Morreu aos 87 anos, na tarde desta quinta-feira (10), em Barretos (SP), o jornalista, radialista e empresário João Monteiro de Barros Filho, fundador da Redevida de Televisão e do jornal O Diário. Ele estava internado na Santa Casa de Barretos. A causa da morte não foi informada.
Nascido em 5 de novembro de 1938, João Monteiro de Barros Filho era filho de João Monteiro de Barros e Inês Monteiro de Barros. Viúvo de Luiza Cardillo Monteiro de Barros, ele deixa os filhos Luiz Antonio Monteiro de Barros e João Monteiro de Barros Neto, além de netos e bisnetos.
A trajetória na comunicação começou ainda na adolescência. Aos 16 anos, em maio de 1955, procurou a Rádio PRJ-8 com o objetivo de trabalhar como comentarista esportivo. Pouco tempo depois, em 20 de junho daquele ano, participou da criação da “Reportagem que Não Para”.
Em 1968, assumiu a Rádio Independente, sua primeira emissora. No ano seguinte, fundou o jornal O Diário ao lado de Joel Waldo. Durante a década de 1980, também participou da implantação de emissoras de frequência modulada (FM) em Barretos e na região.
Fundação da Redevida
A atuação de João Monteiro de Barros Filho ganhou dimensão nacional com a entrada no segmento televisivo. Em 17 de dezembro de 1992, foi criado o Instituto Brasileiro de Comunicação Cristã, iniciativa que antecedeu a criação da Redevida.
A Redevida, primeira emissora de televisão católica do Brasil, entrou no ar em 20 de junho de 1995. A emissora passou a transmitir uma programação voltada à fé católica para diferentes regiões do país.
Ao longo de sua trajetória, João Monteiro de Barros Filho também teve participação na vida cultural e política de Barretos. Em 1972, candidatou-se à Prefeitura do município, tendo o economista e contabilista Daniel Bampa Nétto como companheiro de chapa.
Atuação cultural em Barretos
O comunicador também esteve ligado a projetos voltados à cultura e à religiosidade. Ao lado de dom Antonio Maria Mucciolo, foi um dos idealizadores da Cidade de Maria, centro de espiritualidade católica da Diocese de Barretos.
Na área cultural, participou da fundação da Academia Barretense de Cultura, onde ocupava a cadeira número 12.
Entre as iniciativas criadas por ele também estão o “Diploma Gente que é Notícia” e o “Troféu Dom José de Mattos Pereira”. João Monteiro de Barros Filho ainda promoveu eventos como o “Arraial da Alegria” e o “Rei e Rainha da Alegria”, com recursos destinados à manutenção da Cidade de Maria.
Redevida lamenta morte do fundador
Após a confirmação da morte, a Redevida publicou uma homenagem ao fundador nas redes sociais. A emissora destacou a trajetória do jornalista e o legado construído ao longo de décadas de atuação na comunicação.
Na mensagem, a emissora afirmou que o sonho e a dedicação de João Monteiro de Barros Filho deram origem a uma missão que chegou a milhões de lares e passou a fazer parte da rotina de famílias em diferentes regiões do país.
A Redevida também manifestou solidariedade aos familiares, amigos e pessoas que conviveram com o comunicador e destacou que seu legado continuará presente na história da emissora.


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