A primeira parcela do 13º e o salário de julho dos servidores públicos do estado do Acre serão pagos no dia 26 deste mês. O anúncio da antecipação dos dois provimentos foi feito na terça-feira, 2, pelo governador Gladson Cameli (Progressistas). Pago no fim de cada mês, o adiantamento do vencimento mensal e do recurso extra, que geralmente é pago nos últimos meses de cada ano, foi feito para intensificar a movimentação financeira durante a 46ª edição da Feira de Entretenimento e Negócios do Acre, a Expoacre 2019, que será realizada entre os dias 27 de julho e 4 de agosto.
O chefe do Executivo também anunciou o pagamento da 6ª parcela do décimo terceiro de 2018, dívida herdada do governo Tião Viana (PT), para mais de 2,4 mil servidores, que será pago no dia 19 deste mês. Com os R$ 95 milhões da primeira parcela do 13° de 2019, R$ 260 milhões da folha de pagamento de julho do funcionalismo e os mais de R$ 7 milhões referentes ao 13° de 2018, o governo espera injetar um montante de R$ 355 milhões na economia acreana neste mês.
“Vamos conseguir com toda economia que nós fizemos, contando centavo por centavo, gastando só o que é necessário e cortando na raiz mesmo. Dia 19 de julho, eu pago a 6ª parcela do 13º de 2018, que equivale a mais de R$ 7 milhões, dia 26 de julho eu pago a folha, que dá em torno de R$ 260 milhões, e no mesmo dia eu pago 50% do 13º de 2019 que dá em torno de R$ 95 milhões”, explicou Cameli em entrevista concedida para a Rádio CBN Amazônia Rio Branco na terça-feira.
Responsável pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), Maria Alice de Araújo declarou à Agência de Notícias do Acre que o pagamento da sexta parcela do 13º de 2018 mostra o compromisso do governo em honrar todos os funcionários do estado. “Até agora, 24 mil servidores receberam os valores referentes à segunda parcela. Com a divulgação deste cronograma, o governador reforça a política de valorização desses trabalhadores”,enfatizou ela.
À CBN Amazônia, o governador reforçou que mesmo tendo anunciado um decreto de calamidade financeira, feito em maio deste ano, caso a Reforma da Previdência não fosse aprovada até o fim do mês passado, o governo optou por injetar recursos para movimentar a economia. A fala sobre o decreto foi dada após reunião com Jair Bolsonaro. Na ocasião, o gestor acreano disse que ele só teria como governar o estado até junho e seria obrigado decretar calamidade no início deste mês.
“Tem aquele ditado da esperança no final do túnel. Então, apareceu uma que foi a renegociação de uma dívida que alguns credores tinham com o estado e aí, graças a Deus, conseguimos ter esses recursos para que pudéssemos pagar. Reafirmo o que falei após a reunião com o presidente, nós vamos ter dois momentos no estado: o Acre até a Previdência, economicamente falando, e o Acre depois da Previdência”, completou Cameli na entrevista que também abordou outros temas.
De acordo com ele, o adiantamento dos pagamentos é o cumprimento da promessa de valorização e garantia de respeito aos servidores públicos. “Assumimos o compromisso de valorizar os servidores públicos e honrar com o pagamento sempre em dia. Agora, vamos antecipar o pagamento para que eles tenham a oportunidade de aproveitar a maior feira de negócios e entretenimento do estado. O adiantamento do 13° é uma forma de demostrar respeito do nosso governo com quem trabalha. Sozinho eu não consigo, eu preciso da ajuda de todos os servidores”.


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