Uma pesquisa divulgada ontem, 13, pelo Departamento Intersindical de estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), aponta que a taxa de informalidade entre as pessoas que entraram no mercado de trabalho atingiu 74,2% de 9,4 milhões de pessoas que começaram a trabalhar no segundo trimestre.
Segundo os dados, o número é muito maior do que os 39% de informalidade em relação ao número total de pessoas empregadas no país, que são 91,2 milhões de ocupados.
De acordo com os dados, o Dieese concluiu que a maioria dessas pessoas que entraram no mercado de trabalho no segundo trimestre ingressou em trabalhos precários, com mais informalidade e menor cobertura previdenciária.
Dos “novos ocupados”, 22,6% (2,1 milhões) foram contratados sem carteira pelo setor privado e 16,8% com carteira também pelo setor privado. A maioria desses 34,6% (3,3 milhões), foram trabalhar por conta própria, a maior parte (86,2%) sem formalização e só 14% contribuiu para a Previdência.
Com relação as mulheres, uma em cada cinco, (20%) foi contratada como empregada doméstica no segundo trimestre, a maior parte sem carteira (887 mil), enquanto apenas 78 mil tiveram a carteira assinada.
Aproximadamente 30% das mulheres que entraram no mercado de trabalho foram trabalhar por conta própria. Entre os homens, entre os maiores índices, estão os 39,2% que foram trabalhar por conta própria (1,8 milhão) e os 30% sem carteira assinada (1,3 milhão).
O estudo ainda mostrou que o salário desses trabalhadores recentes é menor do que o valor de mercado. O rendimento médio desses trabalhadores que acabaram de conseguir uma vaga, no segundo trimestre, equivale a menos da metade do que é pago no mercado de trabalho.
Enquanto os ingressantes recebiam cerca de R$ 1.023, o mercado oferecia em média R$ 2.128 para o total de ocupados. Os jovens, tradicionalmente, têm rendimento menor do que o recebido por aqueles com mais idade.


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