MARCELA JANSEN
A atuação da Prefeitura de Rio Branco frente ao transbordamento dos igarapés no último final de semana foi um dos debates em destaque na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), na sessão de terça-feira, 9. Parte dos deputados criticaram a falta de apoio do Executivo Municipal as famílias.
O petista Daniel Zen afirmou que a Prefeitura foi omissa. “Quero deixar meu repúdio a completa omissão da prefeitura de Rio Branco naquele momento de sufoco”, disse.
O assunto também foi abordado na Câmara de Rio Branco. O vereador Hildegard Pascoal (PSL) lembrou que a ex-prefeita Socorro Neri (PSB) deixou um plano de contingência montado no caso haver alagação no início de 2021. “As contas da prefeitura foram deixadas em dia, com o dinheiro em caixa e com plano de contingência montado. Era só ter executado. Temos vistos pessoas desesperadas, fechando ruas com total razão. Nessas enchentes, elas não perderam somente os móveis, mas aquela feirinha do mês se foi também”, disse o parlamentar.
E acrescentou: “Pedidos estão sendo descarregados em cima de nós [vereadores] e essa conta tem sido jogada em cima de nós. Nosso papel de vereador é cobrar e estamos cobrando. Como falei, nós somos a voz do povo e como estou vendo, o povo não está tendo voz nessa gestão”.
A vereador Michelle Melo (PDT) também questionou a Prefeitura. “Não vimos em momento algum a presença do poder público e da prefeitura. Se havia um plano de contingência realizado, por que as ações não foram efetivas? O poder público é responsável por todos nós e a falta de planejamento efetiva acomete com mais intensidade aqueles que já sofrem com a falta de estrutura habitacional, saneamento básico, saúde e renda”, finalizou.


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