O Departamento Estadual de Saneamento e Pavimento do Acre (Depasa) gasta R$2 milhões por mês com produto químico usado no tratamento da água mas arrecada apenas R$2,5 milhões com a tarifa cobrada dos consumidores. Sobram R$500 mil para todos os demais custos.
“Gastamos (entre dívidas e consumo) mais de R$1 milhão com energia elétrica. Tem custo com aluguel de máquinas e caminhões, gasolina, folha de pessoal…”, relatou o presidente do órgão, Moisés Diniz. “Nossa taxa mínima de água é de R$ 17,92. Em Rondônia a taxa mínima é de R$ 32,40”, completou, mostrando que os números são dispares para a relação custo/benefício/arrecadação.
Ao OPINIÃO, Moisés Diniz, explicou que o Governo do Estado coloca dinheiro de “fonte 100” –ou recursos próprios – para ajudar na compra de produto químico e paga a folha de servidores do Depasa e do Saerb (antigo órgão de fornecimento de água para Rio Branco, na parte que cabe ao Governo). O governo ajuda também no pagamento da energia elétrica.
Para melhorar a arrecadação, o Depasa está negociando dívidas e intensificando a cobrança dos maiores devedores. Contas acima de R$5 mil, por exemplo, poderão ser ajuizadas.


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