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sexta-feira, 24 de julho de 2026
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Na Aleac, servidores da saúde pedem apoio para revisão do PCCR junto ao governo

“Hoje temos servidores da Saúde recebendo 70 reais por plantão, um valor que não dá pra comprar um sacolão, uma botija de gás. É fundamental que corrija essas distorções”. A frase é do deputado estadual Jenilson Leite (PSB) ao citar o Plano de Cargo, Carreira e Remuneração (PCCR) desses trabalhadores. Eles estão há mais de 20 anos sem progressões.

Em reunião na Assembleia Legislativa do Acre, na manhã de terça-feira, 21, os sindicatos que representam as categorias entregaram aos deputados estaduais uma minuta de Lei que trata da reformulação integral do PCCR. “Não se trata de aumento, mas da revisão e reformulação do plano que está defasada”, ressaltaram

Os representantes dos sindicatos buscam a valorização dos servidores, a criação de novos cargos, atualização da tabela de vencimentos e vantagens, bem como a fixação de novos percentuais e critérios para a progressão e promoção de carreira. 

Jenilson lembrou que a cobrança da categoria trata-se de uma promessa do governador Gladson Cameli tanto no período eleitoral em 2018, bem como nas negociações para suspender o movimento de greve realizado pelos servidores no primeiro semestre do ano.

O governo comprometeu-se de até o dia 30 de setembro de atender as demandas dos trabalhadores, porém, há nove dias de encerrar esse prazo, de acordo com os representantes dos sindicatos, a equipe do governo ainda não se manifestou.

“Se não houver avanço haverá nova mobilização e eles não aguentam mais, mais de 12% das pessoas que morreram na pandemia eram servidores da Saúde, eles precisam ser valorizados”, disse Jenilson.

Líder do governo na Aleac, o deputado Pedro Longo pontuou que estará buscando o diálogo entre o Estado e os servidores. “Nosso papel é de mediação, e vamos fazer o que for necessário, mas tem dezenas de carreira na mesma situação e o que temos feito agora é a fase de diagnóstico porque a gente não sabe como vamos chegar em janeiro com a questão fiscal”, disse.