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segunda-feira, 28 de setembro de 2026
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Em santuário francês, Papa Leão XIV critica eutanásia e diz que morte assistida não pode ser “normal”

O papa Leão XIV criticou a eutanásia e a morte assistida durante uma visita ao santuário de Lourdes, na França, neste domingo (27). Diante de milhares de fiéis, o pontífice afirmou ser “impossível” considerar a morte assistida como algo “normal”.

A declaração ocorreu em um dos principais locais de peregrinação católica do mundo, conhecido pela tradição de relatos de curas consideradas milagrosas pela Igreja. Leão XIV celebrou uma missa para cerca de 150 mil pessoas no gramado próximo à basílica principal antes de seguir para o santuário.

Papa fala sobre sofrimento e dignidade

Durante o encontro, o pontífice dirigiu sua mensagem especialmente às pessoas enfermas e àquelas que enfrentam situações de sofrimento intenso. Leão XIV afirmou que, mesmo diante de uma “dor terrível”, a dignidade de cada pessoa não pode ser retirada.

Ao abordar a legislação sobre morte assistida, o papa declarou: “O que é legal não é necessariamente moral”.

A fala ocorre em um momento de debate sobre a legislação francesa relacionada ao fim da vida. Em julho, o Parlamento da França aprovou medidas que autorizam, sob determinadas condições, a eutanásia e a morte assistida para pacientes com doenças consideradas incuráveis.

Declaração ocorreu em Lourdes

O discurso foi feito no santuário de Nossa Senhora de Lourdes, um dos principais centros de peregrinação da Igreja Católica. O local recebe milhões de visitantes todos os anos, incluindo pessoas enfermas e religiosos que procuram o santuário em busca de cura ou conforto espiritual.

Segundo a Igreja Católica, 72 curas foram reconhecidas oficialmente como milagrosas em Lourdes ao longo da história. Os casos passam por um processo de avaliação médica e religiosa antes de serem reconhecidos pela instituição.

A visita de Leão XIV ao santuário ocorreu durante sua passagem pela França e incluiu momentos de oração e encontro com fiéis. A manifestação sobre a eutanásia reforça a posição tradicional da Igreja Católica contrária à prática e à morte assistida.