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terça-feira, 28 de julho de 2026
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Ranking aponta prefeitos mais ricos do Amazonas; gestor de Boca do Acre fica fora do top 10

Um levantamento com base nos bens declarados por prefeitos do Amazonas revela quem são os gestores municipais com maior patrimônio no estado. A lista mostra uma concentração de riqueza entre os primeiros colocados, com valores milionários, enquanto a maioria declara patrimônios mais modestos — e alguns, inclusive, informam não possuir bens.

Topo do ranking concentra maiores fortunas

No topo da lista aparece Augusto Ferraz, prefeito de Iranduba, com patrimônio declarado de R$ 8.373.883,65.

Na sequência estão:

  • Dr. Lázaro (Fonte Boa) – R$ 7.777.657,21;
  • Toco Santana (Borba) – R$ 6.878.731,04;
  • Bosco Falabella (Urucará) – R$ 6.256.700,88.
  • A partir da quinta posição, os valores caem significativamente, ficando abaixo da faixa dos R$ 3 milhões.

    Os 10 prefeitos mais ricos do Amazonas

  • Augusto Ferraz (Iranduba) – R$ 8.373.883,65
  • Dr. Lázaro (Fonte Boa) – R$ 7.777.657,21
  • Toco Santana (Borba) – R$ 6.878.731,04
  • Bosco Falabella (Urucará) – R$ 6.256.700,88
  • Cecéu (Santo Antônio do Içá) – R$ 2.425.593,11
  • Mateus Assayag (Parintins) – R$ 1.493.208,93
  • Nazaré Rocha (Amaturá) – R$ 1.328.000,00
  • David Almeida (Manaus) – R$ 1.277.906,77
  • Gibe Martins (São Paulo de Olivença) – R$ 1.200.000,00
  • Darlan Taveira (Barreirinha) – R$ 1.196.000,00
  • Prefeito de Boca do Acre está fora do top 10

    O prefeito de Boca do Acre, Frank Barros (MDB), aparece na 17ª posição do ranking, com patrimônio declarado de R$ 845.297,54.

    O valor o coloca fora do grupo dos dez mais ricos, mas ainda em uma faixa intermediária quando comparado aos demais gestores do estado.

    Desigualdade patrimonial chama atenção

    O levantamento evidencia uma grande disparidade entre os prefeitos. Enquanto alguns acumulam milhões em bens, outros declaram valores bastante reduzidos.

    Há ainda casos de prefeitos que informaram não possuir patrimônio, como gestores de municípios como Coari, Maués e São Gabriel da Cachoeira.

    Transparência e debate público

    A divulgação dos bens declarados reforça a importância da transparência na gestão pública e contribui para o debate sobre a realidade socioeconômica dos gestores.

    Embora possuir alto patrimônio não indique, por si só, irregularidades, os dados despertam o interesse da população, especialmente em regiões onde a desigualdade social é mais evidente.