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quarta-feira, 24 de junho de 2026
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Metade das adolescentes que tiveram problemas não tem relação com a vacina do HPV

Metade das adolescentes que tiveram problemas não tem relação com a vacina do HPV

Diversos profissionais da área de saúde, pesquisadores e o ministério da saúde em reunião no Acre, descartaram a relação de diversos sintomas apresentados por um grupo de adolescentes após, segundo os pais, serem vacinados contra o Papilomas Vírus Humano (HPV) com a vacina.

“Fizemos uma avaliação multidisciplinar, avaliando todos os casos que tiveram uma possível relação com a vacina do HPV, e até agora dos casos que nós avaliamos praticamente 30 casos, 14 deles podemos afastar a relação destes sintomas que essas meninas e meninos apresentaram com a vacina contra o HPV” explicou o pesquisador e chefe do projeto de pesquisa HPV Edson Fredizzi.

Segundo o pesquisador os outros adolescentes “ainda estão sendo avaliados porque alguns deles precisam fazer exames mais específicos e até o momento ainda não temos os resultados desses exames, mas os que já chegamos a uma conclusão, praticamente metade desses casos, podemos demostrar que não há relação com a vacina”, afirmou.

A coordenadora substituta de Imunização do Ministério da Saúde, Ana Gorete Maranhão, afirmou que a vacina é segura, e é utilizada em vários outros países e não há relatos de complicações causados por ela.

“Eu gostaria de frisar que é uma vacina extremamente segura, utilizada em mais de 170 países no mundo, é uma das vacinas mais seguras que nós temos dentro do calendário de imunização, e até o momento nem aqui no Brasil e nem um país do mundo, com exceção da anafilaxia que é uma reação alérgica grave aos componentes da vacina, nenhum outro evento grave foi relacionada a essa vacina”, disse.

A coordenadora disse ainda que o Acre é o estado campeão de casos de câncer de colo de útero no Brasil. É o estado de maior prevalência da doença e consequentemente de mortes por causa do problema.

O promotor de Justiça da Promotoria de Saúde do Ministério Público do Acre (MPAC) Gláucio Ney Oshiro, o estado tem uma deficiência quanto ao diagnóstico de doenças, o que dificulta o fechamento do caso.

“É preciso fechar os diagnósticos, nós aqui na rede do Acre ainda temos uma deficiência, para o fechamento de diagnóstico é preciso o vídeo encefalograma que se quer é ofertado na rede privada, portanto temos que ir em busca de uma solução, fora isso há diversos outros viés a ser superados”, disse o promotor.

Entenda o caso

Segundo relatos de mães e pais pelo menos trinta adolescentes apresentaram diversos sintomas adversos, entre eles a perda de movimento e convulsões, após terem recebidos as doses da vacina contra o HPV.

Desde então, os familiares desses meninos e meninas travaram um verdadeira luta na tentativa de descobrir o porquê das reações apresentadas nos jovens, e na busca por tratamento adequado. A Secretaria Estadual de Saúde destinou uma equipe exclusivamente para acompanhar o caso.