O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou duramente o projeto de lei que criminaliza a misoginia no Brasil, classificando a proposta como uma “aberração”. O texto, aprovado por unanimidade no Senado, equipara o crime de ódio contra mulheres às práticas previstas na Lei do Racismo.
A proposta define misoginia como qualquer conduta que expresse ódio, desprezo ou aversão às mulheres, baseada na ideia de superioridade masculina. Caso seja transformada em lei, a prática poderá resultar em penas de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa, sem possibilidade de fiança.
Após a aprovação no Senado, o projeto segue agora para análise na Câmara dos Deputados. Em publicação nas redes sociais, Nikolas afirmou que pretende atuar para barrar a proposta. “Inacreditável é a palavra… começa agora o trabalho para derrubar essa aberração”, escreveu o parlamentar.
Inacreditável é a palavra…Amanhã começa o trabalho pra derrubar essa aberração que foi aprovada hoje no Senado.
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) March 25, 2026
A reação gerou repercussão entre seguidores, que se dividiram entre apoio e críticas. Enquanto parte concordou com o posicionamento do deputado e questionou os impactos da proposta, outros cobraram posicionamentos sobre temas paralelos, como a anistia de envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
O projeto é de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) e teve relatoria da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS). Durante a tramitação, Soraya defendeu a medida como uma forma de combater discursos e práticas que reforçam a violência estrutural contra mulheres, especialmente em ambientes digitais.
Estou há horas denunciando posts “misóginos” advindos tanto de homens quanto de mulheres (!!!) que odeiam/têm medo e aversão contra nós. Eles simplesmente não param! O gabinetezinho do ódio voltou a operar, foi reativado com força! Mas agora vou dormir o sono dos justos porque…
— SorayaThronicke (@SorayaThronicke) March 25, 2026
Segundo a parlamentar, a misoginia está presente em diversas formas no cotidiano e muitas vezes antecede casos mais graves de violência. Para ela, a proposta busca coibir comportamentos discriminatórios desde sua origem, ampliando a proteção às mulheres no país.


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