menor cobertura vacinal contra a gripe até o momento – 84%. Em seguida estão o Norte, com 85%; o Sul, com 90,3%; o Nordeste, com 94%; e o Centro-Oeste, com 99,1%.

Entre as unidades federativas, atingiram a meta de imunização Goiás (106,6%), Ceará (104%), Amapá (100%), Distrito Federal (97,3%), Espírito Santo (96,5%), Pernambuco (95,3%), Tocantins (95,2%), Alagoas (94,1%), Minas Gerais (93,9%), Mato Grosso (93,7%), Maranhão (93,7%), Paraíba (92,8%), Rio Grande do Norte (92,3%), Sergipe (92%), Paraná (92%), Piauí (91,4%) e Mato Grosso do Sul (90,2%).

Os estados com cobertura vacinal mais baixa contra a gripe são Roraima, com 66,7%, e Rio de Janeiro, com 75,6%.

Casos

Até o dia 6 deste mês, foram registrados 4.226 casos de influenza em todo o país, com 745 óbitos. Desse total, 2.538 casos e 495 óbitos foram por H1N1, além de 889 casos e 127 óbitos por H3N2. Além disso, há 317 registros de influenza B, com 44 óbitos e outros 482 notificações de influenza A não subtipado, com 79 óbitos.

Doenças erradicadas criam falsa sensação de que vacina é desnecessária

Dados do Ministério da Saúde mostram que a aplicação de todas as vacinas do calendário adulto estão abaixo da meta no Brasil – incluindo a dose que protege contra o sarampo, doença que registra surtos em pelo menos três estados. Entre as crianças, a situação não é muito diferente – em 2017, apenas a BCG, que protege contra a tuberculose e é aplicada ainda na maternidade, atingia a meta de 90% de imunização.

A tendência de queda nas coberturas vacinais, segundo a pasta, começou a aparecer em 2016 e vem se acentuando desde então. Em 312 municípios brasileiros, menos de 50% das crianças foram vacinadas contra a poliomielite. Apesar de erradicada no país desde 1990, a doença ainda é considerada endêmica em pelo menos três países – Nigéria, Afeganistão e Paquistão – e ensaia uma reintrodução nas Américas caso a cobertura vacinal não se mantenha em 95%.

Em entrevista à Agência Brasil, a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues, avaliou que o sucesso da vacinação no país ao longo das últimas décadas e a consequente erradicação de doenças criaram uma falsa sensação de que as doses não são mais necessárias. Outro problema, segundo ela, é a divulgação das chamadas fake news nas redes sociais e que, no caso das vacinas, podem causar alarde e assustar a população.

“Se não tivermos a população devidamente vacinada, poderemos ter o risco de reintrodução de doenças”, alertou. “Existe, por exemplo, um fluxo constante de pessoas viajando. Se pararmos de vacinar, uma pessoa doente chega ao país e o vírus tem a chance de voltar a circular. Enquanto a doença não for erradicada no mundo, precisamos da vacinação”, completou.

Sarampo

De acordo com a coordenadora, a situação do sarampo no Brasil é a que mais preocupa. Amazonas e Roraima, juntos, já registram cerca de 500 casos confirmados e mais de 1.500 em investigação. O Rio Grande do Sul também confirmou pelo menos seis casos. Países de alta renda, segundo Carla, “relaxaram” com a vacinação. Itália, Grécia e Bulgária são exemplos de nações com baixa cobertura vacinal para a doença.

“O sarampo é um risco concreto. Mais de 450 casos confirmados no Norte, em Roraima e no Amazonas. Há casos confirmados no Rio Grande do Sul. [Estamos] Investigando casos em São Paulo e no Rio de Janeiro. Podemos ter uma retransmissão do sarampo em todo o país”, alertou. “Os próprios profissionais de saúde deixaram de achar que recomendação de vacina é importante”.

A orientação do ministério é que todas as crianças, adolescentes e adultos até 29 anos recebam as duas doses previstas para imunização. Adultos com idade entre 30 e 49 anos devem receber uma dose.

Campanhas

Até 2012, o Brasil realizava duas campanhas anuais de vacinação contra a pólio – época marcada pelo personagem Zé Gotinha. Atualmente, acontecem apenas as campanhas de vacinação contra a gripe e de multivacinação, quando as doses do calendário infantil que estão atrasadas são atualizadas. Entretanto, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde para situações de baixa cobertura, a pasta volta a realizar este ano campanha de vacinação contra a pólio e o sarampo.

Dois municípios do Acre têm baixa cobertura da vacinação contra a pólio, revela estudo

O Ministério da Saúde emitiu esta semana um importante alerta: as baixas coberturas vacinais, principalmente em crianças menores de cinco anos, acenderam uma luz vermelha no país. Da Em reunião com representantes de estados e municípios, o Ministério da Saúde alertou que dezenas de municípios brasileiros estão com cobertura vacinal abaixo de 50% para a poliomielite, incluindo dois do Acre: Bujari e Rodrigues Alves, cada um com 22,73% e 33,08% de cobertura, respectivamente.

Vale destacar que a pólio é uma doença já erradicada no país. O dado foi divulgado pela coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (PNI), Carla Domingues, durante reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), na semana passada.

“O risco existe para todos os municípios que estão com coberturas abaixo de 95%. Temos que ter em mente que a vacinação é a única forma de prevenção da Poliomielite e de outras doenças que não circulam mais no país. Todas as crianças menores de cinco anos de idade devem ser vacinadas, conforme esquema de vacinação de rotina e na campanha nacional anual. É uma questão de responsabilidade social”, concluiu a coordenadora nacional do PNI, Carla Domingues, em nota divulgada pelo Ministério da Saúde.

Secretaria de Saúde de Rio Branco estende vacina contra gripe ao público em geral

A secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco (SEMSA) iniciou nesta segunda-feira (25) a vacinação contra a gripe para o público em geral. A imunização pode ser feita em uma das 55 unidades de saúde município onde ainda estão disponíveis 25 mil doses de vacina, até que acabe o estoque.

As 25 mil doses são as que sobraram da campanha voltada ao público alvo – pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de cinco anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade, o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas, além dos funcionários do sistema prisional – encerrada na última sexta-feira, 22.

Apesar do término da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe, o público alvo poderá ser vacinado. A diretora da Vigilância Epidemiológica da SEMSA, Socorro Martins, orienta todos a buscarem a imunização. “Há centenas de casos de óbito em decorrência da gripe influenza, em todo o Brasil. A vacina não causa reações e pode salvar vidas”.

De acordo com a diretoria da Vigilância Epidemiológica da SEMSA, até a última sexta-feira, quando foi encerrada a campanha exclusiva para o público alvo, 60,13 % dos considerados prioritários, haviam sido imunizados. O grupo prioritário de crianças entre seis meses a menores de 5 anos de idade, alcançou apenas 32 % de imunização. “Esse público depende única e exclusivamente dos pais ou responsáveis”, conclui Socorro Martins.

Quase 100 mil acreanos não tomaram a vacina contra gripe

Quase 100 mil acreanos do público prioritário para vacinação contra a gripe ainda não foram aos postos para serem imunizados contra o vírus H1N1. São exatos 97.218 pessoas, entre idosos, mulheres e crianças que um dia antes de terminar a campanha não tomaram o remédio. A cobertura vacinal no Acre chegou a 71,8% do público-alvo, 217.406 pessoas, uma das menores mobilizações do País.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe termina nesta sexta-feira, 22, e 9,5 milhões de pessoas que fazem parte do público-alvo ainda não se vacinaram em todo o País. Destes, 4,4 milhões são crianças menores de cinco anos. Na última semana, as baixas coberturas vacinais registradas acenderam um alerta e o Ministério da Saúde decidiu prorrogar por mais uma semana a campanha. A preocupação do Ministério da Saúde é com a proximidade do inverno, período de maior circulação dos vírus da gripe. Também é preocupante o número de casos e mortes registrados no Brasil, que já dobraram na comparação com o mesmo período do ano.

O último boletim de influenza do Ministério da Saúde aponta que, até 16 de junho, foram registrados 3.122 casos em todo o país, com 535 óbitos. Do total, 1.885 casos e 351 óbitos foram por H1N1. Em relação ao vírus H3N2, foram registrados 635 casos e 97 óbitos. Além disso, foram 278 registros de influenza B, com 31 óbitos e os outros 324 de influenza A não subtipado, com 56 óbitos. No mesmo período do ano passado, foram 1.301 casos e 219 óbitos por complicações relacionadas à gripe.

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Idaf promove novo debate sobre retirada da vacinação contra aftosa

Representantes de frigoríficos, pecuaristas, órgãos do governo e leiloeiros reuniram-se na terça-feira, 19, com a equipe do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf/AC) para dialogar sobre a importância da retirada da vacinação contra a febre aftosa. A partir de 2019, o rebanho acreano não precisará mais ser vacinado contra aftosa.

Ronaldo Queiroz, presidente do Idaf/AC, explica que a proposta é fazer com que todos os agentes envolvidos no Bloco I do Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção de Febre Aftosa (PNEFA), composto por Acre, Rondônia e parte do Amazonas e Mato Grosso, entendam suas funções dentro do plano. “Quem mais ganhará com isso, serão os pecuaristas, quem comercializa, quem atua nessa cadeia do boi. A participação desses agentes é fundamental”, pontuou Queiroz.

O presidente do Idaf frisa que o plano tem ações para os próximos 10 anos, com atividades que devem ser executadas nas esferas estadual e federal. “Cada Estado terá sua etapa para retirar a vacina. Primeiro serão Acre e Rondônia, com parte do Amazonas e Mato Grosso. Depois, serão os demais Estados”, destaca Ronaldo Queiroz.

No encontro desta terça-feira estavam presentes representantes da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faeac), Casa Civil, da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), Secretaria de Pecuária (Seap), Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Estado do Acre (Fundepec) e de leiloeiras.

Campanha da gripe é prorrogada mais uma vez pelo MS

O Ministério da Saúde anunciou na última semana mais uma prorrogação da campanha de vacinação contra a gripe. Desta vez a campanha vai até o dia 22 de junho. A grande preocupação do Ministério é com a proximidade do inverno, período de maior circulação dos vírus da gripe. No Acre apenas 6 municípios atingiram a meta de cobertura vacinal.

A meta é vacinar contra a gripe 54,4 milhões de pessoas em todo país. De acordo com o último levantamento, 11,8 milhões de pessoas ainda precisam se vacinar contra a gripe.

A meta nacional de cobertura para o público alvo é de 90%. No Acre apenas as cidades de Cruzeiro do Sul, Xapuri, Assis Brasil, Porto Walter, Epitaciolândia e Brasileia atingiram a meta.

A campanha de vacinação contra a gripe foi prorrogada até o dia 22 de junho. A medida ocorreu depois que apenas seis cidades do Acre atingiram a meta de vacinação. Ao todo, o estado tem apenas 71,82 do público-alvo imunizado.

A campanha contra a gripe estava prevista para ser concluída no último dia 1º de junho mas, devido à baixa cobertura da vacina em todo o estado e no país, ela foi prorrogada até o dia 15 de junho. Agora, sendo prorrogada mais uma vez.

Já os municípios Santa Rosa do Purus, Senador Guiomard, Feijó, Manoel Urbano, Mâncio Lima, Bujari, Jordão, Tarauacá, Plácido de Castro, Rodrigues Alves, Marechal Thaumaturgo, Capixaba, Porto Acre, Sena Madureira, Rio Branco e Acrelândia ainda não alcançaram a meta.

A partir do dia 25 de junho, caso haja disponibilidade de vacinas nos estados e municípios, a vacinação poderá ser ampliada para crianças de cinco a nove anos de idade e adultos de 50 a 59 anos.

A vacina é indicada para crianças, idosos acima de 60 anos, indígenas, professores das redes pública e privada, portadores de doenças crônicas, pessoas privadas de liberdade, profissionais da saúde, gestantes e puérperas – mulheres que tiveram parto há menos de 45 dias.

Após baixa procura, campanha de vacinação contra gripe é prorrogada

Público-alvo deverá procura os postos até 22 de junho

O Ministério da Saúde anunciou, na tarde desta quarta-feira (13), que a campanha de vacinação contra a gripe terá continuidade até 22 de junho. O governo decidiu prorrogar a campanha devido ao baixo índice de comparecimento: 77% do público-alvo foi vacinado. O número é considerado baixo pela pasta, que estabeleceu como meta a cobertura de 90% dessa população, o que equivale a 54 milhões de pessoas. Desde o início da campanha, no dia 23 de abril, 42,6 milhões de pessoas foram vacinadas.

A região Sudeste é a que possui menor cobertura até agora: 71% do público prioritário foi protegido. Na sequência, estão Norte (72%), Sul (81,3%), Nordeste (84%) e Centro-Oeste (91,4%). Em estados como Roraima, Rio de Janeiro, Rondônia e Rio Grande do Sul, a baixa cobertura vacinal é ainda mais preocupante. Neles, os percentuais chegam a 53,59%, 57,29%, 70,91% e 77,82%, respectivamente. Apenas Goiás, Amapá e Ceará ultrapassaram a meta de 90%.

Segundo o ministério, a situação acende um alerta, dada a proximidade do inverno, período de maior circulação do vírus da gripe. Além disso, neste ano, já foram contabilizados 2.715 casos de influenza, mais do que o dobro do que foi registrado no mesmo período do ano passado (1.227). As mortes decorrentes da doença também aumentaram: passaram de 204, em 2017, para 446, em 2018. Apesar do crescimento, os números estão distantes dos que foram registrados em 2016, quando houve forte incidência da influenza no Brasil, quando foram 12.174 casos e 2.220 óbitos derivados deles.

“Nós entendemos que a estratégia é: atuação mais proativa para ir buscar esse público-alvo”, afirmou o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, que citou iniciativas de vacinação e de conscientização envolvendo imprensa, escola e agentes comunitários de saúde como exemplos.

Público-alvo

O público prioritário da campanha é composto por idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses a 5 anos, trabalhadores em saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes e mulheres que tenham tido filhos há 45 dias, bem como pessoas privadas de liberdade. Crianças e gestantes são os grupos que registraram menor cobertura vacinal neste ano, assim como ocorreu no ano passado. Na região Sudeste, por exemplo, menos da metade (48,95%) das crianças que devem ser vacinadas foram imunizadas. Já o percentual de gestantes atingiu 54%.

“Essas são as pessoas com uma imunidade menor do que as demais”, disse o ministro. Ele destacou a necessidade de um maior envolvimento da população, especialmente no caso das crianças, devido à dependência de adultos para que as levem até os postos.

No caso da região Centro-Oeste, o grupo mais vulnerável à doença é o formado pela população indígena, cujo percentual de vacinação alcançou 74,1%. Também nesta região, que já conseguiu ultrapassar a meta de 90%, crianças e gestantes chegam a 76,29% e 75,02%, respectivamente, percentuais menores do que os dos demais grupos prioritários. “Esse alerta a gente faz para que esses grupos tenham como procurar os postos de vacinação para efetuar sua proteção”, destacou o secretário de Vigilância em Saúde, Osnei Okamoto.

Estoques de vacinas

A meta de vacinação do Brasil supera a de 80% fixada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas o Ministério da Saúde garantiu vacinas para todas as pessoas que integram o público prioritário da campanha. De acordo com Mauro Junqueira, presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), todos os municípios têm as doses disponíveis, inclusive em lugares de difícil acesso, como na Região Norte.

A partir do dia 25 de junho, poderão ser vacinados outros grupos etários, como crianças de 5 a 9 anos e adultos de 50 a 59. A vacinação desse público dependerá da disponibilidade das doses nos municípios.

Além da vacinação, cuidados com a higiene podem ajudar a população a se prevenir. Lavar e higienizar as mãos com frequência, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir, evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca, não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres e pratos, e manter os ambientes bem ventilados são algumas das medidas sugeridas pelo ministério.

Ainda é baixa a procura pela vacina da gripe em Rio Branco

Mesmo com a prorrogação da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe, em Rio Branco, apenas 53,86 % do público alvo, que é de 83.356 pessoas, buscou as unidades de saúde para a imunização. A vacinação, que seria encerrada no dia 1º de junho, prossegue até esta sexta-feira, 15 de julho.

O mais preocupante, de acordo com a diretora da Vigilância Epidemiológica da secretaria Municipal de Saúde – SEMSA, Socorro Martins, é que as crianças entre seis meses e menores de cinco anos, representam o público com a menor cobertura: 28,77%.

Socorro explica que há vacinas disponíveis nas 55 unidades de saúde da capital. Além disso, as equipes de vacinação da SEMSA estão atendendo em locais de grande aglomeração de pessoas, como o Terminal Urbano e as grandes redes de supermercados.

E para alcançar as crianças, as equipes das unidades de saúde estão indo nas escolas de sua abrangência. “Nas escolas, as equipes pedem permissão prévia dos pais. Queremos alertar para a necessidade dos pais levarem as crianças para tomar a vacina, já que elas dependem disso para a imunização”, esclarece

Entre os trabalhadores de saúde, a cobertura é de 69,75, estantes: 58,60%, puérperas, 90,31%, idosos: 72,68% e professor 70%.

Em todo o Brasil, 76,54% do público alvo foi vacinado e no Acre 66,05%. Socorro Martins explica que há resistência das pessoas, mas destaca que somente as pessoas que têm alergia a ovo, devem se abster de tomar a vacina, que não causa nenhum tipo de problema das demais pessoas. A gripe está causando mortes, por isso a imunização é tão importante”, cita Socorro, que finaliza dizendo que não deverá haver prorrogação da imunização.

Campanha de vacinação contra a gripe no Acre atinge 62% da cobertura vacinal

O Ministério da Saúde prorrogou até o dia 15 de junho a campanha nacional de vacinação contra a gripe em todo o país, o prazo inicial para que o público alvo recebesse a dose da vacina era até a sexta-feira, 01. A medida foi tomada por causa da baixa adesão do grupo prioritário.

No Acre não foi diferente, até ontem, sexta-feira 62,64% da população prioritária tinham se vacinado. Isso significa em números que 112.527 mil pessoas já receberam as dose da vacina no estado.

Na capital acreana, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), também registrou baixa procura. Apenas 39. 177 pessoas foram imunizadas contra a doença, o número de pessoas incluídas no grupo prioritário é 83.356 pessoas, o que representa somente nu 47% de alcance.

As vacinas estão disponíveis nas unidades de saúde do estado para o público alvo: idosos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas, professores, trabalhadoras da saúde, portadores de doenças crônicas (de 5 a 59 anos), população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional. Para o grupo portadores de doenças crônicas na faixa etária de 5 a 59 anos é obrigatório a apresentação da prescrição médica. A meta é vacinar 90% do público-alvo.

O Ministério da Saúde informou que após o fim da campanha, caso haja disponibilidade de vacinas nos estados e municípios, a vacinação poderá ser ampliada para crianças de cinco a nove anos de idade e adultos de 50 a 59 anos.

De acordo com Ministério da Saúde, até a última terça-feira, faltavam 18,8 milhões de pessoas a serem vacinadas em todo o país, 66% das pessoas que fazem parte do público-alvo, se vacinou. A expectativa do Ministério da Saúde é vacinar 54,4 milhões de pessoas até o dia 15 de junho.

Prefeitura alerta para vacinação: 60% ainda não foram imunizados

A Prefeitura de Rio Branco alerta: faltando uma semana para encerrar a campanha de vacinação contra a gripe, 51 mil pessoas ainda não foram aos postos de saúde para fazer a imunização contra o vírus H1N1. “A vacina é a grande proteção contra o vírus que está em circulação no Brasil”, disse Socorro Martins, diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco (SEMSA).

Balanço da SEMSA mostra que 60% das pessoas que fazem parte do público-alvo ainda não tomaram a vacina. A população tem até o próximo dia 1º de junho para tomar a dose em um dos postos de vacinação espalhados pela capital do Acre. Entre os que constam no público-alvo estão crianças de 6 meses a 5 anos, pessoas com mais de 60 anos, gestantes, mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias, profissionais da saúde, professores da rede pública e particular, pessoas privadas de liberdade, adolescentes internados em instituições socioeducativas e outros. A vacina é eficaz e só não é recomendada para pessoas que tenham alergia a ovo.

A participação dos grupos prioritários na vacinação é primordial. A gripe, lembra a diretora de Vigilância Epidemiológica da SEMSA, é uma doença séria, que mata mais de 650 mil pessoas todos os anos, de acordo com um recente levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS).  Além dos sintomas clássicos, como febre e nariz entupido, a gripe pode trazer complicações bem mais complicadas.