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sexta-feira, 24 de julho de 2026
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No Acre, MDB pode ir com Mara Rocha a governo e preterir Tebet para apoiar Bolsonaro

A eleição deste ano no Acre terá algumas singularidades. Uma delas é que o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) poderá mesmo efetivar o nome da deputada federal Mara Rocha – recém-filiada ao partido com o seu irmão, o vice-governador Major Rocha – como candidata ao governo do Estado.
Além disso, deverá pedir votos para Jair Bolsonaro em vez de Simone Tebet, a candidata natural da sigla, nestas Eleições 2022.

O assunto em torno do nome de Mara Rocha ganhou projeção nacional nesta semana. O Globo, por exemplo, destacou nesta segunda-feira que o presidente Jair Bolsonaro (PL) terá no Acre e no Distrito Federal palanques com emedebistas, com alianças desenhadas também com o MDB no Paraná e em Roraima.

Além da possibilidade de confirmação do nome de Mara Rocha como a candidata ao Palácio Rio Branco, aqui no Acre o seu partido deve deixar de apoiar a senadora Simone Tebet (MDB-MS) como candidata à presidência da República. (Leia mais abaixo).

No MDB acreano, o vereador Emerson Jarude era o nome mais cotado a encabeçar a chapa para a vaga no governo, até o mês passado. Mas depois da filiação de Major Rocha, que embora tenha rompido com o governador Gladson Cameli, pressupõe-se que ainda tenha algum peso político, a ideia é que Jarude componha a chapa como candidato a vice-governador, depois que Mara Rocha adentrou as colunas do partido.

Também na segunda-feira, Rocha e a direção do MDB tiveram uma reunião cuja pauta foi a candidatura majoritária e para o Senado, esta última sendo composta pela deputada federal Jéssica Sales. Mara Rocha não participou.

Vácuo eleitoral

No plano nacional, em meio a brigas internas no PSDB e à possibilidade de Moro (União Brasil) sair da corrida presidencial, a senadora Simone Tebet se movimenta na tentativa de ocupar esse vácuo e aglutinar a chamada terceira via em torno de seu nome. Na semana passada, numa sinalização e apoio à emedebista, o ex-governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) indicou que poderia ser vice na chapa da senadora. Enquanto estratégias de campanha sustentam que ela pode encabeçar uma chapa competitiva, por ter baixa rejeição e apelo junto ao eleitorado feminino, lideranças regionais do próprio MDB resistem a aderir a Tebet, e ensaiam movimentos na direção do ex-presidente Lula (PT) e do presidente Jair Bolsonaro (PL).