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domingo, 5 de julho de 2026
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Quatro pessoas são presas pelo ICMBio por caça na Flona do Iquiri

Quatro caçadores foram presos e aguardam audiência de custódia na Polícia Federal de Rio Branco; operação contou com apoio da PM de Boca do Acre

Uma ação de fiscalização rotineira do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) resultou na apreensão de armas, munições e carne de animais silvestres caçados ilegalmente na Floresta Nacional do Iquiri. A operação, batizada de Dryads, foi realizada no último domingo (25) e contou com o apoio da Polícia Militar de Boca do Acre.

Apreensões e Prisões
Durante o patrulhamento na região do Rio Endimari, Ramal do 52 km – área entre a Terra Indígena Boca do Acre e a Floresta Nacional do Iquiri –, os agentes ambientais flagraram três caçadores em atividade ilegal. Foram apreendidos:

247 kg de carne de anta (espécie ameaçada de extinção);
6,42 kg de carne de paca;
4 armas de fogo;
80 munições;
1 embarcação de 8 metros;
1 motor de barco de 40 HP.

A carne foi doada ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS/IBAMA), enquanto os equipamentos utilizados no crime foram confiscados. Os quatro envolvidos foram autuados em R$ 123,5 mil em multas ambientais e, atualmente, estão presos na Polícia Federal em Rio Branco, aguardando audiência de custódia.

Importância da Operação
A Floresta Nacional do Iquiri é uma área protegida que sofre constantemente com a caça ilegal e o desmatamento. A Operação Dryads reforça o compromisso do ICMBio no combate a crimes ambientais na Amazônia. De acordo com o instituto, a caça predatória ameaça a biodiversidade local, principalmente espécies como a anta, animal fundamental para a dispersão de sementes na floresta.

Parceria com a Polícia Militar
A ação foi realizada em conjunto com a Polícia Militar de Boca do Acre, destacando a importância da integração entre órgãos ambientais e forças de segurança no combate a crimes contra a fauna e flora.

Os investigados responderão por crimes ambientais, incluindo caça ilegal, posse irregular de armas e dano ao patrimônio natural. A expectativa é que novas operações sejam realizadas na região para coibir atividades ilegais.